Ex-lateral do Corinthians comenta frustração e bastidores de saída antes da Copa das Campeãs
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Por Meu Timão
Ex-lateral do Corinthians comenta frustração e bastidores de saída antes da Copa das Campeãs
Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians
Atualmente no Internacional, Paulinha encerrou sua trajetória no Corinthians após dez temporadas. A lateral-direita não teve o contrato renovado ao fim de 2025, decisão que a surpreendeu e frustrou, já que esperava disputar a Copa das Campeãs e sonhava em se aposentar no Parque São Jorge.
"Obviamente, era um sentimento de frustração por não estar lá (no Mundial), porque era algo pelo qual eu lutei muito na minha carreira. Eu sabia que um dia ia acontecer. Mas, por questões… Eu falo assim, eu me via, e acho que posso falar abertamente, me aposentando no Corinthians. É um amor que vai ser para sempre, mas o amor muda. A gente vive vários amores na vida e pode construir um novo amor", disse em entrevista ao Resenha das Gurias, da Zero Hora.
"Eu, de verdade, confesso que não esperava que acontecesse da forma como foi, mas acho que, quando as coisas têm que acontecer, elas acontecem. Às vezes a gente planeja algo, mas Deus vem e faz tudo de maneira muito diferente […] Claro que foi uma decisão muito difícil, a de sair de um clube que foi praticamente a minha vida inteira", complementou.
Apesar da frustração, Paulinha continuou torcendo pelo Corinthians durante o Mundial. A jogadora elogiou a campanha das Brabas na competição realizada em Londres, em que venceram o Gotham FC, dos Estados Unidos, na semifinal, e acabaram perdendo na prorrogação para o Arsenal, da Inglaterra, na final.
"O que eles fizeram na final foi de encher os olhos. Foi realmente impressionante. Todo mundo falava, né, que ia tomar de goleada. Eu sempre acreditei, porque trabalhei ali e sei a mentalidade das meninas. Então, muita coisa: tem um treinador, uma comissão técnica, um líder, mas tem as meninas. Quando você muda a chavinha e pensa: 'Você precisa ganhar, você precisa ter essa mentalidade de vencedor', as coisas acontecem de forma diferente", disse a lateral.
A lateral-direita encerrou sua passagem pelo Corinthians com 256 jogos e 17 títulos. Mesmo com a Libertadores e outras conquistas importantes no currículo, Paulinha destacou a importância de cada momento vivido e enalteceu a capacidade da equipe alvinegra de se manter no topo desde a reativação do futebol feminino, em 2016.
“Eu ganhei quase 20 títulos pelo Corinthians, e cada título teve o seu gostinho, foi especial. Não tem como falar ‘ah, um foi...’, não tem como. Cada um teve o seu jeito, a sua dificuldade, a sua alegria, muitas vezes até a sua tristeza, porque a gente sabe que o ano é muito extenso. Não é um ano rápido. Às vezes a gente começa de um jeito e termina de outro", comentou.
"Às vezes, você chega uma vez, duas vezes, e é muito fácil. Eu acho que a maior dificuldade é se manter, e essa talvez seja a linha de raciocínio do Corinthians. A cobrança ali dentro é tipo assim: você precisa ser campeão paulista, brasileiro, da Copa do Brasil, da Supercopa. Quando você deixa de ganhar um campeonato: 'Nossa!' 'Pô, mas vocês ganharam quatro.' Crise! 'Mas vocês ganharam três.' Crise! Não, você tem que ganhar tudo. Então, se manter ali, eu acho que é a maior dificuldade", continuou.
Além de Paulinha, o Corinthians não renovou com a goleira Kemelli, a lateral-direita Letícia Santos e a atacante Eudimilla. A zagueira Mariza decidiu deixar o futebol brasileiro para jogar no Tigres, do México, enquanto a volante Yaya seguiu caminho semelhante pouco antes, acertando com o Paris Saint-Germain, da França.
