Técnico do Corinthians justifica time alternativo em derrota na Copinha
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Por Pedro Mairton, Matheus Fiuza e Matheus Quintino

Orlando Ribeiro explicou o motivo de usar um time alternativo para enfrentar o Santo André
Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians
O técnico Orlando Ribeiro justificou a escalação de um time titular alternativo na derrota do Corinthians por 2 a 0 para o Santo André, na última sexta-feira, pela rodada final da fase de grupos da Copinha. O resultado tirou a liderança do Timão no Grupo 27.
Segundo o comandante, a decisão foi para dar oportunidades a quem ainda não tinha jogado, além de descansar os demais atletas, uma vez que o clube já estava classificado para o mata-mata.
“Tínhamos falado que precisávamos descansar uns atletas e dar oportunidades a outro. Foi feito. Não podemos reclamar muito do resultado, ninguém está aqui para perder. Mas sabemos que alguns meninos precisavam saber o que é participar da Copa São Paulo. A maioria já sabe, tirando uns dois ou três. Daqui pra frente sabemos como conduzir a equipe e como fazer nos momentos mais difíceis”, explicou Orlando Ribeiro, que rechaçou ter sido um erro escalar um time alternativo.
“Não (foi um erro). Temos que pensar na base em médio e longo prazo. Se pensarmos em recordes, dificilmente faremos um bom trabalho. Antes da copinha falamos em reformulação. A dificuldade ia aparecer e apareceu em um momento que poderia recuperar. Não foi um erro, sou um treinador, é minha responsabilidade, mas a estratégia foi feita. O que precisávamos ver, nós vimos”, completou o comandante em entrevista coletiva após o jogo.
A derrota colocou fim ao tabu de 22 anos do Corinthians sem perder na fase inicial da Copinha. A última vez tinha sido na edição de 2003 do torneio, contra a Inter de Limeira, adversário também do estado de São Paulo.
Orlando Ribeiro ainda explicou porque não fez substituições no Corinthians no início do segundo tempo. No intervalo, o técnico sacou Juninho para a entrada de Rodrigão e só voltou a fazer alterações por volta dos 27 minutos, quando tirou Vitinho Teixeira para colocar Lucas Corrêa.
“Costumamos, antes de mexer, colocar para o menino o que ele está fazendo de errado. Se continuar errado e não corrigir, nós mexemos. Essa é a diferença da base. Se conseguimos colocar que tem um movimento ou posicionamento errado e ele corrige, ele vai evoluir. Tirar por tirar perdemos essa oportunidade, dentro de uma competição como a Copinha, de ajudar o menino futuramente”, afirmou.
O Corinthians enfrentará na segunda fase o Falcon, de Sergipe. A FPF ainda não deu detalhes do local, data e horário do confronto.