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Executivo do Corinthians detalha conversa com Stabile sobre cortes na base e readequação financeira

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Por Maria Beatriz, Daniel Keppler, Luis Fabiani e Márcio Careca

Executivo do Corinthians detalha conversa com Stabile sobre cortes na base e readequação financeira

Executivo do Corinthians detalha conversa com Stabile sobre cortes na base e readequação financeira

Divulgação / Corinthians

A chegada de Erasmo Damiani ao cargo de diretor executivo das categorias de base do Corinthians já trouxe mudanças internas no clube. Neste primeiro momento, o profissional tem priorizado uma readequação financeira no departamento, promovendo cortes na comissão técnica e também entre atletas das categorias de formação.

Em participação no programa Entre Linhas, do Meu Timão, Damiani afirmou que, logo nas primeiras semanas à frente das categorias de base, apresentou ao presidente Osmar Stabile um diagnóstico detalhado com medidas para reduzir custos e ajustar o departamento à realidade financeira do clube.

"A primeira conversa que eu tive na minha chegada foi de que nós precisamos estar adequados ao que o clube está necessitando nesse momento. Em 14 dias, eu já apresentei ao presidente o que eu achava que nós poderíamos economizar em alguns setores. Até o próprio conhecimento de mercado, o preço que o mercado está atuando hoje em relação ao que o Corinthians atuava. Às vezes, duas, três pessoas fazendo funções muito parecidas. Foi o primeiro momento, essa readequação financeira e também de número de funcionários dentro do clube", comentou o diretor.

Entre as mudanças promovidas, Damiani também foi ao mercado para reforçar o departamento, trazendo Guilherme Nascimento, treinador do Sub-17, e Ricardo Drubscky, coordenador técnico de base. O diretor destacou que as contratações foram feitas com base no perfil profissional dos dois, negando que a escolha se restringisse a amigos ou relações pessoais.

"Depois, fui ao mercado para identificar profissionais que pudessem contribuir para o desenvolvimento do que o Corinthians está planejando. Até recentemente, chegaram a dizer que eu trouxe amigos, pessoas que já haviam trabalhado comigo. Na verdade, de todos que vieram, apenas duas pessoas tinham trabalhado comigo: Guilherme Nascimento, treinador do Sub-17, que atuou comigo no Sub-15 do Atlético-MG e depois foi para o Athletico Paranaense; e, mais recentemente, o doutor Ricardo Drubscky, que foi meu chefe em 2010 no Athletico. Dezesseis anos depois, voltamos a trabalhar juntos. Os demais profissionais são todos do mercado", explicou.

Somente em 2026, o Corinthians negociou a saída de mais de 30 atletas das categorias de base e, ao mesmo tempo, trouxe nove reforços para as equipes principais (Sub-20 e Sub-17). Segundo Damiani, os desligamentos foram necessários para que os treinadores possam aproveitar ao máximo os jogadores disponíveis e dedicar atenção individualizada a cada um.

"Quanto aos atletas, a situação é a mesma. Nós tínhamos muitos jogadores; vamos liberando e trazendo aos poucos. Agora, não se trata de quantidade. Não adianta eu trazer 30 atletas, inchar novamente o departamento e a categoria; daí o treinador não consegue trabalhar direito, não consegue aplicar o treino adequadamente, e os atletas também não conseguem se desenvolver nem performar no trabalho que está sendo feito", comentou Damiani.

"Foi, portanto, uma decisão criteriosa, baseada também na questão financeira e na realidade que o clube vem enfrentando. Entendemos que, quanto mais enxuto o departamento estiver, mais espaço o treinador terá para trabalhar. Quando digo 'mais espaço', me refiro a mais tempo para observar os jogadores e dedicar atenção individualizada", complementou.

A expectativa é de que a direção de base do Corinthians continue enxugando custos e readequando o departamento conforme a atual situação financeira do clube. Damiani evitou detalhar os números economizados até agora, mas destacou que a redução em relação a 2025 já foi significativa.

"Eu não vou passar os números, mas tivemos uma redução muito grande em relação ao que se trabalhava até o ano passado. A perspectiva é manter esse ritmo, sempre trabalhando dentro do que podemos. Eu não posso demitir um funcionário que ganha X e trazer outro que ganha X mais Y. Ou eu trago alguém ganhando X, ou ganhando um pouco menos, mas o principal é a qualificação do profissional", destacou o executivo.

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