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Presidente do Conselho fala sobre possível reeleição de Stabile e cobra comprometimento interno

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Por Diego Coppio, Fábio Marinho, Felipe Sales e Daniel Keppler

O Presidente do Conselho Deliberativo (CD) do Corinthians, Romeu Tuma Júnior, falou sobre a possibilidade de Osmar Stábile disputar as eleições para um novo mandato no final de 2026.

De acordo com o Estatuto atual, o presidente do Corinthians só pode disputar pela reeleição caso tenha assumido há, no máximo, em 18 meses, em razão de vacância do mandatário anterior, ou seja, se o presidente antigo deixou o cargo antecipadamente. No entanto, o novo Estatuto deve estabalecer novas regras para uma possível reeleição.

"O novo Estatuto diz que só pode ser candidato à reeleição quem assume o cargo, no caso de vacância, faltando menos de 12 meses para a nova eleição. O atual fala em 18. A divergência que tem no atual, tem gente que acha que ele (Stabile) assumiu de verdade só a partir de agosto, e tem gente que entende que foi a partir do momento que o Augusto foi deposto, podendo dar procuração. Então, ele teria mais de 18 meses, e aí não teria condição de ser candidato. O novo Estatuto tem uma disposição transitória, que foi apresentada por mim, a pedido do próprio Osmar e do grupo União dos Vitalícios, que, excepcionalmente, faria essa alteração valer na próxima eleição, e não na atual, como aconteceu na última grande reforma, em 2008, para instituir na gestão do Andrés", disse Tuma ao Meu Timão.

O Presidente do CD ainda reforçou a necessidade de se votar o novo Estatuto, para evitar uma judicialização do processo político do Corinthians.

"Só que para isso valer, tem que votar o Estatuto. Se tiver aquela sabotagem, não votar nada, vai valer a regra atual. A regra atual, pelo que eu entendo juridicamente, vai acabar judicializando se houver realmente a candidatura do Osmar. E se judicializar, é um problema grave, porque uma presidência ou uma eleição judicializada, a gente não sabe o que vai acontecer. A tendência é que o clube tenha mais problemas, que quem ganhar ou quem não ganhar, quem perder, judicializar. Imagina os contratos que foram firmados. A gente espera que isso não aconteça", alertou Tuma.

Outro ponto abordado foram as reclamações de coletivos, comissões e associados de que setores do clube não estaria respondendo os requerimentos enviados à gestão de Osmar Stabile. Conforme Tuma, o CD tem realizado cobranças junto ao presidente do clube, mas está esbarrando na falta de comprometimento de algumas diretorias.

"Essa questão de responder requerimento foi, inclusive, manifestada em uma reunião do Conselho, onde o presidente Osmar cobrou alguns diretores presentes, pedindo para responder. A gente criou uma rotina de tudo que o Conselho quer, os conselheiros querem, as comissões querem, eu mandar diretamente para ele, com cópia para os respectivos diretores das áreas que estão sendo cobradas. Eu tenho feito isso, mas realmente eles estão devendo muita resposta. Mais do que isso, as comissões têm chamado alguns diretores para serem ouvidos nas comissões, para prestar esclarecimento. Desde o ano passado, tem muita coisa atrasada nas comissões. E eles não têm comparecido", comentou.

"A diretoria que mais presta informação, que é mais atenciosa, responde as coisas, uma comunicação mais efetiva com o Conselho é a de finanças. Mas a do marketing, por exemplo, eles não respondem. A gente convida para vir à Comissão, pede para o Osmar, mas eles não aparecem. Aí, a gente fala com o Osmar, ele fala: 'Mas eu mandei ir', fica aquele negócio no limbo, não responde o requerimento, não comparece, dá desculpa, enfim... A gente tem tido problema e eu já conversei com Osmar outro dia e voltarei a conversar com ele, porque está chegando no limite. Você não tem saída, você tem que aplicar o Estatuto. E aí, o que é? Gestão temerária. Você não presta conta, que está no Estatuto, tem que fazer assim, tem que cumprir o regimento, e não faz? Se eu sou presidente, eu mando a diretoria ir e ela não vai, mando outra, não vai, eu demito o cara, porque passa de algum momento que o chefe é o responsável. Então, assim, a gente tá tendo dificuldade, o sócio tem razão, os conselheiros têm razão, isso já foi debatido no próprio Conselho com o presidente presente. A gente está tendo dificuldade, isso é muito ruim, a gente vai tentar solucionar da melhor forma, mas eu tenho preocupação que isso possa, em algum momento, o conselheiro representar, e aí não tem o que fazer", explicou o Presidente do CD.

Ainda dentro do tema, Tuma falou sobre o requerimento protocolado pelo coletivo "Voz Corinthiana", no dia 2 de março, que apontou uma dupla função de Haroldo Dantas como presidente do Conselho Fiscal e advogado pessoal de Osmar Stabile.

Segundo o documento, Haroldo Dantas seria reconhecido como "amigo pessoal" de Stabile, o que geraria um conflito de interesses na análise e aprovação das contas, de acordo com o artigo 64 da Lei Geral do Esporte. O requerimento solicitou o afastamento de Haroldo como presidente do CF, e designação de um substituto regimental.

"Teve um requerimento que enviei ao Cori (Conselho de Orientação), que manifestou que era imoral, mas não era ilegal. Como é imoral, eu mandei para a Ética e não tive resposta. Outro dia, até falei com o Pantaleão, ele falou que achava que a Ética tinha feito a manifestação, que não tinha ainda nada no Estatuto previsto. Mas é verdade que chegou um requerimento, salvo engano, antes de ontem ou ontem, e eu despachei para a Comissão de Ética pedir efetivamente para me dar um parecer definitivo. Se tem algum problema legal, moral ou imoral, é iniciar um procedimento e tomar uma decisão. Ou senão, me dá uma informação clara que eu decido. E esse último, até por oportunidade que fizeram, baseado que ele, como presidente do Conselho Fiscal, vai fazer o parecer sobre as contas que está se aproximando e a gente não pode deixar em cima da hora. Mas eu mandei ontem para o doutor Pantaleão, tenho certeza que vai ter alguma resposta rápida", finalizou Tuma.

Veja mais em: Estatuto do Corinthians, Osmar Stabile, Conselho do Corinthians e Eleições no Corinthians.

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