Oilson Reis
Muito preocupante
em Bate-Papo da Torcida > Descontrole absurdo + reflexão
Em resposta ao tópico:
Ontem, além do jogo patético que fizemos, me chamou atenção o descontrole emocional de dois caras experientes do grupo: Renato e Fábio.
Ok, não vou aqui relativizar a entrada que o Renato sofreu, mas pra quê aquilo? Chegadas como essas ele leva, praticamente, todo jogo. Fábio, no final do jogo xingando o bandeira por causa de um lateral? Poderiam chegar no fim do jogo e botar a culpa no gramado, no clima, na lua, em marte, no metaverso. Irmão, desculpa não falta!
Isso me leva a duas conclusões:
1) Vamos mostrar que estamos putos pra torcida vê que não estamos acomodados e amenizar o nosso péssimo desempenho.
2) Perdemos do São Bernardo e empatamos agora. Próximo jogo é um clássico, se perde já vão começar a pedir a cabeça do Lázaro. Não queremos isso, porque agora o ambiente tá melhor.
E essas duas conclusões me fizeram pensar no buraco que estamos:
- O Corinthians está há anos sem fazer grandes investimentos em atletas porque vivemos uma era de péssimas gestões e comodismo que afundam cada vez mais o clube. (O atual elenco só está aí, porque todos, com exceção do Fausto, estavam LIVRES, sem contrato)
- No ano que temos a maior receita da história, nossa dívida aumenta. Como assim? Até o Santos conseguiu fazer melhor, com menos. É inadmissível, um GIGANTE depender de jogadores velhos, sem contratos e que não aguentam jogar 2 partidas numa semana num ritmo ideal.
- Como um clube não consegue dizer não pra jogadores consagrados? Vai ficar dependente deles até quando? Pra mim está claro, que o fato do Corinthians jogar bem só em casa, está relacionado aos veteranos só aguentarem jogar bem 1 vez por semana. E o que eles fazem? Vou me matar em casa, jogar bem pra ganhar o elogio da torcida e fora vou me poupando, trolando pra aguentar o ritmo da temporada. Só que fora, os adversários vem babando, voando. Primeiro, porque é o Corinthians. Segundo, porque é o primeiro, ou seja, ganhar do Corinthians vai repercutir na mídia, é a chance de um jogador aparecer e fazer um contrato depois do paulista.
Enfim Fiel, tudo isso é pra dizer que ficamos pra trás mesmo. Os adversários estão muito a frente em gestão e elenco. Enquanto o clube das amizades não se profissionalizar em todos os sentidos, viveremos dessas migalhas, ou seja, se der sorte ganhamos um paulista, se der sorte chegamos a final de um Copa do Brasil, se der sorte pegamos uma fase de grupo da Libertadores. Até quando vamos sair do 'se der sorte' e virar um 'ganhamos por méritos'? Ganhamos por méritos o paulista, a copa do BR, o brasileiro, a Libertadores! Ganhamos porque somos mais time, porque jogamos melhor, porque amassamos...
Hoje, vivemos uma fase de pode acontecer de tudo num jogo do Corinthians, inclusive nada (como ontem). Quando chegará o dia que veremos o Corinthians bem? Tanto esportiva como administrativamente? Já pararam pra pensar que isso nunca aconteceu (nesse século)? Mesmo depois de ganharmos o mundial? Primeira grana que entrou, o que fizeram? Torraram tudo no pato! E a estrutura do clube? E a visão de se modernizar, profissionalizar, crescer, cadê? Nunca ouve! Os títulos encobriram muitas coisas. Fiquei triste porque ganhamos? Lógico que não! Comemorei e tirei sarro dos meus amigos enquanto pude. Só esperava que, quem, de fato, toma conta do clube, não tivesse tirado sarro da minha cara também.
E sabe o que é pior? Essa tiração de sarro com o torcedor continua até hoje! Muitos não vê ou não querem enxergar a realidade. Basta uma notícia de que estamos atrás do Coutinho e do CR7 (KKKKKKKKKKK) pra iludir parte da torcida. Enquanto isso, dentro do Corinthians, vai acontecendo, ano após ano, a destruição de um dos maiores clubes do mundo. A pior destruição possível, aquela calada, sem avisos só esperando a hora da bomba estourar.
Espero que tudo que falei aí seja só visão da minha cabeça, só alucinação ou algo do tipo. Mas é muito difícil acreditar que o Corinthians cresça e se modernize num curto ou médio prazo. Tem muita coisa por baixo dos panos que não fazemos ideia do que ocorre dentro do Parque São Jorge.