Corinthians diz ter direitos de mais de 60 jovens pelo mundo e fala em 'case de sucesso'
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Por Pedro Mairton

O Corinthians tem direitos econômicos de 62 jogadores espalhados pelo mundo, segundo Claudinei Alves
Matheus Fiuza/Meu Timão
O Corinthians tem direitos econômicos de 62 jogadores espalhados pelo mundo, segundo Claudinei Alves, diretor das categorias de base do Timão. Sem explicar quais seriam todos esses nomes, o dirigente explicou a estratégia de ceder alguns jovens sem compensação financeira em troca da manutenção de um percentual.
“Se vocês perceberam, no final da temporada, no meio também, emprestamos até para fora do país. Nós não emprestamos, cedemos o atleta e ficamos com percentual. Hoje o Corinthians tem 62 atletas espalhados pelo mundo, não sei se vocês sabiam dessa informação”, revelou Claudinei Alves na última segunda-feira após o sorteio da fase de grupos da Copinha 2025.
As categorias de base do Corinthians se inspiram em um case de sucesso recente. Em setembro, João Costa, um dos jogadores cedidos de graça pelo clube em troca de manutenção de um percentual dos direitos econômicos, foi vendido pela Roma, da Itália, por 9 milhões de euros, cerca de R$ 56 milhões na cotação da época, para o Al-Ettifaq, da Arábia Saudita. O Timão tinha 20% do passe dele e ficou com aproximadamente R$ 11 milhões no negócio.
Claudinei ainda afirmou que João Costa e outro jogador da Roma com percentual econômico do Corinthians não estavam sendo monitorados pela antiga gestão.
“A minha visita que estive na Itália no meio do ano, me chamou a atenção que tínhamos dois jogadores na Roma e que não estavam sendo monitorados pelo pessoal do ano passado e aí comecei a monitorar e um deles foi vendido por 9 milhões de euros, que é o João Costa, que foi vendido agora e o Corinthians vai ganhar 1,8 milhões de euros. Essa é a nossa nova estratégia para esses garotos”, explicou o dirigente.
O grande número de contratações nas categorias de base também foi justificado pelo diretor. Em 2024, o clube fez 54 contratações para o Sub-17 e Sub-20 em meio a trocas na comissão técnica ao longo do ano nas duas categorias.
“A cada 100 atletas, você consegue formar no máximo cinco, todo mundo sabe disso, se for com muita sorte. Todos os grandes trabalham nessa linha e nós, graças a Deus, nossa safra 2007, 2008 e 2009 está vindo muito forte, muitos deles já compõem o Sub-20. Não podia esperar isso no começo do ano, eu tinha que fazer o time, ter peças para poder jogar. Todo mundo acompanhou a turbulência de troca de treinador, que se fez necessário e agora parece que encontramos a pessoa certa”, falou.