Corinthians e Atlético-MG não saem do zero em jogo de poucas chances no Brasileirão
11 mil visualizações 381 comentários Reportar erro
Por Marina Borges

André Carrillo em ação durante o duelo contra o Atlético-MG
Pedro Souza / Atlético-MG
0
X
0
Brasileirão 2025
24 de Maio de 2025, 21:00
Atlético-MG 0 x 0 Corinthians
Arena MRV, Belo Horizonte, MG.
Ver todos 440 marcaram presença
Corinthians e Atlético-MG fizeram um jogo truncado, brigado e com poucos momentos de inspiração na noite deste sábado, na Arena MRV, pela décima rodada do Campeonato Brasileiro. No duelo direto por uma vaga no G-6, as equipes ficaram no empate sem gols, em uma partida marcada mais pela disputa física do que pela criação ofensiva.
O primeiro tempo teve domínio corinthiano na posse de bola, especialmente nos minutos iniciais. O time de Dorival Júnior começou melhor, marcando alto e tentando propor o jogo, mas sem conseguir transformar o controle em chances reais.
Do outro lado, o Atlético tentava explorar os erros do adversário e cresceu na reta final da etapa, quando criou as melhores oportunidades, especialmente após uma falha de Matheus Bidu que quase terminou em gol de Hulk.
Na volta do intervalo, o jogo seguiu muito físico, truncado e equilibrado. O Corinthians manteve sua proposta de trabalhar a posse de bola, tentando controlar o jogo, mas novamente com dificuldade para transformar isso em chances claras.
O Atlético, por sua vez, foi quem criou as principais oportunidades, especialmente em lances de bola parada, e teve uma leve superioridade no volume ofensivo. Apesar disso, a partida seguiu aberta até o apito final, com os dois times mostrando dificuldade na construção, mas em busca do gol.
Com o resultado, o Corinthians chegou aos 14 pontos, se aproximando do G6, zona de classificação à Copa Libertadores de 2026. Atualmente, a equipe figura na oitava posição, mas a situação ainda pode mudar com o desenrolar da rodada.
Anota aí, Fiel! O Corinthians retorna aos gramados na terça-feira, dia 27. Às 21h30, na Argentina, o Timão visita o Huracán pelo último jogo da fase de grupos da Copa Sul-Americana.
Escalação
Dorival Júnior teve o desfalque recente de Angileri, que está fazendo controle de carga. Para o confronto, o técnico montou o Corinthians com: Hugo Souza; Matheuzinho, João Pedro Tchoca, Cacá e Matheus Bidu; Ryan; Raniele, José Martínez, André Carillo e Talles Magno; Héctor Hernández.

Meu Timão
O treinador tem as seguintes opções entre os reservas: Matheus Donelli, Félix Torres, André Ramalho, Maycon, Yuri Alberto, Ángel Romero, Breno Bidon, Léo Mana, Charles, Hugo Farias, Igor Coronado e Alex Santana.
O Atlético-MG, por sua vez, treinado por Cuca, entrou em campo com: Everson; Natanael, Lyanco, Junior Alonso e Rubens; Patrick, Alan Franco e Gustavo Scarpa; Rony, Hulk e Bernard.
O jogo
Primeiro tempo
O Corinthians entrou em campo na Arena MRV disposto a ser protagonista, pressionando a saída do Atlético-MG desde os primeiros minutos. A estratégia de Dorival Júnior foi clara: ocupar o campo adversário, trocar passes e recuperar rapidamente a bola quando a perdia.
No entanto, a equipe esbarrava na dificuldade de transformar essa posse em chances reais de gol. O jogo começou muito físico, truncado, sem oportunidades claras para nenhum dos lados.
Até a metade do primeiro tempo, o cenário se manteve: o Corinthians tinha mais a bola, mas não conseguia infiltrar na defesa atleticana. O Atlético, por sua vez, encontrava dificuldade para construir e só foi conseguir se estabelecer no campo de ataque aos 14 minutos — ainda assim, sem assustar o goleiro Hugo Souza.
