Os clubes brasileiros entenderam o espírito do Mercosul e enveredaram com força para o mercado sul-americano. Nas últimas semanas, uma verdadeira enxurrada de reforços provenientes dos países vizinhos chegaram aos mais diferentes pontos do Brasil. Então, para contribuir com a integração dos povos, eis uma lista de 13 possíveis reforços hispanohablantes, alguns dos quais já cogitados nos últimos dias.
Éder Álvarez Balanta, zagueiro do River Plate Todos já sabem que o conceito de zagueiro colombiano é Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Pois Balanta segue a herança à risca: é um defensor de muita habilidade e capacidade de imposição. É colombiano, mas estreou no futebol profissional em 2013 no River Plate. Frequentou as seleções colombianas de base, mas ainda com vinte anos começou a ser chamado por José Pekerman para o time principal e inclusive esteve na Copa do Mundo 2014. Seu maior defeito é a autossuficiência, o que o faz ocasionalmente jogar com menos seriedade do que deveria. Como tem apenas 22 anos, não é um problema impossível de corrigir.
(Foto: Getty Images)
Martín Benitez, meio-campista do Independiente O Brasil está fazendo com o Independiente algo parecido com o que a China aprontou com o Corinthians. Primeiro com Mancuello chegando ao Flamengo, depois Pisano contratado pelo Cruzeiro. E o próximo a decolar de Ezeiza pode ser Benitez. Porque a terceira ponta do tridente rojo é um meia ofensivo muito jovem, com apenas 21 anos, e se caracteriza por ser muito rápido e partir para cima dos marcadores. Estreou como titular do Independiente com apenas 17 anos, em 2011. É presença constante nas seleções de base. 2015 foi seu grande ano, com atuações destacadas, 35 jogos e sete gols.
Gustavo Cuéllar, volante do Junior de Barranquilla O Cruzeiro andou de olho no volante colombiano de 23 anos e me arrisco a dizer que seria uma ótima contratação. É meio-campista defensivo, surgiu no Deportivo Cali em 2009 e foi convocado diversas vezes para as seleções de base da Colômbia. Estava no Junior Barranquilla, onde fez uma grande temporada e era considerado um dos caras que fazia o time jogar. É volante que marca, tem muita imposição física e poder de recuperação. Também sabe distribuir jogo, pois tem facilidade no manejo da pelota. Já é nome frequente inclusive na seleção colombiana profissional.Na última temporada, o Juniorganhou a Copa Colômbia e foi vice-campeão da Colômbia, perdendo o título no detalhe para o Atlético Nacional.
Leandro Fernández, atacante do Godoy Cruz Até chegar no Godoy Cruz, em 2014, Fernández era apenas um andarilho da bola que havia passado já por cinco clubes, o de maior expressão sendo o Tijuana, onde ficou apenas alguns meses. Mas seu 2015 no Godoy Cruz foi devastador: acabou como vice-artilheiro do campeonato argentino, com 15 gols em 28 jogos. Foram inclusive vários golaços, com ambas as pernas, alguns de fora da área, jogando com a camisa 9 e mostrando grande velocidade. Atua como centroavante ou pelo lado direito. Foi um ano fenomenal, sem dúvida, mas não se sabe se será uma tendência em suas próximas temporadas.(Atualização: como prova que o mercado é DINÂMICO, Leandro Fernández já fechou com o Independientepara a próxima temporada. Ou seja: os clubes brasileiros que se agilizem.)
Marlos Moreno, atacante do Atlético Nacional Despontou como um raio no final de 2015, a partir de setembro, quando ganhou espaço na equipe do treinador Reinaldo Rueda e chegou a marcar gols nas fases decisivas do campeonato, inclusive na finalíssima diante do Junior Baranquilla, ajudando a dar o título para o Atlético Nacional. Em 2015, foram 15 jogos e 5 gols. Como tem apenas 19 anos, seria uma aposta arriscada, mas vale ao menos ficar de olho em suas próximas temporadas.
