Bate-papo jornalístico acontecendo... Vessa começa a olhar para o lado, e ouve-se uma fala vigorosa baixinha, se aproximando e aumentando o volume cada vez mais.
Gritaria indecifrável ao fundo.
Vessa: '- E tem a... Tem a bola parada, também, com chuva e...'
Primeiro sujeito, aparecendo somente a aba do boné, interrompe o Vessa e diz com bastante empolgação: '- Lei do ex, hoje tem Veríssimo, lei do ex, hoje tem lei do ex.'
Segundo sujeito, com uma camisa preta pendurada no ombro: '- Tem Veríssimo, esqueça tudo.'
Vessa tenta continuar a reportagem: '- Valeu! Eeeee...'
Terceiro indivíduo se aproxima, Vessa cede o microfone já com um sorriso no rosto, o indivíduo 'calibrado' já está com os olhos pesados, camisa polo e fala embolada: '- Olha o tamanho desse microfone, pai. Éééé a lei do ex, é o Yuri, não tem jeito, esquece. Ow, posso falar a verdade? Posso falar a verdade? '
Vessa responde: '- Fala aí a verdade.'
Terceiro indivíduo coloca os óculos escuros: '- A verdade é que é a verdade, pai. É o Yuri. É o Yuri!'
Bea Mainetti: '- Éééé, acho que o moço aí não tá puro, não, Vessa. O moço aí, ele tá tudo, menos puro.'
Inicia-se um canto de torcida, 4 (talvez 5) sujeitos começam a pular vigorosamente.
Vessa: '- Rapaziada chega daquele jeito.'
Os indivíduos abraçam o Vessa pelos ombros enquanto pulam e cantam.
Vessa: '- Aí, óh...', cedendo o microfone para o canto do grupo. Bea Mainetti apoia o rosto nas mãos, incrédula com a cena. O grupo entoa 'Timão eô' enquanto pula com bastante intensidade. Vessa exibe um sorriso entre 'meu deus, que situação' - se divertindo, porque não há mais nada a se fazer - e sem graça. A cena não dura mais do que alguns segundos...
Bea: '- A verdade é que é a verdade. É isso.'
Vessa: '- Rapaziada veio, um grau etílico tranquilo, que vocês devem imaginar, né, tudo muito cer...' e é interrompido por um novo indivíduo, que abraça o Vessa pelo ombro e diz: '- vessoni, é nóis, vamo, Corinthians!'
Vessa: '- Valeu! Valeu! Tamo junto! Tamo junto!'
Bea: '- Virou, virou a casa da mãe Joana isso aí, Vessa...'
Vessa (gesticula bastante com as mãos, para complementar as explicações verbais pela metade): '- Rapaziada veio daquele jeito, calibrada, de outros lugares, Arthur Alvim. Vocês já imaginam, né? ! O vídeo num... De... Deu pra entender, né, rapaziada? ! '
Bea: '- A verdade, Vessa, é que é a verdade, e é isso. É o que importa. A verdade é que é a verdade.'
Vessa: '- A verdade é que é a verdade. Se ganhar hoje, a gente vai falar depois do jogo que a verdade é que é a verdade, véi.'
Bea (rindo, ao final): '- Se ganhar hoje, isso vai virar lema aqui do Meu Timão. Cê bobeou, a verdade é que é a verdade. E o Ítalo Gabriel falou que cê tá adorando muito essa situação, você parecia bem confortável no meio da galera pulando, aí.'
Vessa (aparentemente escondendo um desconforto em um sorriso sem graça, e gesticulando com as mãos para completar as explicações verbais interminadas): '- É... é, molhado, ãhn, daquele jeito, enfim, tinha de... Imagina que é... Daqui a pouco sou eu que tenho que entrar na sala de imprensa, né, todo molhado, e etc e tal...'
Bea, afirmativamente: '- Ééé...'
Vessa: '- Mas voltando aqui à nossa live, da, da... Do que você falou da bola parada, na verdade isso vem, ISTO VEM', ouvem-se gritos de torcedores cantando se aproximando. Uma mistura de gritos de 'Timão eô' interrompendo a captação da fala do Vessa, com o Vessa tentando continuar a fala fingindo que nada está acontecendo. O indivíduo de número 2, que estava com a camiseta pendurada no ombro, aparece no enquadramento da câmera, agora vestindo a camisa. Ele abraça o Vessa com um gancho pelo ombro, apoiando o braço no ombro esquerdo do Vessa.
Bea: '- Vessa, você quer um minutinho? A gente te tira da tela rapidinho... Se você quiser um minutinho ahaha... Que a galera aí' tenta conter uma risada, sem sucesso, os indivíduos vão se retirando 'hoje o pessoal foi longe, hein? !'
O chat rachando o bico. Bea gargalha. Vessa retoma: '- Então assim, na verdade o lance do... Da bola aérea, né, Bea, ele não é que ele tá sendo uma arma, ele tá salvando o Corinthians, né? ! Se fosse só uma arma, era porque seria algo bom, algo de só tentar ajudar você a fazer a tr... Não, ele tá salvando até de perder jogos. Então, realmente, nesse sentido aí, você ter o Veríssimo, Gil, sobretudo o Gil, né, pela imposição dele. Tanto que teve jogo do América, o Gil foi lá para o ataque faltando 10 minutos. O Mano deve ter autorizado, falou 'vai lá para o ataque, fica lá e a gente vê o que faz', né, largou a defesa, porque ele virou uma arma ofensiva. Eee é óbvio, vai ser marcado, vai ter gente em cima, mas no tamanho que o Gil tem, por exemplo, é muito difícil, cê pode ter alguém ali em cima de você, alguém marcando, que uma hora ou outra cê vai escapar uma, uma, uma assistência ou a própria cabeçada para o gol, porque ele é muito alto, e aí isso daí na hora ali da bola aérea faz muita diferença, não tem jeito.'
Ufa, conseguiu completar a questão. Empatamos com o peixe =( Mas empatou roubando. Soteldo cavou um pênalti no pé do Bruno Méndez, em um lance que o Bruno já está com o pé no chão (ainda teve o capricho de virar o pé pra não encostar no Soteldo), o Soteldo chuta o pé do Bruno na passada e cai. A princípio, Daronco não dá o pênalti, lance normal, tiro de meta. O VAR se mete. Daronco revisa o lance e dá o pênalti. Infelizmenete, muito bem cobrado. Confusão no banco na hora que o banco do peixe vai comemorar o gol e passa pela frente do nosso.