Vic Albuquerque lamenta interdição da Fazendinha e desabafa sobre momento interno do Corinthians
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Por Rafael Marcon e Maria Beatriz de Teves

Casa principal das Brabas no futebol feminino, a Fazendinha está impossibilitada de receber jogos noturnos devido às falhas no sistema de iluminação
Matheus Pogiolli / Meu Timão
Na última segunda-feira, mesmo com o mando de campo sobre o Flamengo, a equipe feminina do Corinthians jogou a 13ª rodada do Brasileirão no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte, o Canindé. Apesar da vitória sobre o rival, Vic Alburquerque, meia alvinegra, viu a mudança de casa como prejudicial à relação das Brabas com o torcedor e não escondeu saudades da Fazendinha.
“Faz muita falta (a Fazendinha), a gente não ter uma 'casa'. É muito importante para a gente ter o torcedor perto, quanto mais gente, melhor para nós. A gente está priorizando agora, pelo menos, conseguir jogar em bons gramados, porque a gente sabe que lá em Osasco (no José Liberatti) é bem ruim, a gente não consegue imprimir o nosso jogo como foi hoje", disse a meia-atacante no pós-jogo.
Por conta de falhas no sistema de iluminação, o Estádio Alfredo Schürig, a Fazendinha, está interditado para jogos noturnos. Geralmente, o palco é casa do futebol feminino e das categorias de base do Corinthians, que estão enviando seus jogos em outros locais de acordo com a medida da Federação Paulista de Futebol (FPF).
O Corinthians, por meio de nota oficial, traçou um plano para resolver a situação. Segundo o clube, as fortes chuvas na região aceleraram a degradação dos refletores do palco. Agora, até que se resolva o problema por completo, alguns jogos vão precisar mudar de rota. O feminino geralmente tem jogado em Osasco, no José Liberatti. Contra o Flamengo, porém, as Brabas foram deslocadas ao Canindé, estádio da Portuguesa, na própria cidade de São Paulo.
Vic Albuquerque entende que a Fazendinha faz falta e que os jogos no José Liberatti não favorecem o jogo rápido do Timão, dada as condições do gramado. Porém, a meia ao menos vê o Canindé como uma boa opção reserva, já que a grama do local correspondeu à altura do esperado.
"A gente jogou numa grama boa e foi um ritmo de jogo muito alto. Então, é outro jogo mais fluído, já que a gente não pode usar a Fazendinha por questões internas. A gente sabe que o nosso clube está passando por questões muito difíceis, isso vai atingir a gente de certa forma, já tem atingido. A gente está tentando se adaptar para que não atrapalhe mais. A prioridade agora é essa. Se a gente tiver disponível o Canindé sempre vai ser muito bom”, revelou Vic.
Na manhã do último sábado, a Fazendinha voltou a receber jogos depois de um mês da interdição. O Sub-15 e Sub-17 do futebol masculino do Corinthians duelaram contra o Santo André em ambas as categorias. Os jogos só foram possíveis no palco pois deram início na parte da manhã, às 9h e às 11h, respectivamente, quando a iluminação natural se fez presente.
A questão dos refletores, no entanto, ainda está sendo resolvida e o Corinthians não pode usar o estádio full time neste momento.