Que a vitória do Botafogo sobre o PSG sirva de lição para o Corinthians
Opinião de Elian Sousa
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Igor Jesus comemorando o gol da vitória do Botafogo e elenco do Corinthians erguendo a taça do Mundial em 2012
Foto: Vitor Silva / Botafogo e Ag. Corinthians
O Corinthians não é mais o último sul-americano a vencer um time europeu em jogos oficiais. Depois de quase 13 anos, a marca foi quebrada pelo Botafogo diante do PSG no Mundial de Clubes, numa atuação que certamente entrará para a história. E esse tabu no futebol brasileiro diz muito sobre os últimos anos do Timão.
Vamos voltar no tempo um pouco.
Em dezembro de 2012 estávamos no paraíso. Ninguém era melhor que o Corinthians e ninguém era mais feliz que o corinthiano. A temporada seguinte tinha tudo para ser tão grande quanto.
Não foi, mas tudo bem. Acontece. 2014 foi morno - aquela Copa do Brasil dava pra ter sido nossa. Já em 2015 as coisas melhoraram, mas nem de perto no nível que estava três temporadas atrás. Tivemos um 2016 decepcionante e posteriormente, em 17, a nossa última grande temporada. E já faz oito anos…
O que eu quero dizer com tudo isso é: em pouco mais de cinco anos, conseguiram destruir o maior potencial que um time brasileiro - quiçá sul-americano - já teve em toda a história.
Um clube na maior metrópole do Brasil, com uma torcida surreal, rivais em baixa e com o maior título do futebol recém-conquistado. O mundo era nosso. Não havia nada que pudesse parar o Corinthians, a não ser ele mesmo. Aliás, ele não, os seus dirigentes.
É muito triste pensar no que o nosso time poderia ter se tornado se não fossem as gestões incompetentes que tomaram conta - e continuam tomando - da instituição e deixam cada vez mais o torcedor desesperançoso com o futuro. Era maluquice pensar nisso em 2012. Tinham que se esforçar muito para conseguirem estragar tudo. E conseguiram.
Não era para os brasileiros ficarem mais de uma década sem vencer um europeu. Não era para o Corinthians ficar mais de dez anos sem sequer disputar uma partida com um europeu em um grande torneio.
Nessa época de falta de protagonismo do futebol brasileiro no mundo, era pra ser a gente fazendo história. Mas não foi.
Que o feito do organizadíssimo Botafogo possa reerguer o nosso país no mapa trazer de volta essa sede de participarmos de grandes momentos, em grandes palcos. Afinal, não temos mais o tabu para usar de muleta.
E também lembrar de que paramos no tempo, e que precisamos urgentemente correr atrás do prejuízo. Como eu não sei, mas precisa ser logo.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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