Pantaleão comenta andamento de processos contra Andrés e Duilio no Corinthians
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Por Bruno Pantarotto, Alexandre Gimenes, Rodrigo Vessoni e R. Fontan

Pantaleão detalha andamento de processos contra Andrés e Duílio no Corinthians
Rodrigo Vessoni / Meu Timão
Na última segunda-feira, Leonardo Pantaleão, que preside a Comissão de Ética e Disciplina do Corinthians, realizou sua primeira coletiva após ser eleito. Sobre os processos que envolvem os ex-presidentes Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves, Leonardo Pantaleão deixou claro que, até o momento, a Comissão de Ética ainda não recebeu oficialmente o caso.
"O que eu posso te dizer é que fique claro para todos: esse procedimento específico envolvendo a utilização indevida de cartões corporativos ainda não está sob a guarda da Comissão de Ética. O presidente Romeu Tuma já disse que esse processo segue na Comissão de Justiça; portanto, ainda não chegou para que a Comissão de Ética tome as providências que eventualmente deve tomar, conforme o regimento interno da própria comissão", iniciou Pantaleão na coletiva.
O atual mandatário e vice-presidente do Conselho Deliberativo explicou que, assim que os documentos forem encaminhados, o caso será tratado com prioridade dentro da estrutura do CD.
"Logo que vier, serão adotadas as providências. O processo será encaminhado aos meus cuidados, e eu vou indicar o relator responsável dentro da Comissão de Ética. A partir daí, serão desenvolvidas as etapas necessárias, como eventuais oitivas ou complementações que possam ser pedidas ainda pela Comissão de Justiça", relatou.
"Até por isso o presidente Romeu Tuma solicitou que eu acompanhasse também a tramitação nessa comissão, justamente para ganhar tempo. Então, tudo será feito. Só não posso me estender numa resposta mais objetiva agora para não inviabilizar a minha atuação quando o processo efetivamente chegar", acrescentou.
Pantaleão também abordou a investigação conduzida pelo Ministério Público e defendeu que a credibilidade do Corinthians será resgatada a partir da transparência na entrega dos documentos.
"Só complementando, em relação a esse caso do Ministério Público e como resgatar a credibilidade, eu vejo de forma muito simples: é fazer o que hoje, de fato, foi feito. Por que só hoje? Porque, segundo informações que recebi, eram arquivos muito grandes, de difícil localização, e houve até a necessidade de pedir segunda via às instituições bancárias", defendeu.
"Não é algo que se resolva da noite para o dia, não estamos falando de um documento de uma página. Mas são burocracias que não têm ligação direta com o Conselho Deliberativo. Eu, por exemplo, nunca conversei com o doutor Conserino, nunca fui chamado no Ministério Público. Então, não havia qualquer compromisso pessoal meu de fornecer documentos, assim como também não havia de outras pessoas", complementou.
Na sequência, Pantaleão reforçou que o papel das comissões do Conselho não é o de apurar crimes, mas sim zelar pela conduta interna e garantir o andamento dos processos disciplinares.
"De toda maneira, a forma correta é entregar a documentação e deixar claro que o clube está à disposição para contribuir com as investigações. E aqui cabe uma ressalva que nunca é demais repetir: nem a Comissão de Ética, nem a de Justiça, nem qualquer outra do Conselho tem a atribuição de investigar crime. Isso cabe ao Ministério Público e à Polícia Civil de São Paulo. Nosso papel é outro, é garantir o cumprimento das normas internas do Corinthians", finalizou.