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Dia nacional do futebol: qual sua história com o Corinthians?
Ana Paula Araújo

Engenheira de formação, mas corinthiana de alma. Deixei a profissão para fazer parte dessa família desde 2013.

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Dia nacional do futebol: qual sua história com o Corinthians?

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Dia nacional do futebol: qual sua história com o Corinthians?

Paulinho na cabeçada que resultou no gol do Corinthians contra o Vasco

Foto: Daniel Augusto Jr/ Ag. Corinthians

No dia 19 de julho é comemorado o "Dia Nacional do Futebol". A data foi escolhida por conta do Sport Club Rio Grande, do Rio Grande do Sul, o primeiro clube registrado como equipe de futebol no Brasil.

Sabendo disso e com intuito de lembrar a mim mesma o sentimento que me fez torcer pelo Corinthians nesse momento tão ruim, resolvi elencar aqui alguns momentos que marcaram minha vida como corinthiana fanática.

Campeonato Brasileiro 1998

Para quem já está a caminho dos 40, como eu, o Campeonato Brasileiro de 1998 está fresco na memória.

Naquela época, para aqueles que não se lembram ou mesmo não sabem, a disputa da finalíssima era feita em três jogos. O adversário da decisão foi o Cruzeiro e eu me recordo como se fosse ontem de todos nós sentados na sala de casa em todas as três partidas acompanhando os duelos.

Quem não se lembra do pé quente de Dinei? Ele foi decisivo nos três embates, seja fazendo gols ou dando assistências. Certamente Marcelinho foi o grande craque, mas o herói das finais foi Dinei.

Dida e os pênaltis de Raí

Naquele ano (1999), para mim, as grandes lembraças, além do próprio título, foram as contratações do goleiro Dida e do atacante Luizão. Eles foram dois dos grandes ídolos do Corinthians.

Luizão, inclusive, foi autor de dois gols na final e um dos grandes nomes do título. Mas é Dida quem me traz sempre lembraças incríveis naquela temporada.

O goleiro foi quem defendeu nada mais que dois pênaltis de um dos maiores nomes do ataque nacional naquela época, Raí, do São Paulo. Nas semifinais, Dida garantiu não só a ida do Corinthians para a grande decisão, como memórias das mais incríveis para a torcida.

Edílson e a caneta no Mundial de 2000

Para além do título, a caneta de Edílson em Karembeu lavou a alma do Corinthians.

Acontece que o vice-presidente do Real Madrid, Juan Onieva, afirmou que Edílson, na época jogando o fino da bola, não passava de um desconhecido.

Edílson não só marcou os dois gols da partida, como também aplicou uma caneta desconcertante no jogador do clube da Espanha.

Dida e o pênalti de Anelka

Se Anelka havia anotado um tento ao driblar o grande goleiro Dida, certamente ele deve ter ido para a cobrança com bastante confiança. Mas o jogador não esperava que estava diante de um dos maiores pegadores de pênalti da história do futebol mundial.

Com toda sua frieza, Dida defendeu a penalidade e garantiu o empate para o Timão.

Tévez no Corinthians

Em 2005, o Corinthians teve um elenco recheado de grandes nomes, o maior deles, foi Tévez.

O jogador, que tinha apenas 20 anos na época, jogou demais marcando incríveis 46 gols em apenas um ano e meio de clube. Foi, junto com outros excelentes altetas, um dos responsáveis pela conquista do título do Brasileirão de 2005.

Não consigo me lembrar de um gol preferido do atacante, mas vou deixar aqui uma tabelinha com os times que mais sofreram nos "pés" do Carlitos.

Adversário Gols Jogos Gols por jogo
São Bento 3 1 3.00
Rio Branco 3 2 1.50
Figueirense 3 5 0.60
Santos 3 5 0.60
Santo André 2 1 2.00
Coritiba 2 1 2.00
Flamengo 2 1 2.00
União São João 2 1 2.00
Cianorte 2 2 1.00
Ponte Preta 2 2 1.00
Paraná Clube 2 2 1.00
Portuguesa 1 1 1.00
Vasco da Gama 1 1 1.00
Internacional 1 1 1.00
Red Bull Bragantino 1 1 1.00
Fortaleza 1 1 1.00
Inter de Limeira 1 1 1.00
Juventude 1 1 1.00
Atlético-MG 1 1 1.00
Tigres (México) 1 2 0.50
Paysandu 1 2 0.50
Fluminense 1 2 0.50
Cruzeiro 1 2 0.50
Sampaio Corrêa 1 2 0.50
Deportivo Cali (Colômbia) 1 2 0.50
Universidad Católica (Chile) 1 2 0.50
São Caetano 1 3 0.33
River Plate (Argentina) 1 3 0.33
Goiás 1 3 0.33
Athletico-PR 1 3 0.33
Palmeiras 1 4 0.25

Para quem quiser saber mais sobre a história do argentino no Corinthians, o Meu Timão tem uma página inteira dedica a ela. Clica aqui para conferir.

