Técnico do Corinthians elogia desempenho de inglês e defende escalação repetida
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Por Diego Coppio e Beatriz Maineti
Jesse Lingard atuou durante os 90 minutos mesmo jogando em uma altitude elevada
Rodrigo Coca / Agência Corinthians
Na última quarta-feira, o Corinthians empatou com o Santa Fe, da Colômbia, por 1 a 1, pela quarta rodada da Libertadores. Para a partida, Fernando Diniz montou uma escalação semelhante à que foi derrotada para o Mirassol por 2 a 0 no último domingo, três dias antes de jogar no estádio El Campín, em Bogotá, que está 2.640 metros acima do nível do mar. O treinador explicou que a decisão foi tomada em conjunto com outros departamentos do clube, por entender que os jogadores não são apenas músculos e ossos.
"Alguém poderia falar que, no jogo de Mirassol, a gente repetiu o time de quinta (contra o Peñarol) para domingo e poderia ter poupado porque ia cansar, o jogador poderia lesionar. E hoje a gente colocou os mesmos jogadores para jogar na altitude, com uma viagem super longa. Não que isso seja certo ou errado, mas só para não ter uma redução de que o jogador é um pacote de músculo e de osso. Tem muitas questões no fenômeno do futebol que a gente não tem uma explicação clara para dar. Como os jogadores conseguem jogar, como conseguem suportar... tem jogador que você pode botar, que está tudo controlado, e machucar ou sentir o jogo. Isso era algo que eu queria pontuar, porque às vezes, quando acontece alguma coisa, vem algum desavisado e fala sobre repetir o time. A gente leva em consideração um monte de coisa. O departamento de fisiologia do clube é ótimo, o departamento de performance, o departamento médico também. A gente vai conversando e reunindo o maior número de elementos possíveis para poder tomar as melhores decisões", explicou Diniz na entrevista coletiva.
A escalação do Corinthians foi a mesma que venceu o Peñarol, do Uruguai, por 2 a 0, na última quinta-feira, com grande atuação na Neo Química Arena: Hugo Souza; Matheuzinho, Gabriel Paulista, Gustavo Henrique e Matheus Bidu; Raniele, André Luiz, Breno Bidon e Rodrigo Garro; Jesse Lingard e Yuri Alberto. Diniz repetiu o time contra o Mirassol, com exceção de Matheuzinho, Gustavo Henrique e André Luiz, ausentes por suspensão.
Havia expectativa no desempenho do inglês Jesse Lingard, que nunca havia atuado em uma altitude tão elevada. Apesar de não participar no lance do gol corinthiano, o meia-atacante atuou durante os 90 minutos e acertou 39 passes de 43 tentados, segundo o Sofascore. Para Diniz, Lingard é um exemplo da máxima de que o jogador vai além do aspecto físico.
"A gente conversou, mas não teve nada especial. Para falar a verdade, o Jesse fez uma das melhores partidas hoje. Se você considerar a dificuldade do jogo, com a altitude, talvez tenha sido o melhor jogo dele. Contra o Peñarol foi muito bem também, mas a equipe estava em um dia muito inspirado. Hoje ele foi muito importante, fez jogadas decisivas e, por incrível que pareça, foi um jogador que terminou bem. No final do jogo ele ainda tinha gás. É o que eu falo, o jogador não é só músculo e osso. O Lingard é um exemplo claro disso. Ninguém esperava que ele fosse conseguir se adaptar tão bem e terminar a partida de hoje vindo de uma sequência... fazia um tempo também, quando chegou no Corinthians, que ele estava sem jogar", disse o treinador do Timão.
O Corinthians, no entanto, teve uma partida irregular, com um início de segundo tempo abaixo do que havia apresentado na primeira etapa. A equipe de Diniz viu o Santa Fe abrir o placar com Hugo Rodallega e só foi arrancar o empate nos acréscimos, com gol de cabeça de Gustavo Henrique.
O ponto conquistado é suficiente para que o Corinthians se classifique ainda nesta quinta-feira. Caso o Platense, da Argentina, vença o Peñarol - os outros dois integrantes do grupo E -, a equipe uruguaia terá apenas um ponto conquistado contra os dez do Timão, com mais duas rodadas na fase de grupos.
O Corinthians agora se prepara para o Majestoso do próximo domingo, que será disputado na Neo Química Arena, às 18h30.