O jogo caminhava morno, na mesma toada, até que, aos 25 minutos, uma entrada forte de Lyanco em Matheus Bidu acendeu os ânimos. O lateral corinthiano precisou de atendimento, e os jogadores do Timão ficaram na bronca com a arbitragem. O defensor atleticano recebeu um cartão amarelo pelo lance.
Na sequência, Cuca percebeu a dificuldade da sua equipe em controlar o jogo e ajustou o posicionamento dos seus atletas. A mudança deu certo e o time mineiro passou a pressionar mais a saída do Corinthians, equilibrando as ações.
A partir dos 33 minutos, o jogo ganhou em emoção. O Corinthians teve sua melhor chance até então quando Martínez enfiou uma bola açucarada para Talles Magno, que ficou cara a cara com Everson, mas isolou a finalização. Dois minutos depois, Lyanco, já pendurado, fez falta clara em Héctor Hernández — lance para outro amarelo — mas a arbitragem ignorou, deixando o zagueiro escapar da expulsão.
O Atlético respondeu. Aos 41, Matheus Bidu errou um recuo para Hugo Souza e a bola acabou chegando até Hulk, que soltou uma pancada perigosa, passando perto da trave do goleiro corinthiano. O jogo, que parecia morno, virou lá e cá. Aos 43, Carrillo fez boa jogada na linha de fundo e assustou a defesa do Atlético-MG, mas ninguém conseguiu concluir para o gol.
Já nos acréscimos, o Corinthians perdeu mais uma grande oportunidade em cabeçada de Héctor Hernández, que mandou para fora após cruzamento preciso de Carrillo. No minuto seguinte, o Atlético respondeu em contra-ataque: Rony apareceu livre na área, finalizou rasteiro e obrigou Hugo Souza a fazer uma grande defesa, salvando o Timão. No lance seguinte, o atacante voltou a assustar de cabeça, mas dessa vez a bola foi pra fora.
O Atlético, que cresceu na reta final da etapa, acabou passando o Corinthians em número de finalizações no primeiro tempo — 4 a 3 — em um jogo que começou travado, mas terminou aberto e com oportunidades de gol.
Segundo tempo
O Corinthians voltou para o segundo tempo na mesma proposta do início do jogo: controlando a posse, tentando construir, mas esbarrando na falta de criatividade. A equipe até buscava trabalhar a bola, mas não conseguia transformar esse domínio em chances claras. Carrillo até tentou um chute de fora, mas sem direção.
O Atlético, por sua vez, percebeu o cenário e respondeu com mudanças no ataque, colocando mais velocidade e força ofensiva em campo. O jogo ficou ainda mais físico e brigado, com muitas faltas e discussões em campo. Aos 19 minutos, Héctor Hernández sentiu um desconforto e foi substituído por Yuri Alberto. Martínez também deixou o campo, sentindo desgaste, e deu lugar a Charles.
A partir daí, o Atlético cresceu no jogo. O time mineiro começou a ocupar mais o campo ofensivo e levou perigo em bola parada com Hulk, além de criar um lance perigoso na pequena área que obrigou Cacá e Hugo Souza a se desdobrarem para evitar o gol.
Dorival tentou reoxigenar o time com as entradas de Breno Bidon e Romero, mas o cenário pouco mudou. Na reta final, o jogo ficou truncado, nervoso e mais brigado do que jogado. Romero se desentendeu com Lyanco e levou amarelo, os ânimos se exaltaram, mas tecnicamente o duelo seguiu pobre.
O Atlético até tentou uma última pressão, parando em nova defesa importante de Hugo após falta batida por Scarpa. Já nos acréscimos, um lance mais ríspido esquentou o clima. Rubens acertou Breno Bidon com um carrinho forte, pegando o pé do meio-campista corinthiano.
Inicialmente, o árbitro mostrou cartão vermelho, mas após revisão no VAR, entendeu que, embora a falta tenha sido dura, não houve força ou altura suficiente para expulsão. Assim, o cartão foi revertido para amarelo, encerrando o jogo em tom de tensão, mas sem mudança no placar.
Vale mencionar que Yuri Alberto deixou o campo sem condições físicas, tendo que receber ajuda dos companheiros para sair do gramado. O centroavante sofreu uma fratura no processo transverso de L1 à direita e deve desfalcar o Corinthians por um período de seis a 12 semanas.
0