Lucas Piccinato desaprova horário de final do Brasileirão Feminino e pede força-tarefa na modalidade
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Por Matheus Scontre, Maria Beatriz de Teves e Beatriz Zoccoler

Lucas Piccinato desaprova horário de final do Brasileirão Feminino e pede força-tarefa na modalidade
Lívia Villas Boas / Staff Images Woman / CBF
No início deste domingo, em jogo iniciado às 10h, o Corinthians bateu o São Paulo, por 2 a 0, e conquistou o hexacampeonato do Campeonato Brasileiro Feminino. Mesmo com a alegria do título, o horário da partida, que desagradou os envolvidos, foi tema debatido na entrevista coletiva de Lucas Piccinato.
O treinador do Timão destacou que o desempenho das jogadoras é afetado diretamente por conta do forte calor. Piccinato disse entender as razões comerciais para a escolha do horário, mas deixou claro que a modalidade precisa de uma força-tarefa para que mudanças sejam realizadas.
"Sobre o horário do jogo, acho que é chover no molhado, né? Acho que é um horário ruim no quesito do calor. Acho que nem estava tão calor quanto estava no Supercopa, por exemplo. Entendo pelas questões comerciais de botar o jogo em um horário que consiga passar inteira aberta, mas naturalmente o segundo tempo vira um jogo onde não tem jogo. As atletas têm um desgaste muito grande. Acho que a gente tem que rever isso, já conversei com quem é responsável, mas acho que é uma força-tarefa do futebol feminino pra gente conseguir encaixar no melhorar para que todo mundo saia bem e consiga jogar um jogo de uma maneira bem", disse o comandante alvinegro.
Vale destacar que o horário da partida foi escolhido após um consenso entre a emissoras detentoras dos direitos de transmissão da competição e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), organizadora do torneio.
Mesmo com reprovação de personagens do confronto e dos torcedores, 44.136 torcedores compareceram na Neo Química Arena. O número fez o Corinthians quebrar o próprio recorde de público do futebol feminino da América do Sul.