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Comitê de reestruturação do Corinthians sofre baixas e tem continuidade dos trabalhos ameaçada

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Por Daniel Keppler e Matheus Fiuza

Comitê de reestruturação tem continuidade ameaçada no Corinthians após saída de coordenadores

Comitê de reestruturação tem continuidade ameaçada no Corinthians após saída de coordenadores

Maria Beatriz de Teves / Meu Timão

O Comitê de Planejamento Estratégico e Reestruturação Financeira do Corinthians, criado em outubro de 2025 pelo presidente Osmar Stabile, sofreu baixas importantes em sua composição. Os coordenadores André Recoder e Gabriel Diniz Abrão, profissionais com atuação no mercado, deixaram seus cargos no grupo de trabalho, citando insatisfação com a condução da gestão nos últimos meses.

A informação sobre a saída dos coordenadores foi divulgada pelo ge.globo e confirmada pela reportagem do Meu Timão. O motivo central da saída seria um desalinhamento com a diretoria, sob o entendimento de que decisões que deveriam ser pautadas por critérios técnicos e controle financeiro estariam sendo tomadas com viés político e populista.

O grupo de trabalho, conforme divulgado na época da sua formação, possui o escopo de estudar medidas financeiras e administrativas da gestão, com o objetivo de ajudar o Corinthians a otimizar recursos e desenvolver planos de ação visando o "crescimento e eficiência administrativa". A partir disso, logo no início dos trabalhos, havia apresentado um relatório detalhando medidas para a ampliação de receitas e, principalmente, para uma redução drástica de custos.

No entanto, as providências sugeridas não teriam sido colocadas em prática como, por exemplo, a redução da folha salarial do departamento de futebol. Atualmente, essa despesa gira em torno de R$ 38 milhões mensais, considerando atletas e colaboradores.

Tanto Recoder quanto Abrão decidiram pela saída do comitê antes mesmo da votação das contas de 2025 do Corinthians no Conselho Deliberativo (CD), que aprovou os números na última segunda-feira, ainda que elas tenham apresentado um déficit de R$ 143,4 milhões. Vale mencionar que o início de 2026 se mostra igualmente preocupante no aspecto financeiro, já que, apesar da previsão orçamentária de um superávit de R$ 12 milhões para o exercício, o saldo do primeiro bimestre ficou negativo em R$ 93,6 milhões.

Com a saída dos profissionais de mercado, a própria existência do comitê passa a ser uma incógnita. Isso porque Carlos Roberto de Mello e Heleno Haddad Maluf, ligados ao Corinthians e que também compunham o grupo, também optaram por se desligar. Embora Stabile tenha em mente reestruturar o órgão com outros nomes, o Meu Timão apurou que existe a possibilidade de o comitê ser descontinuado, diante da dificuldade de encontrar dois novos profissionais de mercado para dar sequência aos estudos e planejamentos propostos.

Veja mais em: Diretoria do Corinthians, Dívida do Corinthians e Osmar Stabile.

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