Ídolo do Corinthians comenta feitos na Copa do Brasil e projeta semifinal contra o Cruzeiro
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Por Matheus Fiuza
Marcelinho Carioca foi campeão pelo Corinthians da Copa do Brasil de 1995
José Manoel Idalgo / Corinthians
Marcelinho Carioca, ídolo do Corinthians, entende como poucos o que é jogar uma Copa do Brasil pelo Timão. Às vésperas da semifinal contra o Cruzeiro, o ex-meia celebrou a marca individual da artilharia histórica, mas reforçou que o mais importante foi a conquista do título vestindo o manto alvinegro.
“Muito feliz (por ser o maior artilheiro), mas o mais importante de ser artilheiro é você ganhar com a sua equipe, é você ser campeão. Não adianta fazer três gols, quatro gols e ter 18 gols, mas ter perdido o jogo e a equipe sendo frustrada. Então, a minha maior alegria foi ver o meu time ser campeão”, disse em entrevista exclusiva ao Meu Timão.
O Pé de Anjo foi um dos nomes na primeira conquista alvinegra do torneio eliminatório, em 1995. Naquela edição, atuou em oito das dez partidas e marcou seis dos 21 tentos do Timão, com direito ao gol sobre o Grêmio, na partida de volta da final, que garantiu o título ao clube do Parque São Jorge. Ao todo, são 21 gols em 35 embates com o Corinthians na competição, oito a mais que Deivid, segundo colocado da lista.
O palco do primeiro jogo será o Mineirão, local onde Marcelinho entrou em campo em 12 oportunidades e viveu cenas memoráveis, casos do golaço de cobertura contra o Atlético Mineiro, em 1994, e as participações nas finais dos títulos do Brasileirão em 1998 e 1999 na capital mineira. O ídolo do Timão deu apoio aos atacantes do atual elenco para que possam repetir o sucesso histórico no estádio.
“Jogar no Mineirão nunca foi fácil, principalmente lá atrás, quando a grama era muito alta. O pessoal não deixava a grama ralinha, deixava ela mais alta, porque chegava no segundo tempo, faltava perna para todo mundo. E depois isso foi mudando. Começaram a deixar na igualdade. Mas eu, particularmente jogando no Mineirão, eu fiz gols memoráveis, antológicos, o gol na semifinal de cobertura, o gol de longa distância, que a bola faz uma curva tremenda, gols na final do Brasileirão. Então, todo jogo que tinha no Mineirão, o Pé de Anjo não passava em branco. Tomara que os nossos atacantes do Coringão, Memphis Depay, Yuri Alberto, ou Dieguinho, ou Vitinho, se entrar, ou Gui Negão, possam cravar também”, complementou.
Marcelinho aproveitou para projetar o duelo das semifinais. O Corinthians está na quarta semifinal consecutiva, com direito a vice-campeonato em 2022, e busca o tetracampeonato desde a última conquista, em 2009. O ex-jogador falou sobre a força do Timão nos torneios eliminatórios e a importância de um resultado positivo em Belo Horizonte.
“Esse duelo na Copa do Brasil, jogo de mata-mata, jogo classificatório para uma final, é totalmente diferente. Tem jogador que cresce, tem jogador que some, tem jogador que não consegue suportar momentos de decisão. É um campeonato à parte. O Corinthians, no mata-mata, cresce, desenvolve, surpreende. Se o Corinthians fizer um jogo inteligente no Mineirão, porque existe o fator casa e o fator campo do Corinthians aqui na Neo Química Arena, onde, querendo ou não, o torcedor corinthiano, Bando de Louco, inflama, empurra, acende. Querendo ou não, o jogador tem que deixar a alma em campo, e ele deixa, ele dá a vida em campo, porque a cobrança é muito forte. Sabemos da qualidade do Cruzeiro, da força do time cruzeirense, um time bem-organizado, um padrão tático perfeito, o atrativo da competição, mas decisão é decisão”, afirmou.
Ele, entretanto, alertou para a qualidade do Cruzeiro, que terminou na terceira posição do Brasileirão, com 70 pontos, e venceu o Corinthians com autoridade no último duelo entre as equipes, por 3 a 0. Marcelinho Carioca elogiou os comandados de Leonardo Jardim, mas valorizou a “agressividade” e a “força” do Timão na eliminatória.
“Eu já passei por várias decisões, gostava, crescia, fazia gols, e às vezes no campeonato tinha aquela variável, inconstância. Às vezes, a equipe não atuava bem, mas chegava no momento especial. O Corinthians tira força de onde não tem, cresce de uma forma impressionante. Tudo é diferente, mas todo cuidado é pouco, principalmente para os contra-ataques. O toque de bola refinado da equipe do Cruzeiro, com um ótimo treinador, então toda cautela é pouca. Então, o Corinthians tem que ter muita pressão, jogar ali fechadinho, com inteligência, não recuar. Mostrar o poder de agressividade, decisão e a força da camisa alvinegra, numa decisão que prevalece o estigma da camisa alvinegra, a raça, a disposição, a vontade. O Corinthians tem algo diferente, que ele possa colocar isso e os jogadores entenderem isso no Mineirão, principalmente aqui na Neo Química Arena”, finalizou Pé de Anjo.
O primeiro confronto está marcado para esta quarta-feira, às 21h30, no Mineirão. O confronto decisivo será no dia 14, domingo, na Neo Química Arena, às 18h.
