Ídolo do Corinthians relembra rotina e emoções de disputar uma Copa do Mundo
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Por Meu Timão

Edílson Capetinha disputou a Copa do Mundo de 2002
Danilo Fernandes / Meu Timão
Campeão mundial com a Seleção Brasileira em 2002 e ídolo do Corinthians, Edilson Capetinha abriu o jogo sobre os bastidores de uma Copa do Mundo e detalhou como é a rotina dos jogadores durante o principal torneio do futebol mundial.
Segundo o ex-atacante, a estrutura oferecida pelas seleções permite que os atletas mantenham o foco total na competição, contando com acompanhamento profissional em diversas áreas.
“O dia a dia é maravilhoso. A gente se alimenta bem, tem acompanhamento diário, preparação física, fisiologia, psicológico. Ali dentro, você está junto com os jogadores e forma uma família. O ambiente é muito legal e temos todas as condições para entregar o melhor possível no campo”, afirmou Edilson ao Estádio Total.
Apesar da concentração exigida durante o torneio, o ex-jogador destacou a importância do contato com familiares para manter o equilíbrio emocional ao longo da disputa.
“Nós não podemos perder o foco, mas temos um contato importante com a família. A família passa energia e força para a gente que está ali concentrado. A família é muito importante. Lógico que concentrado para o trabalho, até porque é uma oportunidade única, temos pouco tempo ali em busca de um objetivo. Nada de fora pode influenciar lá dentro”, disse.
Ao relembrar sua participação na campanha do pentacampeonato mundial, Edilson ressaltou que não vivenciou o gosto amargo de uma derrota durante a competição. Por outro lado, o ex-corinthiano definiu a conquista do título mundial como o momento mais marcante da carreira.
“O mais difícil é quando você perde um jogo, né? Na Copa de 2002, eu não tive esse sabor de perder um ‘jogozinho’. Ganhamos todos. O momento mais feliz é quando você ganha uma Copa do Mundo. Dever cumprido. Você saiu com aquela missão de ser campeão e trazer alegria para o brasileiro. Você sai e consegue. É a melhor alegria do mundo”, declarou.
Por fim, Edilson ressaltou que a conquista de uma Copa do Mundo vai muito além das quatro linhas, deixando um legado que acompanha o jogador por toda a vida.
“Quando você joga e principalmente quando ganha, você é lembrado para o resto da vida. Não tem dinheiro que pague isso. Não tem dificuldades no futebol para um cara que sai com esse objetivo e consegue. Acho que ele mostra que as dificuldades que teve durante a vida foram prazerosas e foram válidas, porque o título de campeão mundial valida todo o esforço que você fez durante toda a carreira. É o topo de onde a gente pode chegar”, concluiu.
Com a camisa do Corinthians, foram 163 jogos, com 55 gols marcados e quatro títulos: Brasileirão (1998 e 1999), Paulista (1999) e Mundial de Clubes (2000).
Neste ano, o Corinthians conta com apenas um jogador representante na Copa do Mundo de 2026: o atacante Memphis Depay, da Holanda. O time de Países Baixos entra em campo neste domingo, quando enfrenta a o Japão, às 17h, no AT&T Stadium.