Goleira do Corinthians comenta sobre Majestoso, volta à Seleção e altos e baixos recentes
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Por Pedro Vilela e Julia Macori

Lelê comenta na zona mista sobre a partida contra o São Paulo e toda sua trajetória.
Staff Woman / CBF
O Corinthians venceu o São Paulo por 2 a 1, na Arena Barueri, pelo primeiro jogo da semifinal do Paulista Feminino. Jhonson foi a autora dos dois gols, mas outro grande destaque foi Lelê, que operou milagres e até defendeu um pênalti. Na zona mista, a goleira das Brabas falou um pouco sobre o jogo.
Ao ser questionada sobre o momento da cobrança de pênalti e se tinha ficado brava com as companheiras por terem cedido essa situação, Lelê disse: "Não, até que não. Acho que é um jogo grande, onde as duas equipes com certeza vão criar bastante. Vai gerar um pouco de dificuldade, mas o importante é a gente estar pronto, preparado para quando a bola chegar, a gente poder estar fazendo o nosso melhor ali".
O pênalti em questão ocorreu aos 48 minutos do primeiro tempo. Day, ao tentar chutar a bola, acertou Isa, que foi mais esperta e colocou o corpo na frente. Sem nem hesitar, o juiz marcou a infração. Karla Alves foi para a cobrança e Lelê fez uma bela defesa com os pés.
A goleira do Timão aproveitou para criticar a escolha do horário do jogo para as 11h da manhã. Com um sol muito forte e o gramado sintético, a qualidade do jogo foi impactada.
"No aquecimento mesmo a gente já estava sofrendo. Não tem condições de um jogo às 11 horas da manhã num calor desse. Com certeza um absurdo. O pé queima, começa a dar bolha, o desgaste vem muito cedo. A intensidade do jogo muda pra caramba, porque você acaba desidratando muito, você cansa mais. O calor não ajuda. Então, com certeza, esse horário aí ficou devendo um pouquinho. Até porque, se a gente jogasse em outro horário, o jogo poderia até ser mais corrido, mais disputado. Mas é legal de se jogar", comentou.
Lelê ainda foi questionada sobre o reencontro com o São Paulo, que tem sido o adversário mais frequente na temporada. Só em 2025, as duas equipes se enfrentaram oito vezes. Uma delas, inclusive, na Copa do Brasil, quando o rival eliminou o Corinthians. Para a arqueira, fica um sentimento de revanche.
"Com certeza, principalmente por ser um clássico. O São Paulo, durante vários anos, a gente tem se encontrado em semifinal, em final. Então, com certeza, sempre vai ser um jogo grande, e a gente gosta desse duelo, então é sempre aquele gostinho de revanche", disse, já completando sobre ser ou não o maior clássico do feminino. "A gente, e o Palmeiras, né? São os dois clássicos que a gente escuta bastante ali, onde a gente não diz que nem que é jogo, é guerra. São dois clássicos bons de se jogar".
Ainda sobre o Majestoso, Lelê foi questionada sobre a importância de decidir o jogo na Neo Química Arena. "É importante a gente jogar em casa. A gente sabe que dentro da Neo Química, a torcida vira o 12º jogador para a gente, costumam sempre lotar e estar junto com a gente, sempre motivando. Então, a gente ficou bem feliz de poder estar decidindo o segundo jogo em casa", disse.
Seleção Brasileira e fase atual
Lelê também falou sobre sua atual fase no Corinthians. A arqueira voltou a ser convocada para a Seleção Brasileira após quase dois anos de ausência.
"Bem feliz. Acho que tudo acontece no tempo certo. Passei por alguns altos e baixos, lesão e tudo mais. Acho que o mais importante agora é aproveitar cada oportunidade, cada momento", disse.
Além da goleira, as zagueiras Mariza e Thais Ferreira, a meio-campista Duda Sampaio e a atacante Gabi Zanotti foram convocadas. A Seleção Brasileira joga nos dias 28 de novembro, contra a Noruega, e 2 de dezembro, contra Portugal. A partida de volta entre Corinthians e São Paulo acontece no dia 4, logo após. Lelê acredita que não terá problemas para estar presente no duelo decisivo.
"Acredito que sim, porque o jogo é dia 4, mudou para dia 4, 21h30, a gente vai estar voltando dia 3. Então, tudo isso encaminha para que a gente esteja assim dia 4 na Neo Química", finalizou.