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Técnico do Corinthians detalha opções táticas e confia em jogo diferente na volta da Copa do Brasil

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Por Victor Bhering, Beatriz Maineti e Matheus Pogiolli

Dorival Júnior detalha opções táticas e confia em jogo diferente na volta da Copa do Brasil

Rodrigo Coca / Agência Corinthians

O Corinthians iniciou a final da Copa do Brasil com um empate sem gols diante do Vasco da Gama, na última quarta-feira, na Neo Química Arena. Após a partida, o técnico Dorival Júnior explicou as escolhas feitas para o confronto, especialmente a entrada de Raniele entre os titulares e a opção por deixar Maycon no banco de reservas.

Segundo o treinador, o primeiro volante citado nunca deixou de ser considerado titular da equipe e estava em plenas condições físicas para iniciar a decisão. Já o Filho do Terrão, de acordo com Dorival, vinha de duas partidas consecutivas atuando por 90 minutos, o que poderia representar um risco elevado de desgaste ou até lesão caso começasse o jogo e precisasse permanecer em campo por longo período.

“O Raniele sempre foi titular da equipe, não sei por que essa dúvida em relação à presença dele ou não. Ele estava bem, estava em condições e é um jogador titular. Maycon fez dois jogos seguidos de 90 minutos e fatalmente teria sentido muito, correndo um risco muito grande, até de uma possível lesão se iniciasse a partida tendo que atuar talvez mais de 45 minutos", iniciou em entrevista coletiva.

Dorival também comentou a decisão de não promover alterações no intervalo, mesmo após um primeiro tempo abaixo do esperado. O treinador explicou que, em situações como essa, a prioridade é tentar corrigir o posicionamento e os movimentos da equipe com ajustes táticos, antes de recorrer às substituições. Ele ressaltou que mudanças no intervalo costumam ocorrer apenas quando já há uma convicção prévia sobre a necessidade delas.

"Por que às vezes não se faz alterações no intervalo? Porque você tenta acertar a equipe, mexendo as peças, mexendo os movimentos que nós estamos fazendo. Aí você volta, vê que continua da mesma forma, aí tem que tomar uma decisão. As minhas substituições geralmente não acontecem no intervalo justamente por causa disso. Diferente daquilo que foi a partida anterior, que já vim determinado que faria aquelas mudanças no intervalo, justamente pelo comportamento. Mas geralmente procuro acertar a equipe, reposicionando os jogadores. Não acontecendo, aí sim tomo uma posição”, explicou.

Ao falar sobre o plano de jogo, o comandante alvinegro destacou que o desgaste físico e emocional era algo previsto. A sequência de partidas decisivas, especialmente o duelo anterior contra o Cruzeiro, exigiu um esforço extremo do elenco, o que impactou diretamente no nível de energia apresentado diante do Vasco, apesar de todos os cuidados adotados pelo clube na recuperação dos atletas.

Nós imaginávamos que o desgaste poderia acontecer no jogo de hoje. O emocional foi no limite no domingo. Vasco e Fluminense também tiveram um jogo dessa forma; porém, o nosso desgaste foi um pouquinho diferente em razão daquilo que aconteceu dentro da partida. Fizemos e tivemos todo o cuidado possível com todos os jogadores. Tudo o que nós poderíamos fazer para buscarmos uma recuperação, todas as avaliações e as conversas com todos os atletas, foi justamente para que evitássemos uma situação como essa, em que te falta energia para poder desenvolver o seu melhor", comentou.

O treinador revelou ainda que houve um dilema entre promover várias alterações para dar novo fôlego à equipe ou manter a base que vinha atuando. A decisão por preservar a formação inicial levou em conta, segundo Dorival, a opinião da maioria dos jogadores e a tentativa de completar o processo de recuperação, mesmo com a consciência de que nem todos estavam em condição ideal.

"Você tem que pensar no que vai fazer: ou arriscar alterações em sequência (três, quatro, cinco alterações para dar um fôlego novo) ou manter aquilo que vem sendo feito. Por ser uma decisão, todos nós preferimos tomar essa posição de manter o time em razão daquilo que nós ouvimos da maioria dos atletas. Tentamos fazer de tudo para que completássemos a recuperação. Mas deu para ver que, durante a partida, nós tivemos dificuldades. Muitos deles, com certeza, ainda não estavam na sua total condição”, complementou.

