Joia do Sub-20 vê 'lado positivo' em descida para disputar Copinha pelo Corinthians
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Por Matheus Fiuza e Victor Godoy
Luiz Gustavo Bahia será titular do Sub-20 na Copinha
Rodrigo Coca / Agência Corinthians
De volta ao Sub-20 para a Copinha, Luiz Gustavo Bahia traz a bagagem obtida no elenco profissional para ajudar os companheiros. O volante do Corinthians falou sobre o acolhimento no time principal.
"Todo jogador lida com pressão. Controlar essa ansiedade é algo que faz parte do meu dia a dia. Eu faço trabalho com psicólogo e isso me ajuda bastante. O que eu posso trazer do profissional é experiência de estar lá com os mais velhos, com jogadores mais experientes. Sempre estavam em contato conosco, falando o que era certo, o que era errado. Mesmo a gente errando, eles acolhiam a gente e aprendi muita coisa lá. Descendo para cá, eu posso trazer bastante bagagem. Mesmo não tendo muitos jogos, mas acompanhando os treinos, indo para jogos, ficando no banco, jogando duas vezes, dá para aprender muita coisa e trazer para os meninos aqui", disse em entrevista coletiva no CT Joaquim Grava.
O jogador de 19 anos (nasceu em 2006) enxerga como uma oportunidade para se desenvolver. Com contrato até setembro de 2027, Bahia espera conquistar a primeira Copinha como protagonista e levar todo o aprendizado para retornar ao elenco de Dorival Júnior.
"Eu pensei de uma forma positiva. Eu acho que todo lado tem uma coisa negativa e uma coisa positiva. Eu pensei do lado positivo. É mais uma oportunidade de mostrar meu potencial. Eles passando essa informação, eu tinha que obedecer de qualquer forma, gostando ou não. Mas eu gostei e estou aqui para ajudar", explicou.
Durante a preparação, o jogador tem atuado como um segundo volante, ao lado de Thomas Lisboa e Gui Amorim, este último mais adiantado. O capitão da categoria comparou o posicionamento ao executado no profissional, quando foi titular contra o Botafogo, pelo Brasileirão, em um losango do meio-campo.
"(Estou) jogando de segundo volante. Eu, o Thomas (Lisboa) e o Gui Amorim, Thomas de 5 e eu de segundo volante, armando o jogo, tendo total liberdade, como eu estava fazendo profissional. Só que aqui são três no meio. O profissional jogava praticamente com quatro. Um volante, dois médios e um camisa 10. E é praticamente a mesma posição, as mesmas características", comentou o jovem.
A nova disputa da Copa São Paulo serve para apagar um fantasma da sua carreira na base. Na edição passada, Bahia presenciou a virada do São Paulo, por 3 a 2, no Pacaembu, e o vice-campeonato alvinegro após vantagem construída no primeiro tempo. Em um torneio de tiro curto, com duração de pouco mais de 20 dias, Bahia destacou a importância da concentração e de evitar apagões como os da final.
"Somos muito fortes na Taça São Paulo, mas tem que entrar com o pensamento de jogar cada jogo. Jogar cada jogo 100%, não querer já pensar em outra fase. A gente estava bem no jogo, fizemos 2 a 0, cochilamos e tomamos três gols. E apagamos. Se entrarmos concentrados nos detalhes, é f*da entrar concentrado depois de oito jogos, jogos em seguida, com calor na final, que é 10h sempre. Tem que entrar concentrado, o que menos errar, vai ganhar, que foi o que aconteceu. Fizemos 2 a 0, mas erramos três vezes, tomamos três gols", finalizou o meio-campista.
O Corinthians abre os trabalhos na Copinha no dia 3, sábado, às 14h45, contra o Trindade, no Jauzão, em Jaú, cidade-sede da fase de grupos. XV de Jaú e Luverdense são as outras equipes da chave.
