Emily Lima questiona ausência de VAR e comenta eliminação do Corinthians na Copa do Brasil
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Por Meu Timão

Emily Lima questiona ausência de VAR e comenta eliminação do Corinthians na Copa do Brasil
Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians
A eliminação do Corinthians na Copa do Brasil Feminina ficou marcada por uma reclamação da técnica Emily Lima em relação à arbitragem. Após a derrota por 1 a 0 para a Ferroviária, na última segunda-feira, em Araraquara, a comandante iniciou a entrevista coletiva criticando a ausência do árbitro de vídeo (VAR) na competição organizada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
A principal polêmica da partida aconteceu já no segundo tempo, quando uma finalização do Corinthians aparentou ultrapassar a linha do gol antes de ser afastada pela defesa adversária. Sem o auxílio do VAR, a árbitra Jéssica Aparecida Milani entendeu que a bola não entrou e mandou o jogo seguir.
"(Faltou) Colocar a bola para dentro do gol. Hoje foi uma situação totalmente diferente da que nós havíamos proposto para sexta-feira, e faltou a bola entrar. Na verdade, uma das bolas entra, mas, infelizmente, nas competições da CBF, a gente não tem o VAR. Pontualmente, o futebol hoje, por ser muito rápido, muito dinâmico, precisa da tecnologia para ajudar", iniciou a treinadora alvinegra em zona mista, publicada pela Rádio Coringão.
Apesar da crítica à ausência do VAR, Emily também fez uma avaliação do desempenho do Corinthians na partida. A treinadora lamentou o gol sofrido logo nos minutos iniciais e apontou que a equipe pecou pela falta de eficiência nas finalizações. Ainda assim, destacou que as jogadoras colocaram em prática o que havia sido trabalhado nos treinamentos ao longo dos últimos dias.
"Nós tivemos um volume de jogo interessante. Acredito que poderíamos ter empatado ainda na primeira parte. Elas, pontualmente, fazem um gol de bola parada, em que a gente tinha um preenchimento de área interessante, com a goleira na bola, e acaba que sofre um gol muito cedo. Tivemos poder de reação, mas não conseguimos pôr a bola para dentro, e a bola, às vezes, pune no futebol [...] Hoje, as coisas não aconteceram da melhor forma devido ao resultado, pontualmente, mas eu acho que a equipe se entregou da melhor forma. As jogadoras entregaram o que nós havíamos proposto. Eu acho que, pontualmente, acontece o gol, e a gente não consegue concluir nossas finalizações dentro do gol", avaliou.
Para Emily, o Corinthians não sofreu com falta de criatividade no meio de campo. A treinadora valorizou a qualidade do setor e voltou a apontar a baixa eficiência nas finalizações como o principal fator para a eliminação. Na avaliação dela, se a equipe tivesse convertido as chances mais claras que criou, a análise da partida seria completamente diferente.
"Não acho que faltou criação no meio de campo. A gente está falando de um dos melhores meios de campo do Brasil, então não acredito que tenha faltado criação no jogo do Corinthians hoje […] Se a gente faz os dois gols nas oportunidades que tivemos, estaríamos falando de outra coisa aqui. Não estariam falando sobre falta de criação no meio de campo. Acho que, pontualmente, os gols não saíram no momento em que tinham que sair, e a gente não teve poder de reação no sentido de: 'Não entrou um? Vamos tentar outro, vamos tentar outro'. Até tentamos, mas hoje não foi o dia", destacou.
Emily também comentou as substituições realizadas durante a partida. A treinadora explicou a decisão de fazer apenas três mudanças, apesar de poder utilizar cinco. Segundo ela, não via sentido em promover alterações apenas por obrigação e, por isso, optou por acionar somente Rhaizza, Belén Aquino e Vic Albuquerque.
"Não tinha muito mais o que fazer. Nós preenchemos a última linha. A partir do minuto 25, preenchemos com quatro jogadoras: duas extremas e duas centralizadas. A gente aumenta com a linha do meio, então não tinha muito mais o que fazer. Substituir por substituir, para mim, não faz sentido. Eu não tenho obrigação de substituir, tenho obrigação de fazer com que a equipe se desenvolva da melhor forma possível. Se eu tenho dez, cinco ou uma substituição, vou usar quando for necessário. Hoje, a gente não via necessidade de fazer mais substituições", explicou.
Com a eliminação, o Corinthians encerrou sua campanha na Copa do Brasil após eliminar o Palmeiras na terceira fase e ser superado pela Ferroviária nas oitavas de final. Emily destacou a dificuldade do caminho da equipe no torneio e comentou sobre a evolução do futebol feminino nos últimos anos, elevando o nível das competições.
"A gente pega dois adversários muito difíceis já nas duas primeiras partidas da Copa do Brasil. Sabíamos que, em algum momento, iríamos enfrentar essas equipes, e isso aconteceu logo na terceira e na quarta fase. A gente tinha que ir eliminando as equipes que aparecessem pelo caminho. O futebol, hoje, mudou muito. Você não pode mais ficar escolhendo adversário, porque as equipes evoluíram, o futebol feminino evoluiu e o grau de dificuldade das competições aumentou muito. Eu já estive do outro lado contra o Corinthians, e sempre o jogo contra o Corinthians é o jogo da vida. Então, é um paradigma que todos querem quebrar, e a gente tem que estar preparado para isso", concluiu.
Agora, o Corinthians passa a concentrar as atenções nas três competições restantes da temporada. As Brabas seguem na disputa do Campeonato Brasileiro, onde lideram a tabela, e do Campeonato Paulista, no qual ocupam a vice-liderança. Além disso, em outubro, a equipe volta as atenções para a Libertadores, que será disputada no Equador.