Pedro Henrique
em Bate-Papo da Torcida > Modelo de contratações: lições a serem aprendidas
Em resposta ao tópico:
Dois times que gastaram muito dinheiro com contratações recentemente, mas com dois modelos totalmente distintos: Flamengo e Palmeiras. E a forma como esses times contrataram refletiram bastante nos resultados obtidos em campo.
O Flamengo optou por contratar poucos jogadores, mas 'certeiros'. Parece ser fácil falar depois que o jogador entrou, jogou e os títulos foram conquistados, só que quem duvidaria que Rafinha, Felipe Luis, Arrascaeta, Bruno Henrique e outros jogadores dariam certo?
Por outro lado, o Palmeiras optou por contratar em quantidade; são contratações de valores altos, mas não tanto. Como se você optasse por um modelo de carro intermediário, querendo gastar, 'pero no mucho'. O resultado não é tão garantido e o barato, por vezes, acaba saindo caro.
O Corinthians nos últimos anos, até em virtude da escassez de recursos em razão da compra do estádio, tem apostado em contratações baratas e em grande quantidade, como uma espécie de investimento. Isso também se deve ao fato de o time campeão da Libertadores ter sido montado de maneira semelhante (Paulinho, Ralf, Castán, Douglas, Alessandro, Romarinho, eram vários jogadores sem nenhum status de estrela - mas não nos esqueçamos de Alex, Sheik e outros que já eram conhecidos).
O tiro, todavia, tem saído pela culatra. As contratações do Corinthians têm sido equivocadas (embora o modelo de jogo certamente não favoreça). São muitas contratações para compor elenco que não chegam nem a estrear e são emprestadas a outros clubes; e o pior: com o Corinthians arcando com os salários. São contratações inexplicáveis que faz com que surjam indagações sobre possíveis interesses ocultos.
O resultado disso é uma folha salarial inflada, que inviabiliza ainda mais grandes contratações. Não adianta contratar em quantidade; é necessário qualidade, não há brechas para erros, apostas. É inaceitável que um clube como o Corinthians contrate um jogador que é reserva de um time da Série B, mesmo que para compor elenco. As categorias de base estão aí justamente para isso!
Se é para apostar, que seja nos garotos.
Ainda que se possa montar um elenco com contratações de jogadores não renomados, cada contratação deve ser pinçada, escolhida a dedo e o jogador deve ter tempo para trabalhar e mostrar o porque de ter sido contratado.
Contratar para compor elenco e, em seguida, emprestar para ganhar rodagem não dá mais.