Dorival Júnior analisa derrota diante do Cruzeiro e fala em irregularidade do Corinthians
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Por Marina Borges, Matheus Quintino e Alexandre Gimenes
Derrota para o Cruzeiro marcou o pior revés de Dorival Júnior no comando do Corinthians
Rodrigo Coca / Ag.Corinthians
O técnico Dorival Júnior concedeu entrevista coletiva após a dura derrota do Corinthians para o Cruzeiro, por 3 a 0, neste domingo, no Mineirão. O resultado manteve o Timão na décima colocação do Brasileirão com 45 pontos e ampliou para dez a distância para a zona de classificação à Libertadores de 2026.
Logo no início da coletiva, Dorival fez uma análise direta sobre o desempenho da equipe e destacou o domínio do Cruzeiro ao longo dos 90 minutos. O treinador reconheceu que o Corinthians não conseguiu competir em nenhum momento do jogo.
“O Cruzeiro mereceu o resultado do primeiro ao último minuto. Fez uma partida segura, equilibrada dentro das suas condições, criou, e numa noite em que, mais uma vez, nós não encontramos os nossos caminhos. Não tivemos posse de bola, não tivemos a bola em poucos momentos da partida e passamos por sérias dificuldades ao longo de todo o período”, afirmou o treinador.
Em seguida, o técnico foi questionado sobre a insatisfação da torcida com o rendimento da equipe, especialmente fora de casa. Dorival respondeu dizendo que a equipe não merecia o rótulo de “vergonha”, mas admitiu que a irregularidade do time tem custado caro ao longo do campeonato.
“Olha, eu acho que envergonhada não, porque não faltou luta, não faltou entrega. Nós estamos encontrando dificuldades. E tivemos dificuldades fora de casa com equipes menores, assim como também com equipes maiores. Em muitos momentos fizemos partidas muito boas, muito bem equilibradas, sendo que o resultado não tenha acontecido. Então, uma situação puxou a outra. E realmente nós fomos muito irregulares ao longo do campeonato.”
O técnico continuou sua explicação, detalhando as oscilações da equipe ao longo da temporada: “Impressionante como nós deixamos escapar pontos importantes em muitos momentos, atuando bem ou não. Fizemos boas atuações também, mas não fomos felizes nos resultados. O que tem nos tirado naturalmente a tranquilidade em razão de uma oscilação muito grande de uma partida para a outra. É impressionante, mas acontece. Mudam-se nomes, mudam-se características, mudam-se sistemas, mudam-se posições, enfim. Uma série de fatores e nós fomos buscando o melhor”, completou.
Dorival também falou sobre as escolhas táticas que fez para o jogo, especialmente a decisão de iniciar com apenas um volante de marcação e as mudanças no intervalo. Ele destacou que buscou soluções para ter mais posse de bola, mas que nada funcionou como planejado.
Antes de reproduzir sua fala, o treinador explicou que qualquer escolha gera questionamentos e que tentou ajustar o time conforme o que via em campo.
“Em cada momento que você tira alguém, sempre um outro é questionado. Outro dia, uma substituição, o retorno do André Ramalho e a não presença do Tchoca. Hoje, a presença de um e a ausência de outro. É a questão de momento, você tem que fazer uma opção. Qual foi a condição? Nós não tínhamos bola. Precisávamos de um jogador com posse de bola. Quem é esse jogador? Justamente ele, Carrillo, que tem condições de nos dar isso aí, como nos deu, como nos entregou isso. Fortaleci também o setor com a presença do André, mais um jogador de meio. É a opção que vinha dando certo. Os três zagueiros e a liberdade dos laterais. Foi isso. Hoje não aconteceu.”
Na sequência, Dorival detalhou como a falta de posse levou o Corinthians a cometer erros que facilitaram a vida do Cruzeiro.
“Essa liberdade não foi aproveitada. Em razão disso, nós não tivemos posse de bola. Não tendo posse de bola, não criamos. E o pior, nos momentos em que saímos para uma transição, errávamos um passe por dentro, e o Cruzeiro é muito vertical e chegava com muita facilidade dentro do nosso gol. Então, nós tivemos que alterar em razão disso que vinha acontecendo", avaliou.
Por fim, o treinador explicou a manutenção de Hugo Farias para o segundo tempo, único jogador que, segundo ele, conseguia dar alguma válvula de escape ao ataque corinthiano.
“A nossa única saída no primeiro tempo era com o Hugo (Farias). Hugo se apresentava muito bem até a intermediária adversária. Depois disso, nós tínhamos dificuldade de infiltrações. Então eu tentei aproveitar aquilo que de melhor ele vinha fazendo na primeira etapa, mantendo o jogador para a segunda”, finalizou.
Agora, o Corinthians volta a treinar visando o duelo contra o Botafogo, no próximo domingo, às 16h, na Neo Química Arena, pela 36ª rodada do Brasileirão.
