Aliados de Augusto tentam validar invasão no clube com processo contra Tuma, Stabile e Corinthians
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Por Victor Godoy e Rodrigo Vessoni

No processo, ainda foi pedido que o caso seja julgado logo
Divulgação
Aliados de Augusto Melo entraram com um processo na Justiça, na Vara Cível do Foro Regional VIII do Tatuapé, em São Paulo, nesta sexta-feira, para tentar validar o afastamento de Romeu Tuma Júnior e a invasão na sede social do clube. O ato aconteceu no último sábado, quando o Parque São Jorge virou palco de uma disputa pela presidência do Corinthians após Maria Angela de Sousa Ocampos, primeira secretária do Conselho Deliberativo, se autodeclarar presidente do CD e anular a votação que afastou Augusto Melo da presidência do clube.
O Meu Timão teve acesso à íntegra do processo movido por Maria Angela e os conselheiros Mario Mello Junior, Ronaldo Fernandez Tomé e Peterson Ruan Aiello do Couto Ramos - os dois primeiros também integram a Comissão de Ética - contra Romeu Tuma Júnior, Osmar Stabile (presidente interino) e o próprio Corinthians. O processo foi feito por três escritórios de advocacia, entre eles o de José Eduardo Cardozo, ex-Ministro da Justiça e advogado de Augusto Melo, e o de Levy Sartori, ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo.
No documento, o grupo sustenta que Tuma foi afastado em 9 de abril enquanto associado por uma determinação da comissão "e, consequentemente, do cargo que ocupa". Com isso, o vice-presidente Roberson de Medeiros deveria assumir. Sem poder exercer a função devido a uma licença médica, a presidência ficaria a cargo de Maria Angela.
O grupo ainda defende no documento que Romeu Tuma Júnior tinha noção desse afastamento, uma vez que disse publicamente algumas vezes que o caso não teria validade pelo estatuto do Corinthians - algo, claro, rechaçado pelo quarteto. No dia 31 de maio, o grupo invadiu o Parque São Jorge e Maria Angela se autodeclarou presidente do Conselho Deliberativo e emitiu um despacho que anulou todas as decisões de Tuma, incluindo a votação do impeachment de Augusto Melo.
"Ocorre que os Srs. Romeu Tuma Júnior e Osmar Stabile se negaram a cumprir as determinações da Presidenta Interina do Conselho Deliberativo, o que ensejou um lastimável episódio para a história do Corinthians, envolvendo intervenção policial. O Sr. Osmar Stabile se recusou a ceder a sala em que funciona a Presidência da Diretoria na sede do Corinthians para a recondução do Sr. Augusto Melo ao seu cargo, para o qual foi democraticamente eleito e ilegalmente afastado", diz o processo.
Após explicar o ocorrido, os aliados de Augusto Melo pediram que a Justiça reconheça "urgentemente" o afastamento de Romeu Tuma Júnior e o empossamento de Maria Angela.
O quarteto defende que a Justiça vote com urgência o caso pelos seguintes motivos:
- Danos à imagem do Corinthians - para o grupo, Tuma vem prejudicando a imagem do Corinthians ao seguir atuando como presidente do Conselho Deliberativo mesmo afastado;
- Atrapalhar processos do clube - Tuma segue atuando no dia a dia do Parque São Jorge e participando de votações, o que, para o quarteto, torna as atividades ilegítimas;
- Assembleia-geral pelo impeachment definitivo de Augusto Melo marcada para 9 de agosto - uma vez que a votação feita pelo Conselho seria anulada, na visão do grupo não deveria ocorrer o pleito;
- Possibilidade de a diretoria interina fechar acordos - o quarteto alega que a gestão presidida por Osmar Stabile pode firmar parcerias que "poderiam desencadear uma série de repercussões negativas ao Corinthians".
O Meu Timão procurou o clube e Romeu Tuma Júnior para ouvir um posicionamento sobre o caso. O Corinthians afirmou que não se manifesta sobre processos em andamento. Tuma, por sua vez, voltou a reforçar que não houve seu afastamento e acusou os envolvidos de não serem corinthianos. Leia abaixo:
“Trata-se de nova ação, tratando dos mesmos fatos que o judiciário já negou: não houve meu afastamento, especialmente válido e eficaz, da presidência do Conselho Deliberativo. Os mesmos que tentaram dar um golpe, agora processam o Corinthians. Eles podem ser tudo, menos corinthianos.
Aguarda-se a mesma posição da justiça, considerando ser a mesma argumentação falaciosa já rechaçada pela mesma 5ª Vara Cível do Tatuapé", diz a nota enviada via assessoria pelo presidente do Conselho Deliberativo.