Queda para Série B

Nem só de momentos bons vive o Corinthians. E isso para mim reforça nosso laço.

Uma vez participei de um concurso promovido pela Tim em que a empresa iria premiar os dez autores das melhores frases sobre seus clubes com uma camisa oficial. Lembro que consegui ganhar o meu tão sonhado manto com uma frase que não vou lembrar como era ao pé da letra agora, mas que falava sobre elos de amor que ficavam cada vez mais fortes nas dores. E penso assim até hoje.

É muito fácil estar ao lado do clube quando ele vai bem, vencendo tudo e nos dando alegrias, mas os verdadeiros só ficam mesmo quando está tudo perdido, tudo ruim, sem perspectiva. Tradicionalmente o Corinthians tem muito disso, vide o jejum de 23 anos em títulos de grande relevância.

O que mais me marcou, porém, foi quando a torcida entoou o canto "Eu nunca vou te abandonar", mesmo sabendo que o clube acabara de cair pra segundona.

Contratação Ronaldo Fenômeno

Lembro que nesse ano (2008) eu ainda era bem jovem e ia em casa para almoçar rapidinho, tendo que voltar logo para o trabalho. Mas nesse pouquinho que ficava por lá, aproveitava para assistir aos programas esportivos disponíveis e descobri que o Corinthians tinha contratado um dos maiores gênios do futebol mundial, Ronaldo Fenômeno.

Não que eu duvidasse da capacidade do Corinthians atrair qualquer craque, mas o clube tinha acabado de cair para a Série B. A mudança foi drástica e muito boa.

Primeiro gol Ronaldo com a camisa do Corinthians

Após a grande notícia da contratação de Ronaldo, a expectativa do torcedor se voltou para quando seria seu primeiro gol pelo Timão.

E, sinceramente, não poderia ter sido melhor. Ronaldo anotou contra o Palmeiras, num estátio nada familiar para o Corinthians e, ainda por cima, de cabeça. Gols de cabeça nunca foram o forte do Fenômeno, mas era pra ser assim e contra o maior rival.

Para quem foi comemorar junto com o camisa 9, Ronaldo ficou tão extasiado que levou uma pequena multidão para o alambrado em que subiu, que não aguentou e foi ao chão. Uma imagem histórica que está na memória de todos nós.

Defesa de Cássio contra Diego Souza

O título da Libertadores de 2012 foi para a Fiel Torcida uma verdadeira avalanche de emoções. Se o time começou de forma discreta com um empate sofrido com o Deportivo Táchira, terminou de forma icônica em uma vitória incontestável sobre o fortíssimo Boca Júniors.

Mas entre o começo e o fim existiram diversos momentos marcantes que nem mesmo a idade me fará esquecer.

A defesa de Cássio no chute de Diego Souza ronda a mente do torcedor até hoje, 12 anos depois. O jogo estava empatado e quando Alessandro perdeu aquela bola o tempo parou. Eu vi o lance em câmera lenta e quase não acreditei quando Cássio defendeu com a pontinha dos dedos.

Reprodução/ TV Globo

Reprodução/ TV Globo

Gol de Paulinho contra o Vasco

Para o torcedor que é detalhista e lembra bem, os anos de 2011 e 2012 foram marcantes nas histórias de Corinthians e Vasco. Se em 2011 eles disputaram o título do Brasileirão até a última rodada, em 2012 se encontraram novamente nas quartas de final da Libertadores da América.

Acho que para a torcida, o gol de Paulinho após a grande defesa de Cássio, acompanhado do abraço emocionado naquele torcedor, foi uma explosão de emoções e libertação de anos almejando aquela taça. Ali, naquele momento, ninguém mais pararia o Corinthians.

Paulinho na cabeçada que resultou no gol do Corinthians contra o Vasco

Daniel Augusto Jr/ Ag. Corinthians

Gol Guerrero final do Mundial

O Corinthians se sagrou Bicampeão Mundial em 2012. Já tinha vencido em 2000 de forma honesta e válida, e calou a boca dos rivais ao vencer da maneira tradicional, passando pela Libertadores.

Guerrero chegou no meio do ano para suprir a aposentadoria de Liédson e não fez menos que o Levezinho. Usou o Brasileirão como treino de luxo e não decepcionou ao marcar os gols da semi e da final do Mundial FIFA.

De cabeça, anotou o gol que soltaria o grito preso na garganta do corinthiano.

Até hoje o gol de Guerrero faz do Corinthians o último campeão sul-americano do Mundial de Clubes, 12 anos após erguer a taça.

