Executivo comenta planejamento para a base do Corinthians em 2026 e revela reunião com Marcelo Paz
1.3 mil visualizações 23 comentários Reportar erro
Por Victor Godoy
A Copa São Paulo de Futebol Júnior costuma abrir o calendário do futebol brasileiro. Contudo, ela marca o fim do ano nas categorias de base nacionais, uma vez que lida com o planejamento da temporada anterior. Em entrevista exclusiva ao Meu Timão, Erasmo Damiani, executivo dos times de juniores do Parque São Jorge, explicou isso ao detalhar o preparo para 2026.
"Na verdade, o ano começa para nós essa semana, porque é quando voltam todas as categorias. Dia 14 (quarta-feira), todas as categorias voltam e aí nós começamos o planejamento para 2026. Em um primeiro momento, olhamos um pouco mais para a parte administrativa e algumas mudanças que nós tínhamos que fazer dentro do clube. Agora sim, nos voltamos um pouco mais para a parte técnica, onde nós vamos ter que ver as situações, quais são as nossas carências, quais são as nossas necessidades de recomposição de atletas, ver o que o profissional também tem mapeado, a chegada do Marcelo (Paz)", explicou Erasmo Damiani.
O Corinthians foi eliminado da Copinha na última segunda-feira ao perder para o Guarani por 2 a 1. Agora, o Sub-20 se prepara para disputar o Brasileiro em fevereiro e o Paulista em março. O Sub-17 possui calendário parecido, enquanto os times mais jovens (Sub-15 ao 7) participam apenas do Estadual devido ao fato de o clube estar fora do Movimento dos Clubes Formadores do Futebol Brasileiro.
Para esse planejamento, Erasmo Damiani já teve algumas conversas e revelou à reportagem que terá novas reuniões com Marcelo Paz, executivo do futebol profissional do Corinthians, no retorno a São Paulo. A ideia é ter a base bem próxima da equipe principal em 2026.
"Até hoje (domingo, quando foi feita a entrevista) de manhã, nós conversamos já algumas coisas, então nós vamos estreitar cada vez mais a base com o profissional para que nós tenhamos um alinhamento linear do clube. E aí, em cima disso, nós vamos tocar 2026. Em fevereiro já começa o Brasileiro Sub-20. Então, nós temos aí do término da Copa São Paulo ao início do Brasileiro um mês", pontuou o executivo da base do Corinthians.
"A gente vem conversando já desde quando ele (Marcelo Paz) chegou. Bem antes de ele chegar, nós já começamos a conversar. E hoje nós conversamos outras coisas. Daqui a pouco, minha ida a São Paulo, para nós sentarmos e conversarmos. Para ele entender o que eu vi na base desde a minha chegada, o que eu entendo, o que eu vejo que possa ser ainda melhor com o profissional; que ele pode nos ajudar, de que forma que ele pode me ajudar. A conversa foi baseada no planejamento. Foi uma conversa tranquila, mais do que nós podemos planejar para o Corinthians para 2026", complementou.
Executivo da base do Corinthians comenta decisão de não levar todos os inscritos na Copinha para Jaú

Em um primeiro momento, apenas 25 dos 30 inscritos embarcaram para Jaú
Rafael Brayan / Corinthians
O Meu Timão havia noticiado no início da Copinha que o Corinthians optou por levar apenas 25 dos 30 inscritos para Jaú. Com as idas de João Vitor Jacaré, Luiz Gustavo Bahia e Gui Amorim para o profissional, três novos atletas passaram a integrar e delegação e, para o mata-mata, Drude também foi chamado. Em linhas gerais, 29 atletas participaram direta ou indiretamente da campanha. Apenas o zagueiro Rodrigo Gelado ficou no CT.
"É uma questão de logística. Nós entendemos que o profissional também precisaria de atletas para estarem treinando lá daqui a pouco, para estar compondo o início da temporada. O profissional voltou dia 3 de janeiro, então nós entendemos como logístico essa melhor forma de ter pelo menos aqui 25 atletas, até porque nós só podemos ter 20 (contando) o banco. Nós ficamos com cinco atletas fora. Você ter dez atletas fora também, às vezes, é mais difícil de administrar algumas coisas. Nós entendemos como uma melhor forma para que pudéssemos estar atendendo dentro do profissional e também aqui internamente. E aí, o que aconteceu? O profissional chamou três atletas e vieram três atletas para cá", explicou Erasmo Damiani.
"E o próprio São Paulo que você comentou, viajou com 24 para cá só, né? Conversei com o (Marcos) Biasotto (diretor de base do São Paulo) para saber como era o hotel, a alimentação, os quartos, que eu acho que é o ponto principal da competição: você tem que se alimentar bem e ter um bom repouso. Não perguntei com quantas pessoas eles vieram para cá, mas, pela estrutura que nós tínhamos, nós achamos ideal", concluiu, citando o planejamento do São Paulo, campeão da Copinha de 2025 e que teve como sede Jaú.
Nos quatro jogos que disputou na Copinha, o Corinthians conseguiu superar a marca de quatro mil torcedores no Zezinho Magalhães. A marca é bastante expressiva para a cidade de Jaú, mas também para a base, tendo em vista que partidas do Timãozinho não costumam lotar na temporada regular.
"Já desde cedo eles vivem uma pressão. A torcida do Corinthians é uma coisa que me impressiona bastante. Ela apoia muito, muito. Imagina, você joga o ano todo às vezes com, no máximo, 500, 600 pessoas. E você chega num jogo, 8 mil, 9 mil (torcedores). Fora o que está vendo pela televisão. Então tem que manter esse preparo também de que não é fácil jogar no Corinthians", destacou o dirigente.