Técnico do Corinthians destaca evolução da equipe após empate com o Santos pelo Paulistão Sub-20
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Por Felipe Sales e Victor Godoy
William Batista com braços cruzados à beira do campo
Rodrigo Gazzanel / Ag.Corinthians
O Corinthians empatou com o Santos por 0 a 0 na tarde desta sexta-feira, na Fazendinha, em duelo válido pela partida de ida das oitavas de final do Campeonato Paulista Sub-20. O técnico William Batista destacou a competitividade do Clássico Alvinegro, como sua equipe soube se adaptar ao adversário defensivamente e ressaltou que tudo segue em aberto para a partida de volta.
“A gente sabia que era um jogo difícil, um jogo muito físico. O Santos tem uma linha defensiva, os dois zagueiros, os dois laterais muito altos e fortes. E é um time que tem boa capacidade de pressionar. Acho que a gente conseguiu. Foi um jogo muito truncado das duas partes, um jogo em que as melhores oportunidades, tanto nossas quanto do Santos, foram em transição. Ou seja, a gente roubando bola e atacando rápido, ou eles roubando bola no nosso meio-campo e atacando rápido também. É um primeiro jogo, acho que aquilo que a gente poderia fazer em alguns momentos, perto do último terço, era ser um pouco mais lúcido para ter uma escolha um pouco mais refinada e criar mais chances claras de gol”, iniciou em entrevista exclusiva ao Meu Timão após o jogo.
“Acho que a gente conseguiu ser agressivo para pressionar o tiro de meta, para pressionar o bloco alto. Em relação à bola parada, eles tiveram um pouco de vantagem no início do jogo. Depois, a gente conseguiu corrigir. Eles têm um time alto, então, com a correção, passamos a ter menos risco. O jogo está aberto, a volta será na Vila, o campo é rápido. É tentar fazer uma boa semana de treino, uma semana bem atenta e concentrada, acho que no detalhe daquilo que é a estratégia para a gente conseguir avançar para as quartas de final”, completou.
O Corinthians vinha de uma sequência de três vitórias no Paulistão desde a estreia de William Batista no comando, quando superou o Jabaquara por 3 a 2 na última rodada da fase de grupos. O Timãozinho ainda venceu duas vezes o XV de Piracicaba na segunda fase, antes de encarar o Santos.
No clássico desta sexta, a equipe da Baixada insistiu em atacar o Corinthians em bolas aéreas alçadas na área. O treinador do Timãozinho explicou que esse ponto foi observado durante as análises da semana e elogiou sua equipe por evoluir no quesito tanto defensivamente quanto ofensivamente.
“Tinha percebido isso durante a semana (que o Santos usa muito o jogo aéreo). A gente tem trabalhado muito a bola parada defensiva desde quando eu cheguei no clube. É um conteúdo que a gente evoluiu muito. Eu estou bem contente. O segundo tempo foi muito bom, porque o Santos quase não encostou na nossa área. No primeiro tempo até encostaram, e o Vera conseguiu ser agressivo realmente no segundo tempo. Acho que a bola parada hoje define muitos jogos. Se eu não me engano, 30% dos jogos são definidos por bola parada. E aquilo que a gente pode fazer de bom quando está defendendo precisa ser feito”, analisou.
"E a ofensiva nossa também. O Luizinho (Luiz Fernando) criou uma chance no primeiro tempo boa, junto com o Vera, que o goleiro deles conseguiu defender. É um conteúdo que a gente tem investido tempo para poder evoluir, porque a gente também tem muito potencial por ter jogadores altos como o Luiz Fábio, o Vera, o próprio Ruan. E tem bons batedores no ataque, como o próprio Chapéu (Luiz Eduardo) e o Caipira”, concluiu.
Dos sete gols marcados pelo Corinthians desde o início da era William Batista, dois foram de cabeça. Um deles se originou em jogada pelo lado com Luiz Fernando e Caipira completando para o gol. O outro saiu em um rebote, no qual Luiz Eduardo mandou para as redes. Dos três gols sofridos, apenas um foi em jogada de bola aérea.
Com o empate, tudo ficou em aberto para a partida de volta, que acontece na próxima sexta-feira, dia 26 de setembro, às 15h, na Vila Belmiro. O comandante do Timãozinho destacou o desejo de vencer e avançar para a próxima fase, além de estar feliz por não ter sofrido gol na ida contra um grande adversário.
“Eu quero vencer, quero colocar o Corinthians nas quartas de final, que é onde o Corinthians merece estar. A gente sabe que vai ser um jogo difícil lá, mas temos estado prontos para os jogos difíceis, assim como foi hoje. Eu estou feliz porque a gente era um time, no Campeonato Brasileiro, que sofria gol. Hoje, não sofremos gol, e isso gera confiança e consistência para a equipe. Acho que, na semana que vem, vamos estar prontos para passar de fase, porque isso ajuda o jogador a se desenvolver e valorizar o ativo do clube também”, contou.
Para avançar às quartas de final, o Corinthians precisa vencer o Santos no tempo regulamentar. Em caso de empate, a decisão será nos pênaltis. Caso realmente vá para as penalidades, o Timãozinho tem uma arma secreta: o goleiro Matheus Corrêa, conhecido por ser um bom pegador. William Batista destacou que é bom tê-lo ao seu lado dessa vez e aproveitou para demonstrar confiança nos cobradores da equipe.
“Exato, o Matheus tem um bom histórico. É bom ter o Matheus a favor agora, do que já tive contra em outra hora, em outro clube. Então, eu estou feliz por isso. E também a gente tem bons batedores de pênalti. Acho que, se isso acontecer, a gente quer passar no tempo normal, mas, se for para os pênaltis, precisamos estar prontos e temos jogadores com competência para isso”, concluiu.
Apesar de ter apenas 19 anos, o goleiro do Corinthians coleciona boas histórias em disputas de pênaltis. Em 2023, ainda pelo Sub-17, ele defendeu quatro cobranças seguidas na semifinal do Paulista contra o Red Bull Bragantino e levou o time à final. No ano seguinte, pegou três pênaltis nas quartas da Copa Atlântico Sub-19, eliminando o Santos. A defesa mais recente aconteceu contra o América-MG, pelo Brasileirão Sub-20, no dia 9 de julho, o duelo terminou empatado por 1 a 1.
