Segundo o GE, o palmares está na parada pelo Giuliano. A tendência que eles ofereçam um valor maior do que o nosso teto ridículo de salário.
Isso me faz pensar sobre esse teto salarial. Ele na verdade é prejudicial e a economia que ele poderia trazer é burlada toda hora com as contratações de baciada do Andrés.
O teto salarial para funcionar e trazer economia real não deve ser individual, deve ser coletivo.
A ideia é, por exemplo, estabelecer uma folha salarial de 12,0 milhões mensais. Isso não impede a contratação do jogador que vem pra mudar a qualidade do time (e que pede 1,0 milhão de reais), mas pode ajudar a impedir a contratação de 50 refugos que serão emprestados ganhando 200,0 mil.
Com 12,0 milhões pra gastar no mês e com a tarefa de montar um time competitivo, dá pra dividir os alvos das contratações em categorias, e colocar cada categoria em uma faixa salarial.
Essa é só uma exemplificação:
- Categoria 1 - Jóias da base: R$ 25,0 mil a R$ 100,0 mil
- Categoria 2 - Promessas (contratadas de outros clubes): R$ 50,0 mil a R$ 100,0 mil
- Categoria 3 - Jogadores úteis (para compor elenco): R$ 200,0 mil a R$ 400,0 mil
- Categoria 4 - Jogadores acima da média: R$ 400,0 mil a R$ 700,0 mil
- Categoria 5 - Jogadores estrelas: R$ 800,0 mil a R$ 1,2 milhão
Nesse cenário é possível fazer algumas combinações. O objetivo central é formar um elenco com 32 jogadores com uma folha total de R$ 12,0 milhões por mês. Para simplificar vou pegar o extremo maior dos valores das faixas salariais e botar nas contas. Para simplificar mais vou eliminar o fator 'valor de compra', esse gasto não vai entrar nessa conta, assim sendo vamos supor que o clube tenha dinheiro para exercer um poder de aquisição sobre os jogadores de outros times.
1. Começamos a montar o time pela espinha dorsal. Nesse caso, a meu ver, é melhor começar com categorias 4 e 5. Para não comprometer as demais carências do time, pode haver um máximo de 2 jogadores da categoria 5 (ganhando R$ 1,2 milhão).
2. Da categoria 4 vamos colocar 5 jogadores (ganhando cada um R$ 700,0 mil). Nesse caso já temos 7 jogadores de alta qualidade.
3. Da categoria 3 podemos tentar formar uma parte substancial do elenco: 12 jogadores (ganhando R$ 400,0 mil).
4. Da categoria 2 um número de 6 atletas como apostas já é mais que o suficiente (e cada receberá um salário de R$ 100,0 mil)
5. Acredito eu que ter no profissional pelo menos 5 garotos da base por ano é muito importante (nesse caso cada uma ganhará R$ 100,0 mil)
Nessa simulação bem simplificada chegamos a um gasto de R$ 11,8 milhões por mês e temos os 32 jogadores necessários sob contrato no profissional.
Sei que está simplista e que as coisas não funcionam como fórmulas. Mas já me prolonguei demais para colocar outros fatores na equação. A ideia era só passar o espírito da coisa, mostrando que dá pra administrar as finanças e diminuir a chance de fazer besteira.