Nova posição? Bidon revive testes de 2023 sob o comando de Dorival Júnior no Corinthians
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Por Marina Borges e Victor Godoy
Breno Bidon fez o gol que garantiu o empate do Corinthians diante do Grêmio
Rodrigo Coca / Agência Corinthians
O empate em 1 a 1 diante do Grêmio, na última quinta‑feira, não serviu apenas para manter o Corinthians invicto na casa gremista. A partida também marcou o retorno de Breno Bidon ao corredor direito — zona do campo onde ele raramente aparecia desde que subiu ao elenco principal — e o experimento não poderia ter começado melhor: foi dali que o meia finalizou de canhota, de fora da área, e balançou a rede tricolor.
Reedição de um teste que começou na base
Colocar Bidon longe do círculo central não é propriamente novidade. Em 2023, quando o camisa 27 ainda defendia o Sub‑20, o então técnico Danilo explicou a decisão de usá‑lo na ponta‑direita para dar ao time mais posse e variação de esquema. Na ocasião, o ex‑camisa 20 do Timão destacou a importância de ter atletas multifuncionais.
“Eu acho que quanto mais jogadores você tiver que façam uma ou duas funções, melhor — até para mudar o sistema durante o jogo”, afirmou Danilo, logo após vitória sobre o Santos pela Copa do Brasil Sub‑20.
O treinador detalhou, ainda, que via o canhoto capaz de atuar em três papéis distintos: aberto como quarto homem do ataque, por dentro como meia e recuado como segundo volante – a posição de origem.
Bidon vinha aparecendo quase exclusivamente pelo lado esquerdo, já que o setor direito estava sendo ocupado com frequência por André Carrillo. Com a ausência do peruano após da Data Fifa, Dorival Júnior encaixou o volante no time repetindo o plano de Danilo: deslocou o camisa 27 para o lado oposto, deixando‑o encarar o lateral gremista e, em vários momentos, pisar no meio como organizador.
Papel em aberto para o segundo semestre
A pausa para a Copa do Mundo de Clubes da Fifa dará, além de descanso aos jogadores, oportunidades para Dorival Júnior treinar o elenco por duas semanas sem jogos em sequência.
Com o calendário apertado no retorno, ter um jogador capaz de flutuar pelos dois lados e, se necessário, compor a linha de volantes, vira trunfo importante. O treinador terá alguns cenários como opção: manter Bidon como “falso ponta”, repetir o desenho original com Carrillo no lado direito ou alternar conforme o adversário.
Certo é que, lá atrás, Danilo já cantava a bola sobre a utilidade do garoto:
“A gente vai analisando e vendo o momento em que ele mais se adapta. É importante ele jogar nessas três posições.”
Dois anos depois, a teoria voltou ao palco principal — e com direito a gol decisivo logo no primeiro ato.