Marco Ruben, atacante do Rosario Central Um dos melhores nomes possíveis para os times brasileiros já é inatingível, pois vai permanecer no Central. E de certa forma representa o DELAY dos brasileiros em observar os mercados vizinhos, pois faz um ano que está destruindo na Argentina e seu nome nunca sequer foi cogitado. Ruben voltou ao Central em 2014 e suas atuações e gols ajudaram os canallas a chegarem em terceiro no campeonato e a serem vices da Copa Argentina. Foi o goleador do campeonato, com 21 gols, e eleito o melhor jogador da competição pelos jornalistas esportivos. Torcedor do Central, tem como maior desafio fazer o clube do coração ser protagonista na Libertadores. Inclusive, uma curiosidade é que ele estava presente também em 2005, última Libertadores que o time de Rosario disputou.
Giovani Lo Celso, meia do Rosario Central Meio-campista canhoto de extrema habilidade, apareceu no time do Rosario Central em meados de 2015. Apesar de ter apenas 19 anos, suas atuações o credenciaram para assumir a titularidade do time de Eduardo Coudet, tanto que acabou a temporada com 15 jogos disputados, sendo um dos destaques do time que foi sensação na Argentina. Participa muito do jogo e sua principal característica talvez seja deixar os companheiros em condições de marcar, o que fez um punhado de vezes com Marco Ruben.
Jorge Ortega, atacante do Sportivo Luqueño É centroavante das antigas, oportunista e fazedor de gols. Começou sua carreira no Tacuary do Paraguai e, mesmo com apenas 24 anos, já rodou por várias equipes. Francisco Arce, hoje treinador, parece gostar – ou pelo menos gostava – muito dele, pois o levou para o Rubio Ñu e depois para o Cerro Porteño, em 2013, ainda que não tenha conseguido jogar no Azulgrana. Em 2014, volta ao Rubio Ñu para ser artilheiro do time, com 9 gols em 18 jogos. Mas seu melhor momento de fato foi ano passado, no Sportivo Luqueño, que conseguiu chegar até a semifinal da Sul-Americana, feito histórico para o Chancho. Foi um dos grandes nomes da campanha. Ao todo, pelo time azul y oro de Luque, Ortega marcou 15 gols em 45 jogos. Está longe de ser tosco, mas gosta de ficar dentro da área, onde marca praticamente todos seus gols.
Luis Aguiar, meio-campista do Peñarol Segundo ou terceiro homem de meio-campo, Luis Aguiar fez parte daquele time do Peñarol que chegou à final da Libertadores de 2011. No Brasil, teve uma passagem breve e meio sofrida no Vitória em 2014, mas logo retornou para o carbonero uruguaio. Apesar de já estar com 30 anos, pode ser uma opção viável para os times que precisam de um meia pegador e técnico, que faz o time jogar e ainda é bom batedor de faltas.
Ramón Ábila, atacante do Huracán Camisa 9 daqueles convictos, Wanchope Ábila, como é conhecido, é centroavante que não tem medo de trombar com dúzias de zagueiros, mas está longe de ser tosco tecnicamente, como provam os gols de qualidade que costuma marcar. Ao lado de Vismara e Toranzo, foi um dos protagonistas do Huracán que chegou à final da Sul-Americana no ano passado, competição da qual foi um dos destaques e artilheiro, com cinco gols. Veste a camisa do Globo desde 2013, e foi campeão da Copa Argentina em 2014. Na última temporada, marcou 18 gols em 43 jogos.
(Foto: Reuters)
Luciano Aued, meia do Racing Formado no Gimnasia y Esgrima, Luciano Aued chegou no Racing em 2011. Volante de contenção técnico e organizador, foi um dos grandes responsáveis pelo título de 2014, formando ótima dupla com EzequielVidela, o volante mais famoso da equipe, dando suporte à zaga de Diego Cocca. Para quem precisa de um meio-campista de contenção seguro e com qualidade, é ótima opção. Apenas não dá para esperar que compareça às redes: em quase noventa jogos com a camisa da Academia, marcou apenas um gol.
Luciano Lollo, zagueiro do Racing O zagueiro que está na mira do Flamengo começou no Belgrano de Córdoba, em 2007, inicialmente como volante. Foi peça fundamental no acesso do Pirata em 2011, naquele histórico confronto direto que rebaixou o River Plate pela primeira vez. Até hoje tem o recorde de defensor que mais marcou pelo Belgrano em competições da AFA, com 14 gols. Apesar de não ser alto (1,83m), tem boa impulsão e grande capacidade de posicionamento. É seguro e tem boa técnica, então sabe sair jogando. Em julho de 2014, se transferiu para o Racing, naquele time montado às pressas que de forma sensacional venceu o título após 13 anos. Lollo foi não apenas...