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Preto com listras brancas nunca sai de moda
Bruno Cassiano

Nascido e criado na Brasilândia, jornalista, pai, marido e corinthiano. Encontrou no Corinthians a representatividade e inspiração necessárias para contrariar as estatísticas e vencer na raça.

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Preto com listras brancas nunca sai de moda

Coluna do Bruno Cassiano

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Preto com listras brancas nunca sai de moda

Sócrates vestindo a camisa preta com listras brancas do Corinthians

Foto: Daniel Augusto Jr.

Não temos muito do que reclamar das camisas recentes do Corinthians. Uma ou outra não agrada, o que é normal visto que unanimidade é algo praticamente impossível, mas no geral o torcedor tem gostado do visual da grande maioria dos uniformes alvinegros recentes. Convenhamos que é difícil algo ficar feio quando o símbolo do Corinthians é o protagonista da peça.

Uns se tornam icônicos, outros se tornam vencedores, outros se tornam símbolos de raça e determinação... Nunca sendo apenas um uniforme, para o bem ou para o mal, toda camisa do Corinthians carrega algo além do que as camisas comuns carregam, empregam muito mais do que vestir. São algo a mais.

Há um modelo que signifca tudo o que foi citado no parágrafo anterior e muito mais do que posso me lembrar ou descrever. Isso por que para cada corinthiano ela ganha contornos diferentes no nível de importância. É um modelo que não vemos há três anos vestindo nossos jogadores, mas que é impossível ser deixado para trás. Na verdade, é inimaginável ser deixado para trás. O modelo ao qual me refiro é o tradicional preto com listras brancas. Aquele que nunca sai de moda.

Vestido pela primeira vez há mais de cem anos atrás, significou inicialmente um grito de protesto contra o elitismo e o racismo do início do século passado no esporte. Quando todos os outros times só pensavam em se destacar e se diferenciar dos demais dentro e fora dos campos, lá estava o preto com listras brancas representando bem mais do que a uniformização de um grupo de homens.

Talvez seja pelo significado inicial, talvez seja por ter se tornado sinônimo de democracia, talvez seja pelas partidas e títulos memoráveis ou talvez seja pelo conjunto de tudo (acredito que sim) que esse uniforme seja tão a cara do Corinthians e tão capaz de amedrontar quem quer esteja do outro lado da linha do meio de campo. É uma camisa tão pesada, mas tão pesada, que não negocia respeito, ela impõe por si só.

E o que falar do lado estético? Aquela em homenagem ao Senna era absurda, a Ted Lapidus histórica, a All-Black uma armadura, mas não há nada no mundo que se iguale à elegante e ao mesmo tempo tão despojada camisa preta listrada. Ela encanta independente do número ou do sentido das listras. Parece que falta algo quando o Coringão não a tem durante uma temporada. É quase como se faltasse um pedaço de nós...

Esse modelo é tão lindo e tão histórico que, na humilde opinião de quem vos escreve, deveria ser a camisa 1 e não a 2. Por toda a sua força, por toda a sua representativiidade, por todo o seu significado e histórico, além da beleza. Não há no futebol camisa tão bela quanto essa. Não há camisa que seja tão ligada e associada a um time específico como essa. Não há... É única, tal como um fênomeno, assim como o Corinthians.

Que bom que nos armaremos novamente com nosso preto e branco tão histórico e tão nosso. Que esse modelo, que nunca sai de moda, permaneça em seu lugar de direito, em campo, nas arquibancadas e nas ruas, onde e quando o Sport Club Corinthians Paulista estiver.

Veja mais em: Camisa do Corinthians.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Coluna do Bruno Cassiano

Por Bruno Cassiano

Nascido e criado na Brasilândia, é jornalista e pai desde 2016, marido desde 2021 e Corinthiano desde 1994. Encontrou no Corinthians a representatividade e inspiração necessárias para contrariar as estatísticas e vencer de teimoso, na raça.

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