Auxiliar fica indignado com oscilação do Corinthians e pede mudança de postura imediata
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Por Rafael Marcon e Vitor Chicarolli
Lucas Silvestre não gostou do que viu em campo na última quarta-feira
Rodrigo Coca / Agência Corinthians
O Corinthians ainda não conseguiu engatar uma sequência de vitórias na atual edição do Campeonato Brasileiro. Mesmo depois do bom triunfo por 3 a 0 sobre o Mirassol, a equipe voltou a fazer uma partida apática contra o Santos, na Vila Belmiro, durante a última quarta-feira. Nem mesmo Lucas Silvestre, auxiliar que substituiu o suspenso Dorival no clássico, soube responder com clareza por que a equipe oscila tanto. O profissional ficou indignado com a postura da equipe e pregou mudança imediata para a próxima rodada.
“(As derrotas para) Sport e Juventude (outros times que estão na parte de baixo da tabela) eu vejo um pouco diferente do Santos. O Santos é uma equipe com mais qualidade, vive um momento complicado na competição, mas que tem muito recurso para poder melhorar cada vez mais dentro do campeonato. O que eu vejo é que esses momentos ruins estão vindo logo após bons momentos. Como você colocou, foram três partidas boas, apesar da derrota com o Flamengo. O empate contra o Internacional da maneira como aconteceu... Depois, a vitória com o Mirassol, que foi um jogo muito efetivo nosso. A espera nossa é de uma postura totalmente diferente para um jogo como esse. Os jogadores foram o tempo todo alertados e a gente não conseguiu trazer isso para o jogo de hoje. É uma situação que nos indigna e indigna todos os atletas também. A mudança de postura é para sábado”, iniciou o auxiliar-treinador após a derrota por 3 a 1 no Clássico Alvinegro Paulista.
Essa mudança de postura, para Lucas Silvestre, não tem a ver com o jogo fora de casa. O auxiliar apontou que o Corinthians já teve bom rendimento em seus domínios; e, paralelo a isso, também oscilou jogando na Neo Química Arena em 2025. Ele entende que houve uma dificuldade dos jogadores em encarar o jogo como uma decisão no Campeonato Brasileiro.
“O Santos encarou como uma final. Foi assim que nós preparamos a equipe: para que entrasse hoje em uma final. Essa era a ideia do jogo. Nós viemos de grandes jogos também fora de casa. A gente venceu o Fluminense, venceu o Vasco da Gama. Dentro de casa, a gente não vinha conseguindo pontuar. Então, eu não consigo entender dessa forma (jogar mal fora de casa). Vejo que, após alguns momentos bons que a gente vem tendo durante a competição, em algum momento a gente acaba não entrando no jogo da maneira como a gente deveria ter entrado. É muito mais a gente entender por que essa barrigada para baixo. É isso que a gente precisa agora: trazer essa constância maior para, obviamente, dar essa confiança também para o nosso torcedor", afirmou.
O resultado da partida foi tão ruim que quebrou uma marca da comissão técnica de Dorival Júnior no clube. Antes dessa derrota, o Timão não havia tomado três gols na mesma partida em jogos que o treinador esteve no comando. Lucas Silvestre apontou que a culpa da baixa efetividade defensiva foi coletiva e não simplesmente dos zagueiros escalados.
“A gente vinha de dois grandes jogos (Internacional e Mirassol) defensivamente falando. Tivemos um pouco de dificuldade a mais contra o Mirassol. Acredito que o jogo também contra o Flamengo, principalmente os primeiros 50, 60 minutos, foram momentos muito bons defensivamente falando. A gente não deixou com que o adversário criasse. Hoje (quarta-feira) foi um jogo totalmente atípico que a gente realmente deixou muito a desejar", disse.
"Mas eu não posso, em momento nenhum, responsabilizar apenas a nossa última linha. Nossa marcação acontece com os dez jogadores mais o goleiro. Então, assim, todo o nosso sistema defensivo não atuou da maneira como a gente deveria. Nossa taxa de duelos ganhos foi muito baixa. Num clássico, se você tem uma taxa de duelos baixa, você acaba tendo muita dificuldade e acaba praticamente oferecendo o jogo para o seu adversário", finalizou o auxiliar.
Agora, o Timão se prepara para enfrentar o Atlético-MG, no próximo sábado, em casa. O adversário é mais um oponente direto no meio da tabela do Brasileirão. Inclusive, com 33 pontos, os mineiros somam a mesma pontuação que o clube do Parque São Jorge, mas ainda possuem uma rodada em atraso. O jogo é decisivo não só pela posição de classificação à Sul-Americana, mas também para um distanciamento do Z4 do campeonato.
