Valério Oliveira
Exato mas os caras só pegam jogadores de amigos empresários...aí já viu, parece que não acertam mais nada no tal de cifut ou não aceitam as indicações...fica difícil
em Bate-Papo da Torcida > Modelo de contratações: lições a serem aprendidas
Em resposta ao tópico:
Dois times que gastaram muito dinheiro com contratações recentemente, mas com dois modelos totalmente distintos: Flamengo e Palmeiras. E a forma como esses times contrataram refletiram bastante nos resultados obtidos em campo.
O Flamengo optou por contratar poucos jogadores, mas 'certeiros'. Parece ser fácil falar depois que o jogador entrou, jogou e os títulos foram conquistados, só que quem duvidaria que Rafinha, Felipe Luis, Arrascaeta, Bruno Henrique e outros jogadores dariam certo?
Por outro lado, o Palmeiras optou por contratar em quantidade; são contratações de valores altos, mas não tanto. Como se você optasse por um modelo de carro intermediário, querendo gastar, 'pero no mucho'. O resultado não é tão garantido e o barato, por vezes, acaba saindo caro.
O Corinthians nos últimos anos, até em virtude da escassez de recursos em razão da compra do estádio, tem apostado em contratações baratas e em grande quantidade, como uma espécie de investimento. Isso também se deve ao fato de o time campeão da Libertadores ter sido montado de maneira semelhante (Paulinho, Ralf, Castán, Douglas, Alessandro, Romarinho, eram vários jogadores sem nenhum status de estrela - mas não nos esqueçamos de Alex, Sheik e outros que já eram conhecidos).
O tiro, todavia, tem saído pela culatra. As contratações do Corinthians têm sido equivocadas (embora o modelo de jogo certamente não favoreça). São muitas contratações para compor elenco que não chegam nem a estrear e são emprestadas a outros clubes; e o pior: com o Corinthians arcando com os salários. São contratações inexplicáveis que faz com que surjam indagações sobre possíveis interesses ocultos.
O resultado disso é uma folha salarial inflada, que inviabiliza ainda mais grandes contratações. Não adianta contratar em quantidade; é necessário qualidade, não há brechas para erros, apostas. É inaceitável que um clube como o Corinthians contrate um jogador que é reserva de um time da Série B, mesmo que para compor elenco. As categorias de base estão aí justamente para isso!
Se é para apostar, que seja nos garotos.
Ainda que se possa montar um elenco com contratações de jogadores não renomados, cada contratação deve ser pinçada, escolhida a dedo e o jogador deve ter tempo para trabalhar e mostrar o porque de ter sido contratado.
Contratar para compor elenco e, em seguida, emprestar para ganhar rodagem não dá mais.