Nova comandante exalta força da torcida do Corinthians e explica relação com a Gaviões da Fiel
1.2 mil visualizações 18 comentários Reportar erro
Por Victor Bhering, Maria Beatriz de Teves e Melik Chain
Nova comandante exalta força da torcida do Corinthians e relembra contato antigo com o clube
Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians
Anunciada como nova treinadora do time feminino do Corinthians na última terça-feira, Emily Lima iniciou oficialmente os trabalhos à frente das Brabas e já começou a reforçar sua identificação com o clube alvinegro. Durante sua apresentação, no CT Dr. Joaquim Grava, a comandante revelou que o vínculo com o Timão e com a torcida antecede sua chegada ao Parque São Jorge, passando inclusive por experiências fora dos estádios.
"Tenho uma amiga, que considero uma irmã, que é fissurada pelo clube e sempre me levava à Gaviões (da Fiel), inclusive na escola de samba. É um ambiente único. Depois que conheci, voltei várias vezes. Já estou habituada a essa energia. Aceitar este desafio significa vir para um time vencedor, e espero construir uma harmonia incrível com a torcida", iniciou
A relação construída anteriormente também contribuiu para que Emily já tivesse dimensão da força da torcida alvinegra antes mesmo de assumir o comando técnico. Agora, vivendo o dia a dia do clube, a treinadora ressaltou a expectativa de experimentar esse apoio sob uma nova perspectiva, diretamente do banco de reservas.
"Eu já sentia a força do '12º jogador' quando vinha assistir aos jogos como espectadora; é algo surreal. Hoje, terei o prazer de viver isso de dentro. Esse apoio faz a diferença e é a verdadeira essência do Corinthians", complementou.
A chegada da nova comandante ocorre em meio à discussão sobre a ampliação do uso da Neo Química Arena pela equipe feminina ao longo da temporada. A possibilidade foi mencionada recentemente pelo presidente Osmar Stabile, especialmente diante das limitações estruturais da Fazendinha, que não recebe partidas noturnas desde maio de 2025 e passará por reformas. Para Emily, o tema deve ser conduzido de forma natural e baseada no diálogo interno.
"Acredito que não precisaremos usar a palavra 'brigar', é bruta demais para uma equipe que já conquistou tudo. Recebi confirmações positivas de que não teremos dificuldades para atuar na Neo Química Arena, portanto, o conflito não terá espaço aqui. Minha linha de trabalho no Corinthians é baseada no diálogo e no respeito, seja com as atletas, com a administração ou com a diretoria. O respeito permite conversas saudáveis e até choques de ideias, desde que o objetivo final seja o mesmo. Essa é a postura que adoto com a minha chegada", afirmou.
Ao projetar sua passagem pelo clube, Emily também falou sobre o legado que pretende deixar no Corinthians. A treinadora destacou que sua trajetória profissional sempre esteve ligada à construção de projetos duradouros e ao desenvolvimento estrutural das equipes por onde passou.
"Minha filosofia de vida é simples: tento sair de cada lugar deixando-o melhor do que quando cheguei. Acredito que consegui fazer isso em todos os clubes e seleções por onde passei, provocando mudanças que não foram pequenas, mas significativas. No Corinthians não será diferente", comentou.
"Trabalho nessa linha de forma natural, algo que aprendi com a minha família: a busca por ser uma pessoa melhor a cada dia deve refletir no seu trabalho. Meu objetivo é garantir que, no futuro, eu entregue um Corinthians ainda maior e melhor do que o que encontrei hoje", finalizou.
Enquanto o calendário nacional passa por pausa devido à Data Fifa de março, o Corinthians segue sua preparação para o segundo Dérbi de 2026. As Brabas enfrentam o Palmeiras no dia 13 de março, às 21h30, na Arena Barueri, pela terceira rodada do Brasileirão Feminino.