Além do aspecto físico, Dorival reconheceu que o componente mental também pesou no desempenho. O Corinthians chegou à final após uma sequência intensa de jogos pelo Brasileirão e pela própria Copa do Brasil, com pouco tempo para treinos e recuperação plena. O resultado foi uma partida muito truncada, com poucas alternativas ofensivas e dificuldades evidentes para ambos os lados.

“Também tem um pouco de tudo. São decisões que nós estamos trazendo já finalizando o Campeonato Brasileiro, lutando por posições, melhorando nossa colocação no Brasileiro. Depois disso, passamos a ter dois jogos fundamentais que foram contra o Cruzeiro, que foram desgastantes ao extremo, jogados há dois dias e meio atrás, com pouca ou quase nenhuma recuperação. Nós não conseguimos ir a campo para fazermos um treino um pouco mais solto. E, de repente, a partir de hoje, nos deparamos com esse nível de dificuldades que nós tivemos e que o Vasco também teve”, disse.

Acho que as duas equipes tiveram muitas dificuldades ao longo da partida. Foi um jogo muito truncado, muito travado, muito preso, com poucas alternativas e, plasticamente, muito feio de se ver”, completou.

Apesar do empate sem gols em casa, Dorival Júnior demonstrou confiança para o confronto decisivo no Maracanã. O treinador afirmou que a campanha do Corinthians na Copa do Brasil dá motivos para o torcedor acreditar no título e reforçou que, em uma final, tudo permanece em aberto até o último minuto.

O torcedor já percebeu que, dentro da Copa do Brasil, pode ter motivos para confiar nessa equipe. É só olhar todos os resultados que nós tivemos. Eu confio muito! É uma decisão, tudo pode acontecer. Não tem nada resolvido até esse instante. Nem se saíssemos daqui hoje com uma vitória estaria afirmando algo definitivo; seria leviano se o fizesse, se tivesse apostado em uma situação única. Não tenho dúvidas de que teremos um jogo diferente lá no Maracanã e, com certeza, com dificuldades tanto de um quanto do outro lado", finalizou.

Corinthians e Vasco voltam a se enfrentar no próximo domingo, às 18h, no Maracanã, pelo jogo de volta da final da Copa do Brasil. Em caso de novo empate, a decisão do título será definida nas cobranças de pênaltis.

Veja mais em: Dorival Júnior, Corinthians x Vasco da Gama, Copa do Brasil, Resultados do Corinthians e Próximos jogos do Corinthians.

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    @urameshi em

    Espero começar 2026 com técnico novo.
    Na verdade, com técnico de verdade.
    Esse lixo não serve para o Corinthians.

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    34º. @reginaldo-guedes em

    A teimosia excessiva do dorival, muitas vezes impede o Corinthians de partir para uma vitória. A permanência do yuri até o final dos últimos jogos, beira à burrice, pois visivelmente o yuri não está nem aguentando correr, logo perde bolas absurdas, além de andar perdendo gols que qualquer outro atacante faria.

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    33º. @mauricio-rodrigues5 em

    Por esse tipo de coisa que técnicos estrangeiros estão dominando. Todo mundo sabe que o Corinthians tem dificuldades com saída de bola. Aí o cara coloca o Martinez pra ajudar na armação, recua o Bidon, não funcionou. Quando o Bidon começa a ajudar na armação, o time melhora, ele tira o Bidon e deixa o Garro. Depois tira o Garro, coloca o Vitinho pra armar junto com o Memphis, aí ele tira o Memphis. Não faz sentido nenhum. Todo mundo percebeu isso. Ao invés de arrumar a armação, desarrumou o time inteiro. Pior ainda é fazer substituição com 5 minutos do segundo tempo, já muda no intervalo.

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    Vai morrer abraçado com mateusinho Yuri e Memphis

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    31º. @gaviao11 em

    Vamo ver

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    30º. @leandro.ferreira.da3 em

    Todo mundo achava que o problema era o Maycon e o time foi ainda pior sem ele. A saída de bola ontem estava uma coisa grotesca. Na rotação que estava o time todo ontem, provavelmente não ia fazer muita diferença caso jogasse Maycon ou Carrillo. Mas ficou claro que Martínez e Raniele, não dá. Pressionados pela marcação adversária é um mais bagre que o outro, entregam a bola em dois segundos, principalmente o venezuelano.

    Volantes a gente só tem quantidade, mas que domine uma bola de costas e gire pra sair da marcação sob pressão...