Dorival explica dificuldades do Corinthians contra o Vasco e mantém confiança na Copa do Brasil
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Por Felipe Sales, Beatriz Maineti e Matheus Pogiolli

Dorival Júnior durante o empate diante do Vasco pela Copa do Brasil
Rodrigo Coca / Agência Corinthians
O Corinthians empatou por 0 a 0 com o Vasco na noite da última quarta-feira, na Neo Química Arena, pelo jogo de ida da final da Copa do Brasil. Com o resultado, a definição do campeão do torneio nacional ficou para a partida de volta, no Maracanã.
Mesmo atuando em casa, a equipe comandada por Dorival Júnior encontrou dificuldades para conter o ímpeto dos cariocas e, principalmente, para sair da pressão exercida pelo adversário na saída de bola. O treinador corinthiano reconheceu o desempenho superior do Vasco em alguns momentos, mas ressaltou a importância de manter a calma, já que a decisão ainda terá mais 90 minutos.
“O Vasco foi bem, não tenha dúvidas disso. Nossa equipe sentiu muito a partida de hoje. Tivemos muitas dificuldades desde o primeiro minuto, praticamente. Não conseguimos encontrar espaços na nossa troca de passes, na nossa criação. É um jogo muito diferente da maioria dos jogos que nós fizemos. Difícil até explicar alguma coisa pela preparação que foi feita. Mas tenho que reconhecer, sim, que nós não tivemos condições de sair daquilo que foi preparado pela equipe do Vasco. Primeiro tempo de uma decisão em que imaginávamos e esperávamos uma outra reação. Porém, não aconteceu em razão disso. Nem tudo está perdido. Vamos ter calma, vamos ter equilíbrio. É um jogo de 180 minutos e ainda teremos 90, que serão muito importantes lá dentro do Maracanã”, afirmou Dorival na entrevista coletiva.
Durante o confronto, as duas equipes tiveram gols anulados. O Corinthians terminou a partida com maior posse de bola (59% a 41%), porém, foi o Vasco quem finalizou mais vezes (12 contra oito) e ainda acertou a trave em uma cabeçada. O Timão se apoiou, principalmente, nas bolas paradas e até melhorou na reta final do jogo, mas não o suficiente para sair com a vitória.
Em outro momento da coletiva, Dorival Júnior foi questionado sobre os méritos do trabalho de Fernando Diniz na partida. O treinador destacou a eficiência da pressão vascaína e apontou as dificuldades do Corinthians em aproveitar os espaços e acelerar a troca de passes.
“Não é questão de mérito ou demérito. Eles adiantaram muito bem a marcação deles, conseguiram pressionar em alguns momentos. Nós tínhamos um corredor de saída, nós não aproveitamos. Nós estávamos tendo uma morosidade na nossa troca de passes, o que estava dificultando a nossa saída, a liberação de jogadores no meio-campo, que às vezes estavam desmarcados, mas não recebiam essas bolas, justamente por essa troca um pouco morosa que nós fazíamos. Isso tudo foi dificultando e, com o passar do tempo, enervando tanto uma quanto a outra equipe. O Vasco, naturalmente, teve um jogo um pouco mais equilibrado. O Corinthians, necessitando acelerar e não tendo essa possibilidade de aceleração, nós mesmos dificultamos aquilo que poderia ser um jogo um pouco mais dinâmico. Eu acho que nos faltou bastante isso”, analisou.
Apesar de ocupar mais o campo de ataque, o Corinthians teve dificuldades para criar chances claras e produziu apenas duas grandes oportunidades ao longo do jogo, além do gol de Memphis Depay anulado por impedimento. A equipe também apresentou baixo aproveitamento nos passes, acertando 401 de 495 tentativas, com erros concentrados, principalmente, no terço final do campo, o que facilitou contra-ataques do adversário.
Na tentativa de mudar o panorama da partida, após um primeiro tempo de maior pressão vascaína, Dorival promoveu duas alterações aos sete minutos da segunda etapa, com as entradas de Maycon e André Carrillo nas vagas de Breno Bidon e Rodrigo Garro. O treinador explicou que buscava variações para quebrar o sistema defensivo adversário, especialmente com a movimentação de Carrillo, alternando entre a função de primeiro volante e uma atuação mais avançada.
“São variações necessárias para você procurar buscar espaço. Uma hora ele (Carrillo) entra um pouco mais, uma hora ele sai. Não é questão de entendimento de características. Características eles têm, para jogarem, para virem buscar, para atacarem espaço, eles têm. Não é entendimento. Isso daí é uma condição normal de cada atleta. Agora, você precisa encontrar variações. Em alguns momentos, ele sai como um terceiro homem; em outros momentos, ele adianta como um segundo homem, um pouco mais próximo do que seria o meio com o Garro, por exemplo. São movimentos que a gente precisa fazer para tentar quebrar aquilo que venha, de repente, neutralizando as suas possibilidades de troca de passe”, finalizou.
As substituições até aumentaram a posse de bola do Timão e resultaram nas duas principais chances da equipe na partida, mas o Corinthians levou pouco perigo ao gol defendido por Léo Jardim. O goleiro fez apenas uma defesa mais difícil, em finalização de Yuri Alberto dentro da pequena área, mas o lance acabou anulado por impedimento de Matheus Bidu na origem da jogada.
Com o empate, a decisão ficou para o jogo de volta, quando o clube do Parque São Jorge buscará o quarto título da Copa do Brasil. Um novo empate leva a definição para os pênaltis. A partida decisiva será disputada no próximo domingo, às 18h, no Maracanã.