Jonathan Silva
É inegável que devemos ser gratos aos títulos conquistados de 2017 pra cá, mas é inegável também que a postura do Carille na direção da equipe é preocupante.
Em seu primeiro ano como técnico houve uma grande surpresa pelo consistente título paulista e posteriormente pela conquista do Brasileirão, onde houve um aproveitamento absurdo no primeiro turno.
Entretanto, vocês se lembram da campanha do segundo turno?
Naquele momento houve a insistência em um único modelo de jogo diante de adversários que já conheciam todos os detalhes do Corinthians, o que nos levou a um rendimento digno de Z4. A conquista veio somente porque eram necessários poucos pontos diante da alta pontuação obtida na primeira volta.
A exemplo daquele segundo turno, neste ano de 2019 o nosso técnico insiste novamente em uma ideia que já está desgastada. Se não bastasse isto, não há variações táticas e as substituições não alteram a estrutura de jogo. De novidade há apenas a bagunça que se forma quando a equipe está em desvantagem.
Diante disso fica o questionamento: será que o Carille tem repertório para modificar a situação?
No momento eu duvido. O primeiro motivo é que não há mais tempo para mudanças drásticas. O segundo é que sua declaração na coletiva, onde culpou indiretamente os garotos do plantel, sugere que pode nascer insatisfação dos atletas ao seu comando.
Hoje o modo como o Carille enxerga o futebol lembra muito o modo como o Tite entendia as situações no ano de 2013, demonstrando apego excessivo a ideias que não dão mais certo e também a jogadores de confiança, desconsiderando seus respectivos momentos técnicos e físicos.
em Bate-Papo da Torcida > As insistências do Carille e a falta de repertório