Daniel Augusto Jr/ Ag. Corinthians

Daniel Augusto Jr/ Ag. Corinthians

Se eu dissesse para vocês que apenas esses foram os momentos, títulos e lances que me marcaram como corinthiana, eu estaria mentindo. Existem tantos outros que me fazem derramar lágrimas e curtir aquela nostalgia, mas não caberiam todos aqui, claro.

Aproveitem e postem aí nos comentários suas lembranças sobre nosso amado clube.

Para encerrar, quero deixar claro uma coisa: eu não torço para o Corinthians, eu sou Corinthians.

Veja mais em: Fórum do Meu Timão, Jogos Históricos e Ídolos do Corinthians.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Coluna da Ana Paula Araújo

Por Ana Paula Araújo

Torcedora fiel e Coordenadora de Comunidade no Meu Timão desde 2013. Unindo paixão e trabalho há mais de dez anos!

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    @kaue.goncalves5 em

    Meu pai era Corinthiano Roxo, e me levava com ele aos jogos desde meus 2 anos de idade. Ele inclusive, foi jogador de futebol. Passou pelo Palmeiras e São Paulo, sonhando em jogar pelo Timão. E os pais dele fizeram com que ele parasse por conta dos estudos.
    Após meu pai falecer, fiquei bem revoltado, tinha 7 anos de idade.
    Foi quando minha mãe me colocou na escolinha e no Muay thai.
    Na minha adolescência, joguei no Grêmio Osasco, time aqui da minha cidade. Hoje, é o audax. Também parei por conta de estudos.
    Meu cunhado, em 2010, na época namorava com a minha irmã, Corinthiano roxo, começou a ir aos jogos comigo novamente, no qual eu não ia desde a morte do meu pai. E hoje, vamos sempre.

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    @gtmil em

    Morumbi 1.977, fila, ponte preta, Basílio, aos 12 anos no ombro do meu pai foi minha graduação como CORINTHIANO, a partir daí muitas histórias, muitos perrengues mas sobretudo muito amor e dedicação

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    31º. @paulo-belmonte-belmo em

    Gostaria de ver a contratação do DARIO BENEDETTO, NO LUGAR DO Yuri Aberto.

    Obs está livre no mercado.

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    30º. @jackcbi em

    Gol do Viola no Paulistão de 88.
    Gol do Wilson Mano, de joelho, no primeiro jogo da final do brasileirão de 90.
    Gol do Tupãzinho no segundo jogo da final do brasileirão de 90.
    E aquele gol de falta do Neto no Maracanã contra o Flamengo, inesquecível.

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    Almir 726 comentários

    29º. @rosinete.rosa em

    Foram muitos momentos inesquecíveis.
    Em 1990 Timão X Bahia fui assistir (tentar assistir kkkk) no Pacaembu.
    Após sair do trabalho que era no Bras, fui eu e um amigo palmeirense.
    Chegando no Pacaembu não conseguia comprar os ingressos e foi aí que tive a péssima ideia de tentar pular o muro que dava acesso à numerada.
    Vários torcedores estavam pulando o muro, más tinha que subir no muro e depois colocar os pés na grade, pois tem um barranco ao lado.
    Chovia muito e eu já tinha visto pelo morro que tem ao lado do estádio o gol de falta do Bahia.
    Ao tentar pular o muro, olhei para o lado de fora e vi um bando de PMs vindo na nossa direção, pulei de volta pra rua onde fui pego por um PM baixinho que me deu uma borracha na cabeça, pensei que tinha morrido, vi um flash azul e pensei MORRI.
    O PM perguntou o porquê eu estava invadindo e eu disse que queria assistir o jogo e não tinha mais ingressos e ele disse que tinha, daí eu falei que ele estava mentindo, e quando eu olhei minha camisa novinha da Kalunga rasgada por ele ao me segurar pela gola, fiquei nervoso e disse que ele tinha rasgado minha camisa, levei um soco no estômago, um pontapé na bunda e ele me mandou embora.
    Fui embora e o Neto tinha acabado de empatar com um gol de falta.
    No caminho passei na antiga loja do Mappim na praça Ramos e ao entrar na loja sem camisão segurança me barrou, daí eu mostrei a camisa rasgada e disse que uns palmeirenses tinham rasgado minha camisa e ia comprar outra kkkkkk, o segurança deixou eu entrar e só de raiva comprei a listrada número 10.
    Cheguei em casa em Santo André e o Timão havia virado a partida num lance em que o finado Giba finalizou para o gol e o zagueiro do Bahia fez o gol contra.
    Em 90 fomos campeões brasileiro pela primeira vez e eu fui na final contra os bambi gol do Tupãzinho.
    VAI CORINTHIANS
    NUNCA VOU TE ABANDONAR!

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    28º. @marcos.marinho3 em

    São muitas.

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    Joao 5621 comentários

    27º. @joao.benedito.valeri em

    Minha história com o Corinthians é diariamente, desde que me entendo por gente, tá na veia, simples assim