Ex-Corinthians compara atual elenco com o de 2017 e define prioridade para o clube na temporada
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Por Meu Timão
Fellipe Bastos treinando no Corinthians em 2017
Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians
O ex-jogador do Corinthians, Fellipe Bastos considera que o atual plantel do Corinthians tem características parecidas com o último elenco campeão brasileiro pelo clube, o grupo de 2017. Em entrevista à CorinthiansTV, ele ponderou algumas semelhanças entre os dois elencos e, então, definiu a prioridade do clube alvinegro nesta temporada.
“O Corinthians precisa viver esse ano. Eu vejo muita relação do time desse ano, campeão paulista, com o time de 2017 que a gente foi desacreditado, campeão paulista e depois campeão brasileiro. O Corinthians precisa iniciar bem (o Brasileirão) diante do seu torcedor, é isso que a gente pensava lá com o Carille, em 2017”, iniciou Fellipe Bastos na entrevista concedida no último domingo.

A taça do Paulistão foi erguida pelo Corinthians em 2017 e também em 2025
Daniel Augusto Jr. e Rodrigo Coca / Agência Corinthians
Em 2017, o Corinthians levantou a 28º taça do Campeonato Paulista e iniciou uma temporada parecida com o momento atual do clube. Em grande fase desde o início, a equipe teve foco total no Brasileirão, rumando ao heptacampeonato nacional.
Já nesta temporada, a equipe acabou de se consagrar campeã paulista diante do Palmeiras e fez as duas primeiras rodadas do Brasileiro com bons resultados: um empate com o Bahia, fora de casa, e uma goleada sobre o Vasco na Neo Química Arena. Segundo o ex-volante do Timão, o caminho a se seguir é este.
“Acho que os jogadores têm que entender que o Campeonato Brasileiro, todo jogo é importante, todo jogo é uma final. Foi isso que lá em 2017 entendemos desde o início. Logicamente, a gente era um time muito criticado. Lembro que na época a gente era ‘a quarta, quinta força do futebol paulista’ e depois todos os jornalistas falavam que o Corinthians ia brigar na parte de baixo da tabela. A gente pegou isso como motivação mesmo, foi importante para a gente entender nossos problemas”, afirmou Bastos.
Comandado por Carille, o Timão jogava com uma defesa sólida e um ataque letal. Não somente pela taça estadual e pelo bom início no Brasileiro, Fellipe Bastos considera que até mesmo as peças fundamentais da equipe atual têm relação parecida com as de 2017. Ele elencou três jogadores como protagonistas em cada grupo e enalteceu a atuação dos goleiros.
“A gente tinha jogadores diferentes, Rodriguinho, Jadson… O Jô estava em uma fase esplendorosa. O Cássio. É como eu vejo o time do Corinthians hoje, três jogadores: Garro, Memphis e Yuri Alberto vivendo grande fase. E o Hugo Souza sendo aquela segurança na parte de trás”, comparou Fellipe Bastos.

À esquerda, Rodriguinho e Jô eram dois dos protagonistas da equipe de 2017. À direita, Memphis Depay e Yuri Alberto, seguem a mesmo rumo em 2025
Rodrigo Gazzanel e Rodrigo Coca/Agência Corinthians
“Que comece um campeonato mais tranquilo do que foi ano passado. O Brasileiro é muito mais importante que as copas. Não é abrir mão das copas, mas é saber que o brasileiro vai te dar tranquilidade para você escolher quem vai jogar nas copas. Os torcedores precisam estar do lado dos jogadores e os jogadores entenderem isso. Foi o que aconteceu em 2017, quando a gente foi campeão, era realmente uma sinergia entre torcida, jogadores e comissão técnica. A gente entendeu o que é o Corinthians”, concluiu o jogador, cravando a prioridade do Timão na temporada.
Com o manto alvinegro, Fellipe Bastos teve 21 jogos, nove deles como titular. Ele atuou no Timão justamente em 2017, quando conquistou o Paulista e o Brasileiro pelo clube do Parque São Jorge. No time de Carrille, Bastos era uma opção reserva da dupla de volantes Maycon e Gabriel.
Análise do Corinthians na Sul-Americana
Atualmente, Fellipe Bastos é comentarista no SporTV. Dadas as considerações e traçadas as prioridades do Corinthians, o ex-jogador também analisou a postura da equipe alvinegra na estreia da Copa Sul-Americana, no jogo que ficou marcado com uma derrota doída por 2 a 1 para o Huracán, da Argentina, em casa.
“Eu estudo muito futebol, porque estou sendo comentarista na SporTV. Um dos jogos que estudei foi o do Corinthians (contra o Huracán). O campo acabou ficando muito grande para os dois (Raniele e Carrillo) defenderem. Mas é importante que os jogadores que entram na frente também ajudem na marcação”, comentou sobre a partida ainda em entrevista à Corinthians TV.
“A primeira marcação é muito importante, o perde pressiona, e o Corinthians teve muitas dificuldades. É uma coisa que o Ramón optou dentro do jogo para buscar a vitória, pressionar o Huracán. Acabou não acontecendo, mas os jogadores que entram precisam ajudar na marcação, ser esse jogador tático, muito do que o Romero faz, ele se desdobra muito para defender, é muito importante taticamente”, analisou.
No jogo em questão, o Corinthians terminou o primeiro tempo já com o 2 a 1 do rival no placar. A partir disso, Ramón Díaz armou a equipe com um atacante a mais desde o início da segunda etapa, quando Giovane entrou no lugar de Martínez. Mas a tática não fez o Timão crescer. O segundo tempo ficou marcado por um jogo ruim dos mandantes da Neo Química Arena.
Nesta terça-feira, porém, o Corinthians volta a campo pela Sul-Americana. A bola rola às 21h30 no Estádio Pascual Guerrero, contra o time colombiano do América de Cali, pela segunda rodada da competição.
