Árbitro ignora cânticos homofóbicos da torcida do São Paulo na súmula do clássico; veja tudo
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Por Meu Timão

Rafael Rodrigo Klein ignorou os cânticos homofóbicos da torcida do São Paulo contra o Corinthians no último Majestoso
Cesar Greco/Palmeiras
O árbitro Rafael Rodrigo Klein ignorou o episódio de homofobia da torcida do São Paulo contra o Corinthians no último domingo, no Mané Garrincha. Apesar dos cânticos discriminatórios terem sido entoados pelas arquibancadas, o fato não foi registrado na súmula da partida.
Na ocasião, as torcidas organizadas do São Paulo puxaram o seguinte cântico que foi cantado pelo restante da torcida: “O Dinei desmunhecou, na Fazenda de calcinha ele dançou… Todo mundo já falou que o gavião virou beija-flor” - confira as imagens abaixo.
Conforme protocolo, o árbitro deveria paralisar o jogo até os cânticos homofóbicos cessarem, o que não ocorreu e a partida seguiu normalmente. O duelo ainda estava na primeira etapa no momento do registro.
A pena para cânticos homofóbicos é multa no valor entre R$ 100,00 a R$ 100.000,00, conforme o Artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). A depender da gravidade do caso, o clube dos torcedores dos cânticos homofóbicos pode até perder os pontos da partida, além de outras sanções individuais aos envolvidos. O Artigo 170 ainda prevê pena de perda de mando de campo.
Vale destacar que o Corinthians foi punido com um jogo sem torcida por cânticos homofóbicos entoados na Neo Química Arena justamente contra o São Paulo, no primeiro turno do Brasileirão de 2023. O clube do Parque São Jorge foi o único penalizado de forma mais rígida no futebol brasileiro, mesmo com outros episódios discriminatórios nos estádios pelo país desde então.
Confira os cânticos homofóbicos entoados no Majestoso do último domingo