Volante do Corinthians detalha decisão de Diniz e comenta atuação improvisada contra o Vasco
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Por Maria Beatriz de Teves, Matheus Pogiolli e Rodrigo Vessoni
Volante do Corinthians detalha decisão de Diniz e comenta atuação improvisada contra o Vasco
Jhony Inacio / Meu Timão
Raniele foi improvisado na lateral direita e acabou como um dos destaques do Corinthians na vitória por 1 a 0 diante do Vasco da Gama, no último domingo, pelo Campeonato Brasileiro. O volante revelou, após a partida, detalhes dos bastidores da decisão, explicando como foi a conversa com Fernando Diniz e como encarou a adaptação à nova função.
"O Diniz tinha conversado comigo durante a semana e, quando saiu o julgamento do Matheuzinho, a gente foi jogar um jogo da Copa do Brasil, se não me engano, em que o Matheuzinho poderia jogar. Nesse caso, ele já tinha me perguntado se eu faria lateral. Falei que faria, que já tinha jogado algumas vezes ali, não aqui no Corinthians, mas em outros times", iniciou Raniele.
"Então, estava disposto a fazer. Para mim, o futebol é desfrutar; eu gosto de viver as experiências da vida. Então, eu estava maluco para ele não me tirar dali, para que eu pudesse viver aquilo, para que eu pudesse jogar na lateral, saber como é. Fiquei feliz que ele me deu essa confiança e feliz também de retribuir com uma boa partida", complementou.
Raniele atuou durante os 90 minutos e foi eleito o melhor jogador em campo, com 81% de acerto nos passes, três finalizações, três faltas sofridas e 11 ações defensivas. O jogador analisou as diferenças entre atuar como volante e lateral-direito, destacando que, apesar das mudanças de dinâmica, os conceitos táticos se mantêm.
"Jogando de volante, a gente tem que estar ciente de quem está ali no meio. Quando você vai saltar para marcar um jogador mais à frente, quando você tem que proteger entre linhas. E o lateral não muda muita coisa. A diferença é que você tem que estar atento um pouco ao ponta, tem que estar atento à profundidade quando a linha está alta, para correr e proteger esse espaço. Mudam as dinâmicas, mas não muda o conceito. Você tem que estar atento, correr para frente, correr para trás, tentar saber onde estão seus adversários", destacou.
"É lógico que, quando a gente pega um jogador, por exemplo, como o Andrés Gomes, que é um cara muito rápido, muito habilidoso, tem que ter a ajuda dos companheiros. Se não fosse assim, se não fosse a ajuda do Bidon no primeiro tempo, do Garro no segundo tempo, depois entrou o Carrillo, com certeza eu não poderia fazer a partida que eu fiz. Então, eu acho que, quando todo mundo se propõe a correr, todo mundo se propõe a fazer o que tem que fazer, fica muito mais fácil", continuou.
A vitória sobre o Vasco ampliou um retrospecto amplamente favorável na Neo Química Arena: foi o oitavo triunfo alvinegro no estádio, onde o adversário nunca conquistou os três pontos. Além disso, a última derrota do Timão para os cariocas em território paulista ocorreu ainda em 2007. Raniele comentou sobre o bom histórico diante do adversário.
"Não sei se existe alguma relação específica com o Vasco, algum tipo de jogo diferente, não sei. Eu, pelo menos, desde que cheguei, encaro todos os jogos da mesma maneira. A gente entra em campo para vencer, independente se for o Vasco, se for o Flamengo, o Palmeiras, se for o Barra... A única coisa que eu posso falar é que eu espero que essa estatística continue ao nosso lado, que esse tabu continue e que a gente possa seguir vencendo eles e qualquer outro time", disse.
"Lógico, é especial vencer sempre, mas, principalmente em casa, na situação em que a gente está. A gente precisa dar uma resposta rápida, e isso hoje, da maneira que foi, com um a menos, foi importantíssimo. Independente de quem fosse, a gente tinha que vencer. Então, espero que os números continuem do nosso lado. Eu acho que, quanto mais atributos positivos a gente tiver ao nosso favor, melhor. Então, que continue assim", concluiu.
Com a vitória deste domingo, o Corinthians deixou a zona de rebaixamento e subiu para a 14ª colocação, com 15 pontos conquistados. O próximo compromisso do Timão será na quinta-feira, 30 de abril, diante do Peñarol, pela terceira rodada da Libertadores, às 21h, na Neo Química Arena.
