CBF divulga áudio do VAR sobre pênalti polêmico do Bragantino contra o Corinthians
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Por Rafael Marcon

No lance do pênalti, Cacá recolhe a perna e levanta os braços para sinalizar que não teve culpa na queda de Vinicinho
Reprodução / CazéTV
No último domingo, o Corinthians foi derrotado derrotado por 2 a 1 pelo Red Bull Bragantino, na Neo Química Arena. A partida ficou marcada por um pênalti polêmico assinalado pelo árbitro Bruno Arleu de Araújo após revisão do VAR. Na cobrança, Sasha abriu o placar para os visitantes.
Logo após o fim do confronto, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou o áudio entre o juiz carioca e Rafael Traci, árbitro de vídeo que recomendou a revisão. O lance em questão foi uma possível falta de Cacá, zagueiro do Corinthians, dentro da área, para cima de Vinicinho, atacante do Red Bull Bragantino.
Em um primeiro momento, Arleu se garante na decisão de campo e avisa à cabine que realmente não achou pênalti no lance. Minutos depois, após um diálogo curto com Traci e revisão em vídeo, o árbitro muda de opinião e conclui que o zagueiro corinthiano cometeu falta por “jogada imprudente”. A cabine concorda com a decisão. Veja o diálogo abaixo:
(Bruno Arleu) "Eu não vi nada, Traci. Para mim, ele (Cacá) se recolhe todo e o contato é inevitável. O Cacá hora que vê que vai pegar, ele recolhe a perna”
(Rafael Traci) “Não recolhe, tá?”
(Bruno Arleu) “Mas não foi faltoso, para mim não foi faltoso”
(Rafael Traci) “Para mim, ele não pega a bola e acerta o corpo do jogador… Vou recomendar a revisão, Arleu”
(Bruno Arleu) “Tá bom, Traci. (Após análise) Vou voltar com um tiro penal sem cartão, porque para mim foi uma jogada imprudente do Cacá”
(Rafael Traci) “Perfeito, concordo”
Cacá levanta a perna para disputar a bola no alto, mas evita encostá-la em Vinicinho, que desaba com a mão no rosto. Na "velocidade do jogo", a arbitragem considerou que o leve contato do zagueiro foi suficiente para ser anotada uma jogada imprudente, quando o defensor assume o risco de atingir de forma faltosa o atacante.
A dupla ainda analisou uma possível falta de ataque do time do Bragantino na jogada. Na ocasião, André Carrillo recebe a bola de Cacá e é pressionado por Sasha e Pitta; o corinthiano perde a bola e cai no chão, enquanto o ataque se inicia para a equipe do interior paulista. Essa roubada “não foi nada”, na opinião de Arleu. O VAR manteve a decisão de campo também.
Com o pênalti marcado, o Bragantino abriu o marcador aos 30 minutos do primeiro tempo, em um momento em que o Corinthians dominava a partida. Entre gols perdidos e jogadas desperdiçadas, o Timão chegou ao empate com um gol do próprio Cacá, aos sete minutos da segunda etapa. Porém, com requintes de crueldade, o jogo foi decidido para o rival com o gol de Thiago Borbas, nos segundos finais da partida.
Reclamações constantes
Representado por Fabinho Soldado, o Corinthians tem feito reclamações constantes à CBF em relação ao despreparo da arbitragem brasileira. No primeiro semestre, antes da pausa para o Mundial de Clubes, os dois jogos mais recentes em que o executivo manifestou críticas foram a vitória contra o Internacional e o empate diante do Atlético-MG.
Contra os gaúchos, o Timão venceu por 4 a 2, mas teve dois tentos anulados após revisão do VAR. Ambos os lances geraram revolta por parte do lado alvinegro. Soldado foi à imprensa avisar que o Corinthians iria enviar ofício à CBF contra a atuação do árbitro do jogo, Paulo Cesar Zanovelli, naquela ocasião.
Já diante dos mineiros, o confronto terminou zerado na Arena MRV. Soldado, mais uma vez, ficou revoltado com a arbitragem da partida, representada por Rafael Rodrigo Klein. Porém, em coletiva, o executivo do clube afirmou que não faria mais ofícios com a CBF, já que a entidade não resolve o problema da arbitragem brasileira, mesmo após tais medidas.