Isaias Junior
Concordo com quem argumenta sobre a atuação do conselho nas gestões passadas. Onde estavam quando aprovaram as contas de Andrés, Mario Gobbi, Roberto de Andrade e Duílio? Quantos empresários passaram a cobrar publicamente o clube, após a saída da Renovação e Transparência? Pq não cobravam antes? É claro que haviam negociatas e acordos que os mantinham quietos. Onde estavam os órgãos fiscalizadores nessa hora?
Mas, não enxergar o desastre administrativo e financeiro que tem sido essa atual gestão é questão de cegueira ou interesse.
Já passou da hora da torcida cobrar uma mudança completa dentro do clube. Existem 'n' modelos de SAF no mundo. Um possível modelo a ser adotado pelo Corinthians deveria passar pela participação da torcida. Boca e River (que não são SAF's), só para ficar em exemplos próximos, têm mais de 300 mil sócios cada. O colégio eleitoral é muito maior em cada um desses clubes e isso, inegavelmente, torna o processo eleitoral mais democrático.
Na última eleição corintiana, pouco mais de 4 mil sócios votaram e elegeram Augusto Melo. Em um clube de mais de 35 milhões de torcedores, que tem média de público de mais de 44 mil torcedores por partida e fatura mais de 1 bilhão de reais por ano, essa quantidade ínfima de eleitores escancara a falta de transparência administrativa, política e financeira. 200 conselheiros eleitos e mais 100 vitalícios. Isso é um convite, uma porta aberta aos interesses pessoais e à corrupção.
Contrato de patrocínio assinado com intermediário e valores repassados à 'laranja' é só mais um exemplo de como a roubalheira corre solta dentro do clube.
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