Corinthians reforça compromisso no combate à violência de gênero no Dia Internacional da Mulher
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Por Meu Timão

O Corinthians utilizou as redes sociais para publicar um manifesto no Dia Internacional da Mulher, onde repudia todo tipo de violência
Divulgação / Corinthians
A data de 8 de março simboliza o Dia Internacional da Mulher e representa a luta das mulheres por igualdade e contra o preconceito, buscando a equiparação de direitos em todos os setores da sociedade. O Corinthians, por meio de suas redes sociais, destacou a data e publicou um comunicado pedindo o fim da violência contra a mulher.
O clube também reforçou o compromisso com a segurança, dignidade e igualdade, além de divulgar canais de denúncia, como o 180, que funciona 24h por dia.
“Hoje celebramos as mulheres. Mas também reforçamos algo inegociável: respeito. Nenhuma mulher deve viver com medo. Nenhuma violência pode ser normalizada. Que o 8 de março seja também um compromisso diário por segurança, dignidade e igualdade. Se você ou alguém que você conhece está passando por qualquer tipo de violência, denuncie. O canal Ligue 180 funciona 24 horas por dia, de forma gratuita e confidencial, para orientar, acolher e registrar denúncias em todo o Brasil”, escreveu o clube.
Além da mensagem institucional, a arte publicada pelo Timão destacou dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apontando que o Brasil ainda enfrenta números alarmantes de violência contra a mulher. Em 2023, foram registrados 3.903 homicídios de mulheres no país, enquanto os casos de feminicídio voltaram a crescer, com recordes em estados como São Paulo.
Outro dado apontado na publicação é que a violência muitas vezes acontece dentro de casa: 71% das agressões ocorrem com crianças presentes, perpetuando um ciclo de dor que atinge famílias inteiras. Além disso, os registros de agressões não letais cresceram 24,4% em 2023, sendo a violência física a mais comum.
Na arte divulgada, o clube do Parque São Jorge também apontou nomes de mulheres vítimas de violência cujos casos ganharam repercussão nacional. Entre elas está Vitória Regina, torcedora do Corinthians vítima de feminicídio e homenageada pelo clube na Neo Química Arena dias após o crime.
Outros casos citados foram o da árbitra Daiane Muniz, vítima de ofensas machistas por parte do zagueiro Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino; Eliza Samudio, modelo e mãe do filho do ex-goleiro Bruno Fernandes, assassinada, segundo a justiça, à mando do ex-jogador, em 2010; e Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro e ativista de direitos humanos, morta em uma emboscada em 14 de março de 2018 ao lado do motorista Anderson Gomes.
Também foram lembradas Maria Katiane, Clara Maria, Maria Victoria, Amanda, Cibele, Priscilla e Tainara, todas vítimas de violência contra a mulher.
Confira a publicação
Hoje celebramos as mulheres.
— Corinthians (@Corinthians) March 8, 2026
Mas também reforçamos algo inegociável: respeito.
Nenhuma mulher deve viver com medo.
Nenhuma violência pode ser normalizada.
Que o 8 de março seja também um compromisso diário por segurança, dignidade e igualdade.
Se você ou alguém que você… pic.twitter.com/QklUGHQsFO