Técnico do Corinthians detalha opção de Carrillo na lateral e destaca versatilidade de Bidon
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Por Felipe Sales e Matheus Pogiolli
Fernando Diniz detalhou o posicionamento de André Carrillo e Breno Bidon diante do Vitória
Renato Alexandre / Meu Timão
Na noite do último sábado, o Corinthians empatou por 0 a 0 com o Vitória, no Barradão, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. Para a partida, o técnico Fernando Diniz precisou fazer mudanças na equipe titular que vinha utilizando em seus primeiros jogos à frente do Timão.
Devido às suspensões de Matheuzinho e André Luiz, Diniz optou por escalar Pedro Milans e André Carrillo entre os titulares. Já na segunda etapa, em busca de maior poder ofensivo, o treinador deslocou Carrillo para a lateral direita após a saída de Milans para a entrada de Kaio César. Diniz explicou que a mudança foi circunstancial, mas destacou a versatilidade do peruano.
“Hoje foi circunstancial, mas, no fundo, ele já entrou contra o Palmeiras de lateral-direito, quando o Matheuzinho foi expulso. E ele é um jogador, talvez o mais polivalente e valente do time. Ele já jogou de lateral em outras partidas, nos tempos da carreira dele. É um jogador que passa muita confiança, que tem muito domínio das posições do campo. Ele treinou também de lateral, não foi uma improvisação. Era uma das possibilidades. O Pedro (Milans) estava um tempo sem jogar, e a gente sabia que ele poderia ter dificuldade para aguentar o jogo todo”, iniciou em entrevista coletiva.
“Você falou que ele vai jogar ali, mas, se eu achar que ele tem que jogar, o melhor momento do time, inclusive, foi quando ele foi para a lateral, junto com a entrada dos outros. O Kaio César entrou com muito vigor físico, o resto também entrou bem. E a dupla de volantes também, quando trocou, os jogadores estavam muito desgastados. Acho que sentimos um pouco o volume de partidas em sequência”, completou.
Pedro Milans retornou após se recuperar de uma entorse no tornozelo direito, que o afastou por duas partidas. A última vez que havia atuado foi no empate sem gols diante da Chapecoense, na Arena Condá, no dia 19 de março. Além de Kaio César, a equipe alvinegra ainda acionou Matheus Pereira, Allan, Zakaria Labyad e Jesse Lingard durante a partida.
Sem André Luiz, o Corinthians contou com Breno Bidon recuando em diversos momentos para auxiliar na saída de bola. Fernando Diniz detalhou a função do jovem meio-campista e ressaltou sua versatilidade.
“Na verdade, o Bidon é um camisa 8, 8,5. Ele também sabe jogar de 10, joga aberto, sendo essa a posição em que ele mais jogou comigo, mas já atuou até de 5 (primeiro volante). Quando joguei uma vez contra o Corinthians, eu acho que era o António Oliveira, o Bidon jogou de 5, se não me engano. Então, ele é um jogador que sabe fazer a função, ele não jogou fora da posição. Talvez a posição de 8, eu acho que é a posição que ele mais atuou, tanto no profissional quanto na base”, explicou.
Apesar das mudanças, o Timão encontrou dificuldades para impor seu jogo diante do Vitória. O time terminou a partida com 46% de posse de bola, sete finalizações, mas sem acertar o alvo, e 356 passes, sendo 57 errados ou incompletos, segundo dados do Sofascore.
O resultado fez com que o Corinthians entrasse na zona de rebaixamento pela primeira vez na competição. Com 12 pontos em 12 jogos, a equipe ocupa a 17ª colocação, ficando atrás de Cruzeiro, Santos, Grêmio e Internacional.
Agora, o clube do Parque São Jorge volta suas atenções para a Copa do Brasil. Na próxima terça-feira, às 21h30, visita o Barra-SC, na Ressacada, pelo jogo de ida da quinta fase. Pelo Brasileirão, o próximo compromisso será no domingo, contra o Vasco, às 16h, na Neo Química Arena. Vale destacar que o local ainda pode ser alterado devido à punição de perda de mando imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
