Presidente interino comenta bastidores de renovação do Corinthians com a Nike
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Por Bruno Pantarotto
Osmar Stabile, presidente interino do Corinthians, durante coletiva
Matheus Pogiolli / Meu Timão
O Corinthians renovou o contrato com a Nike para continuar como fornecedora de material esportivo do clube por mais dez anos. Pela primeira vez após o acordo firmado, o presidente interino, Osmar Stabile, comentou os bastidores da negociação.
"O contrato foi muito difícil de negociar, tanto da outra empresa como o da Nike. Trabalhamos muito em cima disso, chegamos a virar 24 horas negociando sem parar. No final, encontramos o melhor caminho para o Corinthians", iniciou em entrevista coletiva concedida na última segunda-feira.
De acordo com Stabile, o acordo com o Corinthians também passou pela possível briga na Justiça que poderia acontecer caso o contrato fosse quebrado antes de 2025, uma vez que a empresa norte-americana tinha acionado a cláusula de renovação.
"Falo de coração: gostaria que fosse a Nike, que já era parceira. Conseguimos negociar e não poderíamos quebrar um contrato que ia até 2029 agora em 2025 sem que tivesse um processo. Ajustamos o contrato e ficou melhor. Se a Nike não entregar material, não consegue atingir o objetivo de ganhar dinheiro junto com o Corinthians. Falamos sobre pontualidade nas entregas", concluiu.
O novo contrato mais que dobra os valores do acordo anterior, que tinha validade até dezembro. Agora, o montante será de R$ 59 milhões anuais durante um período de dez anos, com reajustes anuais atrelados ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) — cláusula que não existia no compromisso anterior - veja detalhes abaixo.
- Caso o Corinthians ultrapasse a venda de 750 mil peças (com a gigante alemã era 1 milhão), haverá um acréscimo de mais de 25 reais por peça;
- Se houver falta de material disponível por até 50 dias, o clube pode romper unilateralmente com a empresa, contados a partir da notificação extrajudicial do Corinthians à Nike;
- Contratação de uma empresa de análise de riscos, que previu que se o clube rompesse com a Nike, poderia ter de pagar R$ 150 milhões em indenização na Justiça;
- Janela de um ano até o fim do vínculo para poder negociar com outra fornecedora, ao contrário do prazo de três meses do antigo contrato.
O primeiro acordo entre Corinthians e Nike aconteceu em 2003 e, agora, continuará por dez anos reforçando a parceria da empresa norte-americana com o clube do Parque São Jorge.
