Corinthians amplia sete multas rescisórias da base após caso Furquim
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Por Marina Borges e Victor Godoy

Leo Amistá foi o sétimo jogador da base que teve o contrato renovado com acréscimo da multa rescisória após a perda de Furquim
Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians
O Corinthians segue em processo de blindagem das suas principais promessas depois de ver Kauê Furquim deixar o Parque São Jorge por uma multa considerada baixa, de apenas R$ 14 milhões. Os mais recentes contemplados foram os atacantes Léo Amistá, de 16 anos, e Cristian Júnior, de 17, que tiveram suas multas ampliadas para o mercado nacional e internacional.
Com eles, já são sete os jogadores da base que viram suas cláusulas contratuais inflacionadas desde a saída de Furquim. O clube tem adotado a estratégia de aumentar não apenas as multas, mas também os salários, já que a legislação brasileira estabelece um teto de até duas mil vezes o vencimento mensal para fixação da multa rescisória.
Amistá e Cristian Júnior são os novos blindados
Na última quinta-feira, o Corinthians renovou o contrato de Léo Amistá, do Sub-17. O atacante, que tinha multa nacional de R$ 10 milhões, agora passa a ter o valor de R$ 18,4 milhões. Já para o mercado internacional, a taxa permanece em 50 milhões de euros (cerca de R$ 313 milhões). O vínculo segue até 2028.
Cristian Júnior também teve sua multa atualizada recentemente. O atacante de 17 anos, destaque da equipe Sub-17, passou de R$ 6 milhões para R$ 20 milhões no mercado nacional. Para equipes estrangeiras, o valor foi reajustado de 20 milhões para 50 milhões de euros, o que também garantiu aumento salarial ao atleta.
Outros jovens já haviam sido valorizados
Antes de Amistá e Cristian Júnior, outros cinco atletas já haviam tido seus contratos revistos. João Vitor Jacaré, lateral-direito de 18 anos, estendeu seu vínculo até 2030 e agora tem multa de R$ 72 milhões para o mercado brasileiro. O volante André Luiz, de 19, viu sua multa saltar de R$ 28 milhões para R$ 112 milhões.
O meia Gui Amorim, de 17 anos, teve sua taxa aumentada de R$ 14 milhões para R$ 50 milhões. O atacante Nícollas, também de 17, triplicou o valor de sua multa, que superou os R$ 30 milhões. Já Gui Negão, destaque no time profissional, passou a ter a maior multa rescisória da base: R$ 140 milhões.
Esse processo de valorização já vinha ocorrendo desde o fim de 2024, quando o Corinthians ampliou as multas do zagueiro Guilherme Gama e do volante Pedro Thomas, ambos do Sub-17. Em agosto deste ano, foi a vez de Guilherme Pellegrin, lateral e ponta do Sub-20, ter renovação confirmada — embora o caso não esteja diretamente ligado à blindagem, já que seu contrato se encerrava em agosto.
Ao todo, o clube já soma sete ampliações contratuais atreladas ao objetivo de evitar novas perdas no mercado, especialmente para equipes estrangeiras. Com valores atualizados, o Timão busca garantir que, em caso de saída, seus jovens talentos rendam retornos financeiros significativos ao clube.