Justiça nega pedido de conselheiro e mantém data para votação de impeachment no Corinthians
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Por Matheus Fiuza e Rodrigo Vessoni
Parque São Jorge sediará a votação do impeachment na próxima segunda-feira
Danilo Fernandes/ Meu Timão
O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo negou, nesta sexta-feira, o pedido para adiamento da votação de impeachment do presidente do Corinthians, Augusto Melo, marcada para dia 26 de maio. A solicitação foi protocolada pelo conselheiro Roberto William Miguel, o Libanês, apoiador do mandatário, na última quinta.
Em sua decisão, a qual o Meu Timão teve acesso, a juíza Ana Carolina Vaz Pacheco de Castro afirmou que não houve indícios de descumprimentos do Estatuto para agendamento da nova reunião no Conselho Deliberativo. Além disso, fez-se o entendimento de que a votação é uma continuação de 20 de janeiro, data em que os conselheiros votaram apenas a admissibilidade do processo. Na ocasião, o pleito no Parque São Jorge foi suspenso pelo horário.
Libanês, vale lembrar, entrou com a ação judicial para adiar a reunião da próxima segunda-feira, no Salão Nobre do Parque São Jorge, a partir das 18h. Ele alegou que os ritos processuais não foram seguidos conforme o Estatuto. No entanto, como mostrado pelo Meu Timão, as etapas foram concluídas, restando apenas a votação do Conselho e, se necessária, a Assembleia Geral dos associados.
Como reportado na quinta-feira, aliados do presidente Augusto Melo buscaram estratégias para anular o encontro. Além de Libanês, o conselheiro trienal Peterson Ruan Aitello do Couto Ramos protocolou ofício à Comissão de Ética e Disciplina para o afastamento definitivo de Romeu Tuma Júnior da presidência do Conselho Deliberativo. Ele, vale lembrar, chegou a ser destituído liminarmente pela mesma comissão, mas se manteve no cargo, com apoio da Comissão de Justiça.
O pedido do impeachment é baseado no caso VaideBet, no qual Augusto Melo foi indiciado pela Polícia Civil por associação criminosa, lavagem de dinheiro e furto qualificado. As autoridades indicam que os valores repassados pela intermediação do acordo integraram um esquema de "laranja", tendo como destinatário final do dinheiro era a UJ Football Talent Intermediação Ltda., empresa apontada como um dos braços da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) no futebol. O Ministério Público ainda avaliará se acata ou não a denúncia.
