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Presidente do Corinthians prevê mudanças e fala sobre chance da volta de diretores da R&T

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Por Rafael Marcon, Alexandre Gimenes e Matheus Pogiolli

Osmar Stabile, presidente do Corinthians, prevê mudanças nos cargos da gestão

Matheus Pogiolli / Meu Timão

Após o processo eleitoral indireto dos conselheiros, Osmar Stabile se tornou presidente do mandato-tampão do Corinthians, que vai até dezembro de 2026. Por ter sido o primeiro vice de Augusto Melo, ele já atuava como presidente interino desde maio. Agora efetivado, uma de suas promessas é promover mudanças nos cargos da gestão.

Muitas mudanças virão aí. Nós estamos planejando essas mudanças. Nomes, por enquanto, não há. Vamos verificar quem tem competência para determinadas funções. Quem tiver competência, ficará conosco. Pode acontecer de eu cometer uma falha ao escolher uma pessoa e ela não ir bem. Vamos observar. Se estiver funcionando, vai continuar; se não estiver funcionando, não vai continuar conosco. Num primeiro momento, a ideia era aproveitar as pessoas que já estão conosco, sem necessidade de mudança. Mas agora, como presidente eleito, tenho que cumprir as funções estatutárias”, iniciou o presidente em coletiva pós-eleição.

Uma mudança imediata que o presidente terá de fazer é no comando do departamento jurídico. Com a eleição dos conselheiros na última segunda-feira, Leonardo Pantaleão, que ocupava o cargo de superintendente do setor, foi eleito vice-presidente do Conselho Deliberativo e, consequentemente, presidente da Comissão de Ética do Corinthians. A nova função de Pantaleão estava vaga desde o início do mês, quando Roberson de Medeiros, o Dunga, renunciou.

Outros nomes, no entanto, podem se manter com o presidente, que vai avaliar cada setor do clube ante das mexidas. Atualmente, alguns dos cargos estatutários do clube estão ocupados: Direção Financeira (Emerson Piovezan), Direção Administrativa (Fábio Soares Souza), Direção de Esportes Terrestres (Marco Polo Lopes Pinheiro), Direção de Futebol de Base (Carlos Roberto Auricchio, o Nenê do Posto), Direção de Relações Institucionais (Antonio Goulart dos Reis) e Direção de Tecnologia (Marcelo Munhoes). Fabinho Soldado ocupa o cargo de executivo de futebol, não estatutário, e deve ser mantido, pelo menos, em um primeiro momento.

Osmar Stabile evitou revelar os nomes que vão compor sua gestão até o final do mandato. Ele foi questionado sobre a possibilidade do retorno de diretores da Renovação e Transparência (R&T), chapa que comandou o clube nos últimos 16 anos, sem contar a gestão de Augusto Melo. Na resposta, o novo mandatário não garantiu uma volta, mas também não descartou a possibilidade. A ideia é que, independentemente do lado político, os novos diretores escolhidos possam cumprir bem suas funções.

"Não posso falar se vai ter nome (da R&T) ou não, porque não sei. Se tiver alguém competente, não vejo problema nenhum. Quero pessoas competentes. Pessoas que estão trabalhando conosco hoje têm que querer administrar daqui para a frente, do jeito que tem que ser. Não sou o dono da verdade, mas uma coisa que eu sei é administrar. Minhas empresas vão muito bem. Fico magoado quando dizem que precisa ter uma pessoa 24 horas no Corinthians. Tenho empresa em Manaus. Quando tiver problema, tenho que pegar avião e ir para lá? O Corinthians é uma grande empresa. Ou faz rodar, ou não está junto. É isso que nós entendemos de melhor para o Corinthians. É gestão. Pessoas competentes e capazes. É bom para o Corinthians? É bom. Vai continuar”, apontou Stabile.

A pressão sobre o tema está relacionada aos últimos atos do clube durante a gestão de mandatários da chapa R&T. Duilio Monteiro Alves e Andrés Sanchéz, por exemplo, são dois presidentes deste lado político que estão sendo investigados pelo Ministério Público por possível uso do cartão corporativo do Corinthians para fins pessoais. Outro ponto que preocupa parte da torcida é a dívida acumulada ao longo desses 16 anos, estimada em cerca de R$ 1,5 bilhão. Já os pouco mais de R$ 700 milhões restantes estão sob responsabilidade do mandato de Augusto Melo, que não pertence à chapa.

A Gaviões da Fiel, publicamente, já se mostrou contra o retorno de diretores ligados ao partido político de Andrés e Duilio. Em protesto no mês passado, a torcida organizada expôs caixões de ex-mandatários em uma forte cobrança no Parque São Jorge. Ainda na gestão interina de Stabile, os organizados fizeram presença também no CT Dr. Joaquim Grava para conversar com os diretores do clube.

Veja mais em: Osmar Stabile e Diretoria do Corinthians.

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