Gestão do estádio do Corinthians vive instabilidade com saída de profissional e disputa por controle
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Por Daniel Keppler e Fábio Marinho

Administração da Neo Química Arena passa por momento instável neste início de 2026
Jhony Inacio / Meu Timão
A Neo Química Arena vive momento delicado no seu dia a dia, após a perda recente de um profissional que ocupava importante papel na administração do estádio. Trata-se de Arnaldo Garcia, que atuava como do superintendente comercial do estádio e foi dispensado das funções menos de um ano após integrar a gestão, já sob a presidência de Osmar Stabile.
O Meu Timão apurou detalhes sobre o caso. A saída de Arnaldo não foi consensual, com o profissional sendo desligado unilateralmente pelo clube. A medida chamou atenção, considerando que sua chegada ao clube não foi motivada por indicações políticas, sendo um profissional de mercado que trabalhava em uma função compatível com seu currículo e fazia um trabalho considerado positivo até então.
A reportagem soube, porém, que declarações do presidente alvinegro em 2025 sobre as responsabilidades do profissional no estádio em Itaquera geraram desconforto interno. Em agosto do ano passado, ao falar sobre a Arena, Stabile se referiu a Arnaldo Garcia, afirmando que ele trabalhava no local como CEO:
“O Corinthians poderá ter CEO, dependendo da área que ocupar. Pode ter CEO, como já tem. Hoje, já tem uma pessoa como CEO lá na Arena. Está trabalhando desde o começo da minha gestão. Depois, vou apresentar para vocês. É o Arnaldo Garcia. Está na Arena há um bom tempo. Está fazendo análise de todos os processo para a gente poder trabalhar", destacou o presidente.
Fontes ligadas ao clube e ouvidas pelo Meu Timão constaram que a declaração pegou o profissional de surpresa, pois Arnaldo nunca ocupou qualquer cargo de CEO ou similar na Neo Química Arena, atuando desde o início como superintendente comercial. A declaração teria, inclusive, causado obstáculos ao trabalho rotineiro do executivo na Neo Química Arena, atraindo para si pressões internas e uma exposição política que seu cargo não possuía originalmente.
Ainda de acordo com a apuração, uma das versões para seu desligamento tem, justamente, relação com essa exposição política. O fato de Arnaldo Garcia ter sido apontado como CEO da Neo Química Arena teria gerado insatisfações em pessoas importantes do entorno de Stabile, culminando na demissão do profissional, concretizada nos últimos dias.
Com isso, o departamento comercial da Neo Química Arena está, de momento, defasado em sua estrutura administrativo, problema que se junta a outros vividos pela gestão do estádio atualmente. O maior deles é o imbróglio envolvendo o fundo de administração do local, que deixou de ser controlado pela Reag como consequência da Operação Carbono Oculto e, até o momento, segue sem uma definição do clube sobre uma substituta.