Dorival atualiza situação de Garro e Memphis e explica improvisações feitas no Corinthians
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Por Marina Borges, Victor Gomes, Vitor Chicarolli e Rodrigo Vessoni
Dorival Júnior antes do duelo contra o Novorizontino
Ronaldo Barreto / Meu Timão
O Corinthians está garantido nas oitavas de final da Copa do Brasil. Na noite da última quarta-feira, o Timão venceu novamente o Novorizontino por 1 a 0, na Neo Química Arena, e confirmou a vaga na próxima fase do mata-mata nacional.
Após a partida, o técnico Dorival Júnior concedeu entrevista coletiva e comentou sobre a possibilidade de contar com dois dos principais jogadores do elenco: Memphis Depay e Rodrigo Garro, ambos em recuperação de lesões.
“É difícil, nós estamos acompanhando a evolução dia a dia, hoje treinaram, estão intensificando, estão melhorando a cada momento, mas eu não tenho ainda como falar se os teremos no final de semana, meio da semana que vem ou final da semana seguinte”, iniciou o treinador.
Dorival explicou que a recuperação dos atletas tem sido gradativa. “É um processo moroso, é um pouco mais lento, cada um com o que tem. Uma dificuldade inicial, porém, em um processo crescente e a cada instante estão tendo uma abordagem um pouco maior do departamento físico, liberando para trabalhos mais intensos, inclusive com bola. Hoje, praticamente, todos os trabalhos com bola foram inseridos e isso já é um avanço muito importante”, completou.
O treinador também falou sobre as improvisações feitas nas últimas partidas, além das escolhas táticas que precisará tomar com os retornos dos lesionados. Segundo Dorival, as adaptações fazem parte de um processo natural para o crescimento dos próprios atletas. “Acho que tudo vai acontecer de uma maneira natural. Eu não posso ficar aqui imaginando que só o retorno deles já resolva os nossos problemas totalmente”, pontuou.
Na sequência, ele destacou a importância de desenvolver novas características nos jogadores: “Eu acho que existe sim uma memória das funções que os jogadores faziam e não quero que eles as percam, mas que acrescentem algumas outras novas para que eles possam também buscarem um crescimento, uma adaptação e uma melhora. Eu acho que isso daí é um detalhe que, na carreira de cada um, é muito importante”, explicou.
O treinador, então, citou um exemplo pessoal da própria carreira. “O Wesley, em 2010, era um atacante que tinha dificuldades de jogar na equipe do Santos. Foi emprestado no Atlético do Paraná. No retorno dele, nós o colocamos como segundo volante. E em cinco, seis meses ele fez dois belos campeonatos, Paulista e Copa do Brasil, e foi vendido para um clube alemão”, relembrou.
“Então, assim, o jogador não precisa perder nada daquilo que ele já possui, ele tem que tentar acrescentar algumas características que serão importantes para que ele determine ou para que ele execute determinadas funções”, finalizou Dorival.
Agora classificado na Copa do Brasil, o Corinthians volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro. Neste sábado, o Timão enfrenta o Atlético Mineiro, às 21h, na Arena MRV, pela décima rodada da competição.
