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Garro desabafa sobre acidente de carro que sofreu e destaca apoio do Corinthians

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Por Marina Borges, Rodrigo Vessoni, Victor Gomes e Vitor Chicarolli

Rodrigo Garro fez sua estreia em 2025 no último domingo, na vitória do Corinthians sobre o São Bernardo pelo Campeonato Paulista, e deu entrevista para a imprensa antes de deixar a Neo Química Arena. Pela primeira vez, o meia falou sobre o acidente de carro em que esteve envolvido, no dia 4 de janeiro, em General Pico, na província de La Pampa, na Argentina.

O incidente, que resultou no falecimento do motociclista Nicolás Chiaraviglio – cuja análise sanguínea apontou 1,56 g/l de álcool e presença de maconha e cocaína – teve seu impacto ampliado na época pelo fato de Garro ter testado 0,5 g/l no bafômetro. Após toda a repercussão do caso, o jogador abriu seu coração para explicar como superou esse período difícil.

“Todo mundo sabe o que aconteceu. Foram dias difíceis, meses difíceis para mim e para a minha família. Você nunca espera passar por uma situação dessas. Infelizmente, eu tive que vivê-la. Sinto que minha família foi e é muito importante. Minha esposa, meu filho, meu pai, minha mãe, meus irmãos, meus amigos, minha gente que estava lá. Porque sem eles, acho que não estaria aqui hoje falando com vocês”, iniciou Garro.

“E, como sempre digo, tento seguir em frente. Estou em um lugar privilegiado, disse isso desde o primeiro dia. O carinho que a torcida me deu também foi algo que me ajudou a superar um pouco a situação, tanto a mim quanto à minha família. As mensagens de apoio de todos os corinthianos foram um ponto importante, então não quero deixar de mencionar isso. Ser grato faz parte da minha vida, e acho que estou aqui também porque sou grato a todas as pessoas que me ajudaram”, afirmou.

O meia argentino também destacou o apoio que recebeu do elenco e da comissão técnica do Corinthians: “e (agradeço) ao grupo, que me mandou mensagens o tempo todo, que, quando me viu mal, me levantou. É questão de tempo até que Rodrigo esteja de volta aos campos, e hoje eu voltei. A comissão técnica, Emiliano, Ramón, Osmar, Bruno… Tive um suporte humano incrível, e para mim isso é algo pelo qual serei grato por toda a vida.

Em paralelo ao acidente, Garro teve que tratar uma tendinopatia patelar no joelho direito, que o obrigou a ficar afastado por um mês do gramado. Assim como na situação do acidente, o argentino recebeu amplo apoio da Fiel.

Por fim, Garro fez uma reflexão sobre a importância de reconhecer a condição humana por trás dos números e dos resultados. “Às vezes, estando aqui, a gente esquece que é jogador, mas muitas vezes precisamos lembrar que somos pessoas, que temos sentimentos e vivemos como todos vocês (jornalistas). Mas sou grato, sou grato pelo carinho comigo e com minha família. Espero poder retribuir ao Corinthians tudo o que entreguei no ano passado”, concluiu.

Veja mais em: Rodrigo Garro.

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