O Corinthians estuda a renovação do seu contrato com a Nike como fornecedora de material esportivo. Este é um assunto muito relevante, pois há um grande potencial de crescimento de receita para o time.
Como é hoje: ---------------- A fabricação hoje é terceirizada. Nike e outras empresas contratam indústrias no exterior para fabricarem dentro dos seus padrões pré-definidos. Estima-se que sejam vendidas entre 1.500.000 e 2.000.000 camisetas do Corinthians, com base em anos anteriores [1]. A um preço médio de R$ 200,00, estamos falando de R$ 400.000.000,00 bruto. Hoje, a Nike paga entre patrocínio e royalties, pouco mais de R$ 30 milhões.[2]
O que pode ser feito: ------------------------ Alguns clubes no Brasil optaram pela fabricação por marca própria, o quê, em alguns casos, fez a renda quase triplicar. O caminho foi ir atrás das empresas que terceirizam a fabricação (como a própria Nike faz), para que produzam para a marca própria do clube. O custo de fabricação/distribuição é de Us$ 5,00 [3]. Temos custo de fabricação, distribuição, marketing, lucro do lojista, royalties do clube, impostos e chegamos aos valores atuais. Tirando intermediários e usando o espaço de marketing gerado pelo próprio clube, é razoável pensar em um valor médio de lucro líquido na faixa de R$ 60,00/peça, com o potencial de lucrar R$ 120.000.000,00 por ano somente com a camisa. E esse modelo poderia ser extrapolado para outras peças de vestuário. Para a distribuição existem empresas especializadas. Mas poderia ter uma base de distribuição através das lojas próprias e franqueadas, grandes redes (como a centauro) e lojas on line (como a Netshoes). A distribuição no exterior poderá ser pensada em um segundo momento, também através de empresas especializadas e e-commerce. No contrato de terceirização poderia se exigir que a indústria fosse implantada na Zona Leste de São Paulo, aproveitando dos incentivos fiscais existentes para implantar naquela região. Deixaríamos de importar a camisa do time, fabricada na Ásia, e empregar mão de obra brasileira. Imagina que fantástico comprar uma camisa nacional, com um selo com o nome da costureira que a produziu, feito por mãos corintianas, na ZL!
Além disso, teremos uma empresa que faturará mais de R$ 300 milhões por ano, e que pode ter valor de mercado em torno de 500 milhões. Esse cálculo simplista tomou como base o faturamento e valor de mercado da Vulcabrás[4]. Com crescimento, essa empresa pode ser a quitação da dívida do clube em um médio prazo.
Outras possibilidades: ------------------------- 1) A terceira camisa poderia ser criada pelos torcedores, aos moldes do que já vem fazendo o Atlético Mineiro. [4] 2) Primeiras e segundas camisas poderiam ser votadas pelos membros do Fiel Torcedor. 3) Criação de camisas especiais alusivas a comemorações de conquistas e fatos recentes. Veja o exemplo de um corintiano, que propôs uma camisa especial da chegada do Memphis:
4) Camisas especiais, com um valor diferenciado, com direito à assento em jogo específico e destinada à quitação do estádio. 5) Descontos especiais para a venda direta para sócios torcedores.
Não vale a pena, só a logistica empregada pra atender a demanda seria papo de milhões, é um trabalhão, fora que teria que terceirizar o serviço de produção, é muito diferente ter uma fabrica onde você consegue maximizar os ganhos desde a matéria prima até a venda, terceirizando você não consegue isso, então a camisa poderia até custar mais barato porém não teria muita diferença, como eu vi aqui com o Coritiba por exemplo o custo média da camisa desceu 20 reais, efeito baixissimo para o consumidor final.
Isso também poderia ser expandido para outros produtos e serviços. Aqueles de maior valor agregado ou continuados, como Bets, material esportivo, etc, poderiam ter terceirização e marca própria.